O francês Daniel Siad, apontado como um dos recrutadores de mulheres para Jeffrey Epstein, foi encontrado morto em sua residência próxima a Paris.
Aos 69 anos, Siad era investigado por autoridades francesas especializadas em tráfico de pessoas e respondia a acusações de estupro e outros crimes, que negava. Uma investigação foi aberta para determinar a causa da morte, incluindo a realização de autópsia.
Segundo o jornal britânico The Guardian, Siad aparece em mais de mil documentos dos chamados arquivos Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Os registros indicam que ele manteve contato frequente com o financista norte-americano e teria recebido pagamentos relacionados a viagens para buscar mulheres interessadas em trabalhos de modelo.
O recrutador afirmava que sua relação com Epstein era profissional e que acreditava estar participando de processos legítimos de seleção para modelos. Ele negava envolvimento em qualquer abuso.
Entre as acusações contra Siad está a denúncia da ex-modelo sueca Ebba Karlsson, que afirmou ter sido recrutada por ele em 1990 e posteriormente vítima de estupro na França. O advogado de Siad informou que ele negava a acusação.
O caso faz parte de uma investigação mais ampla conduzida por autoridades francesas sobre possíveis conexões entre cidadãos do país e a rede de exploração sexual associada a Epstein. O financista norte-americano morreu em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual nos Estados Unidos.
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