22 de junho de 2026

Brasil investiga dois casos suspeitos de ebola em SP e no Rio; ebola ainda não foi descartado

Pacientes passaram por países africanos com surto ativo e seguem isolados; diagnósticos de meningite e malária foram identificados
Crédito: Tânia Rego/ Agência Brasil

Autoridades acompanham dois casos suspeitos de ebola no Brasil, em São Paulo e Rio, com pacientes isolados e monitorados.
Paciente de SP, imigrante do Congo, diagnosticado com meningite; paciente do RJ, viajante da Bélgica, testou positivo para malária.
Risco de surto no Brasil é baixo, segundo autoridades; surto atual concentra-se no Congo e Uganda, com 134 casos confirmados.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Autoridades de saúde acompanham dois casos suspeitos de ebola no Brasil, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Os dois pacientes estiveram recentemente em países africanos com surtos ativos da doença e apresentaram sintomas compatíveis com infecções virais graves.

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Neste sábado (31), ambos receberam diagnóstico para outras enfermidades: o paciente paulista testou positivo para meningite; o carioca, para malária. Ainda assim, a possibilidade de ebola não havia sido descartada até o fechamento desta reportagem, e os dois seguem em isolamento sob monitoramento das autoridades.

O paciente em São Paulo é um homem de 37 anos, imigrante da República Democrática do Congo, que esteve recentemente no país africano. Antes de ser transferido para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento de doenças infecciosas, ele foi atendido em uma UPA com febre alta e exames inconclusivos para malária.

Ao chegar ao instituto, seu quadro já era grave: diarreia, desorientação e piora clínica rápida. Ele precisou ser intubado e está sedado. Por isso, ainda não foi possível confirmar se transitou pelas províncias congolesas onde o surto de ebola se concentra.

Exame do Instituto Adolfo Lutz identificou a presença de Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica. Mesmo assim, testes específicos para ebola ainda estavam pendentes. O paciente é tratado com antibióticos e hidratação. Pessoas que tiveram contato com ele no avião e na UPA estão sendo monitoradas.

Rio de Janeiro

No Rio, o paciente é um viajante belga que esteve em Uganda, país com regiões de surto confirmado de ebola. Seu quadro clínico é leve, com sintomas como tosse, calafrios e diarreia, sem relato de febre ou dor de cabeça intensa. Um dos testes realizados apontou malária.

Por precaução, diante do cenário epidemiológico internacional, as autoridades acionaram o protocolo de segurança. O paciente foi transportado por ambulância especial ao Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, onde permanecerá isolado até que a possibilidade de ebola seja formalmente descartada. A Vigilância Epidemiológica monitora pessoas que possam ter tido contato com ele.

Risco de surto

Especialistas e autoridades reforçam que não há motivo para alarme. A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo avalia que o risco de introdução do ebola no Brasil permanece muito baixo, considerando a ausência histórica de transmissão local no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre as regiões afetadas e o Brasil, e o modo de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas com sintomas.

Os casos de ebola registrados até o momento estão concentrados na República Democrática do Congo e em Uganda. Segundo a OMS, o surto atual soma 134 casos confirmados e 18 mortes confirmadas, com outros 906 casos e 223 óbitos ainda em investigação. O Congo declarou o surto em 15 de maio, com foco nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. A OMS alerta para o risco de expansão, enquanto organizações humanitárias alertam que a resposta internacional ainda é insuficiente.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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