10 de junho de 2026

Fórum reúne especialistas para debater direitos de pacientes com câncer

Evento apresenta pesquisa inédita que ouviu mais de 1.500 pacientes sobre as barreiras no acesso ao tratamento oncológico
Crédito: Divulgação/ Governo de São Paulo

O 16º Fórum Nacional Oncoguia discute a distância entre direitos legais e acesso efetivo para pacientes com câncer no Brasil.
Pesquisa revela que muitos pacientes desconhecem seus direitos e enfrentam burocracia e falta de orientação para acessar tratamentos.
Evento em abril apresenta documentário e debates com especialistas, gestores e pacientes sobre os desafios do sistema oncológico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Ter direito e conseguir exercê-lo são coisas muito diferentes para quem enfrenta o câncer no Brasil. É essa distância entre o que a lei garante e o que o paciente efetivamente recebe que o 16º Fórum Nacional Oncoguia se propõe a discutir, nos dias 7 e 8 de abril, em evento presencial promovido pelo Instituto Oncoguia.

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Com o tema “Direitos Conquistados, Mas Não Garantidos”, o fórum reunirá especialistas, gestores, profissionais de saúde, representantes de ONGs e pacientes para debater os entraves que transformam a jornada oncológica em uma luta burocrática, muitas vezes tão exaustiva quanto a própria doença.

“O sistema hoje é desenhado para vencer o paciente pelo cansaço. Enquanto discutimos protocolos, milhares de pessoas estão perdidas em labirintos burocráticos. O Estado não pode transferir a quem mais precisa de ajuda a carga de fazer a lei funcionar”, afirma Luciana Holtz, presidente e fundadora do Instituto Oncoguia, que também coordena o evento.

Pesquisa

Um dos momentos centrais do fórum será o lançamento da pesquisa “Direitos do Paciente com Câncer: Conhecimento e acesso na prática”, conduzida pelo próprio Instituto Oncoguia. O estudo ouviu mais de 1.500 pacientes e familiares em todo o Brasil entre 2025 e 2026 e traça um retrato preocupante: boa parte dos pacientes sequer sabe quais direitos possui, e os que sabem frequentemente encontram barreiras invisíveis para acessá-los.

Entre os obstáculos mais recorrentes identificados pela pesquisa estão a burocracia excessiva e a falta de orientação médica adequada, fatores que, somados, tornam o acesso ao tratamento um esforço constante por parte de quem já está fragilizado.

“Não podemos mais admitir que a burocracia e a falta de priorização instalada em nosso país siga gerando ainda mais sofrimento para quem já está com câncer. Direitos têm que sair do papel”, diz Luciana Holtz.

Documentário

O evento também apresentará o documentário “A Realidade Brasileira que Não Vemos nas Políticas”, produzido a partir de viagens e conversas do Instituto Oncoguia com pacientes e especialistas das cinco regiões do país. O material busca dar rosto e voz às histórias que costumam ficar de fora dos debates institucionais, e que revelam as consequências concretas de um sistema que, na prática, ainda deixa muito a desejar.

A grade de debates contará com participantes de diferentes esferas do setor de saúde. Entre os confirmados estão Dalmare Anderson Bezerra de Oliveira, coordenador-geral de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde; Luciana Vieira, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); e o oncologista André Sasse, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), além de autoridades estaduais.

Os debates abordarão temas como o acesso ao tratamento pelo SUS, os gargalos da saúde suplementar, a necessidade de um plano nacional de controle do câncer e, sobretudo, a escuta ativa dos pacientes sobre como seus direitos funcionam, ou não, na prática.

Pacientes também terão espaço na programação para compartilhar relatos sobre as dificuldades enfrentadas durante o tratamento e, especialmente, no caminho até o diagnóstico.

O 16º Fórum Nacional Oncoguia acontece nos dias 7 e 8 de abril, das 9h às 18h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pela plataforma Sympla.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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