21 de maio de 2026

Magistrados e membros do MP conseguem novos penduricalhos

Resolução amplia auxílios e gratificações, mesmo após decisão do STF que limitou pagamentos extras no Judiciário e no Ministério Público.
Reprodução

CNJ e CNMP aprovaram resolução que mantém e detalha verbas extras a juízes e membros do MP, mesmo após decisão do STF.
Norma inclui auxílios como moradia e nova gratificação para proteção da primeira infância e maternidade, além de licenças e cursos.
STF limitou penduricalhos a 35% do teto, mas resolução permite pagamentos além do limite, gerando críticas sobre supersalários.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) aprovaram uma resolução conjunta que regulamenta o pagamento de verbas extras — conhecidas como “penduricalhos” — a juízes e membros do Ministério Público, mesmo após decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) para limitar esses benefícios.

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A norma mantém e detalha auxílios como moradia e cria novas gratificações, incluindo um benefício voltado à proteção da primeira infância e à maternidade. Também foram validadas autorizações anteriores para pagamentos como licenças remuneradas para cursos no exterior e gratificações por participação em cursos e concursos.

A decisão ocorre na esteira de julgamento do STF, que fixou limites para os chamados supersalários no serviço público. Pela Corte, as verbas adicionais devem ser restritas a até 35% do teto constitucional — hoje equivalente ao salário dos ministros do tribunal — o que pode elevar a remuneração mensal de magistrados e procuradores para mais de R$ 62 mil.

Apesar disso, a regulamentação aprovada pelos conselhos inclui indenizações e auxílios não previstos explicitamente pelo STF e permite, em alguns casos, pagamentos fora desses limites. Entre eles, estão o auxílio-moradia — restrito a situações específicas — e a nova gratificação ligada à primeira infância.

Segundo o CNJ, parte das medidas busca assegurar proteção social e reduzir desigualdades, especialmente para mulheres na carreira jurídica. Críticos, porém, apontam que a decisão mantém brechas que permitem remunerações acima do teto constitucional.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    10 de abril de 2026 8:02 am

    Tapa aqui, descobre ali. Esses penduricalhos são uma esculhambação, como diria o Ferreira Gullar.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    10 de abril de 2026 9:12 am

    No Brasil a vagabundagem usa Prada porque veste Toga.

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