No dia 16 de março passado publiquei o artigo “A jogada dos PFs que vazam peças do inquérito”.
Nele, descrevia alguns dos métodos da Lava Jato paras vazar informações:
- O inquérito do Banco Master é sigiloso.
- Inicialmente, quem estava vazando para a imprensa são policiais federais através de jornalistas que participaram do pacto da Lava Jato.
- Com a decisão do Ministro André Mendonça, de liberar parte do inquérito para a CPI do INSS, ampliaram-se as fontes de vazamento: policiais federais e políticos do Centrão.
Era óbvio. A malícia da Lava Jato era o fato de permitir vazamento em várias fontes: na alimentação da base de dados da Procuradoria Geral da República, do Supremo Tribunal Federal etc.
Quando André Mendonça autorizou o compartilhamento de provas com a CPMI, a jogada era clara: tendo dois dutos de vazamento de informações, sempre se jogará a culpa no outro.
Ontem, no Estadão.

Ou seja, abra a porta, convida o mascarado para entrar, espera ele sair com o saco carregado para só então gritar: Pega Ladrão!
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