9 de julho de 2026

PF desmonta esquema de emendas no Rio e bloqueia R$ 100 milhões de grupo ligado a Chiquinho Brazão

Nova operação contra o grupo político ligado ao caso Marielle Franco investiga fraudes em contratos com OSCs no Rio
Deputado Federal Chiquinho Brazão, eleito pelo União Brasil - Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

▸ PF deflagra Operação Emendatio contra desvio de emendas parlamentares no Rio, com bloqueio de R$ 100 mi no STF.

▸ Cerca de 60 policiais cumprem 2 prisões e 21 buscas; alvos incluem ex-assessor de Domingos Brazão e condenado Robson Fonseca.

▸ Esquema usava OSCs e empresas de fachada para ocultar recursos; investigados podem responder por peculato e lavagem de dinheiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Emendatio, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares federais no Rio de Janeiro. O ex-deputado federal Chiquinho Brazão é um dos principais alvos da ação, que obteve no Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.

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A ofensiva é um desdobramento das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime pelo qual Chiquinho e seu irmão, Domingos Brazão, foram condenados como mandantes. Cerca de 60 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos com ordens de prisão está Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, detido em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O segundo mandado de prisão tem como alvo Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, que também foi condenado no caso Marielle e já se encontra no sistema penitenciário.

O mecanismo do desvio

De acordo com as investigações da PF, o esquema consistia no direcionamento de emendas parlamentares para Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que mantinham parcerias com a administração pública federal. O dinheiro era desviado por meio de empresas de fachada, superfaturamento e pagamentos indevidos, estruturados para ocultar a origem e o destino final dos recursos.

Os policiais identificaram indícios de conluio entre empresas em cotações de preços e a execução irregular dos contratos firmados pelas entidades. Os investigados podem responder pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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