22 de julho de 2026

ONU confirma Brasil fora do Mapa da Fome e aponta menor custo de alimentação saudável da América Latina

A proporção da população brasileira sem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias necessárias para uma vida saudável permaneceu abaixo de 2,5%
Crédito: Licia Rubinstein/ Agência IBGE Notícias

Brasil permanece fora do Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população sem calorias mínimas, segundo FAO.
Custo da dieta saudável no Brasil é US$ 4,89/dia, menor que a média da América Latina e Caribe, indica relatório.
Fome global diminui; 7,8% da população mundial enfrentou fome em 2025, queda em relação a anos anteriores.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI), divulgado nesta terça-feira (21) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O estudo, baseado em dados do triênio 2023-2025, também aponta que o país possui o menor custo para uma dieta saudável entre os países da América Latina e do Caribe.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

De acordo com o levantamento, a proporção da população brasileira sem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias necessárias para uma vida saudável permaneceu abaixo de 2,5%, índice utilizado pela FAO para definir a permanência ou não de um país no Mapa da Fome.

O relatório também mostra uma redução da insegurança alimentar severa no país, que caiu para 0,6% da população. No período analisado, cerca de 16,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição.

Alimentação saudável

Outro destaque do estudo é o custo da alimentação saudável no Brasil. Segundo a FAO, uma dieta considerada adequada custa, em média, US$ 4,89 por pessoa ao dia, em valores ajustados pela Paridade do Poder de Compra (PPC).

O valor é inferior à média registrada na América do Sul, de US$ 4,94, e também à média da América Latina e Caribe, de US$ 4,91.

Para chegar aos resultados, a organização utiliza indicadores macroeconômicos e demográficos, como renda da população, tamanho do mercado consumidor e custo médio da cesta de alimentos saudáveis.

Indicadores econômicos

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os dados refletem o desempenho recente da economia brasileira.

O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. No mesmo período, a taxa de desemprego caiu para 5,6%, enquanto o rendimento médio mensal domiciliar per capita alcançou R$ 2.264.

Já a inflação dos alimentos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 2,95% em 2025. Considerando todo o triênio analisado pela FAO, a média anual foi de 3,8%.

O governo também atribui os resultados às políticas públicas de segurança alimentar desenvolvidas por meio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que reúne programas de transferência de renda, compras públicas de alimentos, apoio à agricultura familiar e outras ações voltadas ao acesso à alimentação.

Fome diminui no mundo

O relatório da FAO também aponta melhora nos indicadores globais. Em 2025, cerca de 7,8% da população mundial enfrentou a fome, abaixo dos 8,1% registrados em 2024 e dos 8,6% observados em 2022.

Segundo a organização, aproximadamente 645 milhões de pessoas passaram fome no triênio encerrado em 2025, uma redução de quase 14 milhões em relação ao ano anterior e de 43 milhões na comparação com 2022.

O estudo é elaborado anualmente em parceria entre a FAO, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesta edição, o relatório teve como tema os desafios para ampliar o acesso da população mundial a uma alimentação saudável diante do alto custo dos alimentos.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados