22 de julho de 2026

ONU Mulheres e Unicef lançam guia para ajudar famílias a enfrentar a misoginia

Para a ONU Mulheres no Brasil, o combate à misoginia exige a participação de toda a sociedade e passa, principalmente, pelo ambiente familiar
Crédito: Tomaz Silva/ Agência Brasil

ONU Mulheres e Unicef lançam guia para pais identificarem e enfrentarem a influência da machosfera em adolescentes.
Guia explica grupos, algoritmos e sinais de machosfera, sugerindo diálogo sobre respeito e igualdade de gênero.
Representantes destacam papel da família e escolas na prevenção da misoginia e promoção do pensamento crítico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A ONU Mulheres e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançaram um guia voltado a pais, mães e responsáveis com orientações para identificar e enfrentar a influência da chamada “machosfera” sobre meninos e adolescentes. O material busca incentivar o diálogo familiar como forma de prevenir a disseminação de discursos de misoginia e violência de gênero.

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Intitulado “No Mesmo Time: Guia de Conversa para Pais e Responsáveis”, o documento explica o funcionamento da machosfera — conjunto de comunidades e perfis nas redes sociais que promovem uma visão extremista da masculinidade, frequentemente marcada pelo desprezo e hostilidade contra mulheres e meninas.

Segundo as organizações, esse tipo de conteúdo costuma alcançar adolescentes de maneira gradual, por meio de vídeos sobre motivação, desenvolvimento pessoal e autoajuda, antes de introduzir mensagens de intolerância e discriminação.

Um levantamento da Revista AzMina em parceria com o Núcleo Jornalismo, citado pelas Nações Unidas, aponta que essa estratégia facilita a aproximação de jovens com discursos misóginos, muitas vezes sem que eles percebam a mudança de conteúdo.

Orientações para as famílias

O guia reúne informações para ajudar os responsáveis a reconhecer sinais de influência da machosfera e promover conversas sobre respeito, igualdade e uso crítico das redes sociais.

Entre os temas abordados estão:

  • explicação sobre os principais grupos, termos e narrativas da machosfera;
  • como os algoritmos das plataformas digitais recomendam esse tipo de conteúdo aos jovens;
  • sinais de mudanças de comportamento e linguagem que podem indicar influência desses grupos;
  • sugestões de perguntas e estratégias de diálogo adaptadas às diferentes faixas etárias;
  • orientações para apoiar meninas expostas a conteúdos misóginos;
  • formas de abordar igualdade de gênero e respeito nas relações familiares.

Prevenção começa em casa

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret, o combate à misoginia exige a participação de toda a sociedade e passa, principalmente, pelo ambiente familiar.

Segundo ela, o objetivo do material é mostrar que pais e responsáveis não precisam enfrentar o problema sozinhos e que conversas abertas, sem julgamentos, podem ajudar adolescentes a desenvolver valores baseados no respeito e na igualdade de gênero.

Já o representante do Unicef no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, destaca que famílias, escolas e comunidades desempenham papel fundamental na construção da identidade dos adolescentes.

Ele afirma que oferecer referências positivas sobre masculinidade e estimular o pensamento crítico em relação aos conteúdos consumidos nas redes sociais são medidas importantes para reduzir a exposição dos jovens a discursos baseados em estereótipos, intolerância e violência de gênero.

*Com informações das Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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