O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões dos bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), sob suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares. A decisão foi assinada em 6 de julho e veio a público neste domingo (12).
Cunha, que presidiu a Câmara dos Deputados, é investigado no âmbito do mesmo inquérito que levou ao bloqueio de R$ 119 milhões do presidente do PL, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, também suspeito de indicar emendas de forma irregular.
A prerrogativa de indicar emendas parlamentares é reservada a deputados e senadores em mandato, o que não é o caso de Cunha. Segundo apurou a Polícia Federal, ele contaria com o apoio da servidora Mariângela Fialek e de influência política para direcionar recursos conforme seus próprios interesses, em conduta que a corporação associa a indícios claros de peculato.
As medidas contra Cunha são um desdobramento de uma representação da PF ligada à Operação Transparência, deflagrada em dezembro do ano passado. Na ocasião, a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, foi apontada como operadora do esquema de emendas atribuído a Valdemar Costa Neto.
*Com informações do g1.
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