A democracia exige ritos, tanto no processo político quanto no jurídico. São esses ritos que garantem os freios e contrapesos, definem limites e direitos e impedem abusos.
A democracia brasileira começou a morrer no impeachment de Dilma Rousseff. O clamor das ruas, alimentado pela Lava Jato, uma imprensa submissa e um Supremo Tribunal Federal que se deixou intimidar, fizeram com que os procedimentos fossem atropelados. Aceitou-se uma inovação jurídica — as tais “pedaladas” — como fundamento para um processo de impeachment espúrio. Nem o ministro do STF que comandou a ópera bufa acreditava nos argumentos.
Foi um período desmoralizante, no qual uma ministra, Rosa Weber, votou por uma regra que tirava Lula das eleições de 2018 em nome da “colegialidade” — isto é, para acompanhar a maioria. Com o detalhe de que seu voto era o de desempate.
De lá para cá, o trem descarrilhou. Abriu-se espaço para um presidente envolvido com milícias, trazendo para o primeiro plano da política nacional o pior rebotalho político da história. Tentou-se até um golpe de Estado. No último momento, houve uma reação das forças democráticas, o STF acordou e, graças aos poderes conferidos ao ministro Alexandre de Moraes, conseguiu desmontar a primeira tentativa de golpe.
Mas o trem já estava descarrilado. Em nome da defesa da democracia, os procedimentos continuaram sendo atropelados, com o sentido de urgência justificando a pressa em resolver questões para conter a ameaça golpista.
De atropelo a atropelo, a democracia foi recolocada nos eixos. Mas os ritos continuaram sendo desrespeitados, e o poder absoluto cumpriu a regra histórica de corromper quem o exerce. Tudo isso ocorreu em uma quadra de profundas transformações nos tribunais superiores, marcada por práticas inimagináveis em outros tempos: parentes de magistrados atuando nas cortes, viagens internacionais patrocinadas e seminários organizados em torno do poder individual de ministros, depois de atropelada a colegialidade.
Não foi preciso muito para o pequeno André Mendonça conseguir implodir o Supremo. Bastou uma granada de mão para que todo o edifício viesse abaixo. Logo ele, ligado até as tampas ao esquema Bolsonaro e, possivelmente, a Daniel Vorcaro.
Atrás da bomba vieram os justiceiros oportunistas de sempre: juristas e editorialistas de baixíssimo nível, buscando esfolar o Supremo e abrir caminho para Flávio.
Como dois e dois são quatro, na hipótese terrível de uma eleição de Flávio, acaba a democracia brasileira — ou qualquer veleidade de o país sobreviver como nação. Não se trata de passar pano, mas a prioridade máxima é preservar o Supremo.
Nem sei o que acontecerá na sessão de logo mais. Mas, se forem expostas as vísceras do Supremo, para gáudio dos urubus jurídicos e da mídia, pouco restará da democracia brasileira.
A cumplicidade de jornais e jornalistas com o bolsonarismo já conseguiu embolar o meio de campo: trinta dias de manchetes em torno de uma notícia falsa — o envolvimento de Fábio Luís com a esbórnia — lançaram confusão sobre a opinião pública, proporcionaram o crescimento de Flávio e afastaram de Lula o centro e a direita racional.
Há poucos dias para reverter a situação. Mas existe um empenho gigantesco dos brasileiros democratas e patriotas para impedir o desastre final.
Se isso não ocorrer, setembro de 2026 será registrado nos livros de história como o mês em que a imprensa conseguiu destruir a democracia brasileira.
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Sergio Medeiros
15 de setembro de 2026 8:49 amO enigma da esfinge… as delações de BILHÕES e a crise do STF…
… o necessário fim do mundo desses vendilhões será o aniversário de nossa salvação….
Não existem coincidências, ou, existem???
A chamada crise do Supremo Tribunal Federal, tem sua cronologia bem definida, e envolve centenas de bilhões de reais.
De pronto, em nome da celeridade que a situação exige, vamos suprimir as preliminares, pois o enredo geral é de todos conhecido, a corrupção estratosférica de Daniel Vorcaro e seu Banco Master,e toda a teia de aranha de roubo e corrupção que os envolve.
Pois bem.
Tudo começa em julho, quando a Procuradoria Geral da República começa as conversas de modo a entabular, junto a João Carlos Mansur, o Gestor da Reag, fundo com mais de 300 Bilhões de reais sob sua guarda, um processo de delação premiada.
Ao que consta a referida delação tem o condão de tirar o sono de grande parte da Faria Lima, pois não somente revela as estruturas do Banco Master mas todas as formas como se faz a lavagem e a ocultação dos verdadeiros detentores dos fundos de investidores.
Concomitantemente a isso, a mesma Procuradoria também começa a negociar a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Junior, o mineirinho, responsável por obter mais de 1,3 bilhão de reais em dinheiro vivo, a fim de compor depósitos a serem enviados a fundos no exterior.
As jóias da coroa, envolvidas neste segundo caso, eram as mesmas malas de dinheiro, necessárias ao envio dos quase 70 milhões de reais destinados ao Fundo HavenGate, responsável pela famosa produção do “filme” Dark Horse, e de seu não tão ilustre contratante, Flávio Nantes Bolsonaro, ora candidato a Presidente do Brasil.
Prosseguindo.
Fechadas as referidas delações com a Procuradoria da República em 02 de setembro estas foram encaminhadas ao Relator Ministro André Mendonça.
Entretanto, ao chegarem ao gabinete do Ministro estas duas delações tiveram destinos diversos, enquanto a delação do Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineirinho, foi homologada, em um período de tempo razoável, no dia 09 de setembro de 2026, já a delação exponencial de João Carlos Mansur, que, apesar de encaminhada na mesma data, está ainda pende de homologação.
Gize-se, nestes casos, a homologação prende-se a detalhes de caráter objetivo, quase burocráticos, em sua maioria de aspecto formal, como a voluntariedade e os benefícios a serem acordados.
Em relação a esta delação, como sinalado por grande parte da imprensa nacional, em artigos repetidos em vários jornais, físicos e digitais, trata-se, de verdadeira Delação do Fim do Mundo, mais precisamente, fim do mundo da estrutura financeira que jaz, de forma subterrânea, junto do sistema nacional.
Presta-se, a referida delação, a descrever de forma detalhada como se dão os processos destinados a ocultar os verdadeiros proprietários das firmas, os verdadeiros detentores do capital, que viria a ser objeto de lavagem financeira.
Mostra como se faz tais manobras, a maior parte destinada a lavar dinheiro sujo ou iludir o pagamento de impostos junto ao Fisco, volumes imensos de dinheiro.
Além disso, prometeu ensinar a forma necessária para recuperar mais de 20 bilhões de reais desviados pelo Banco Master, sem nem mesmo precisar grandes e complicados trâmites internacionais para repatriação dos valores.
Este era o cenário.
Então, coincidentemente, quando tudo se encaminhava para o final apoteótico, em que a grande rede de ratos seria apanhada, eis que surge… do nada… uma imensa e nova questão… e, como nos filmes de suspense… na beira do abismo… o s ratos… pobres vilões milionários… mum lapso de segundo, ganham um novo fôlego e, no caso, repita-se, um novo fôlego de ratos, ou gatunos.
Assim, neste interregno, do nada, presenciamos, entre iludidos e estupefatos, uma enorme explosão no sistema.
Desta vez no subsistema judicial brasileiro, notadamente junto Supremo Tribunal Federal – STF, onde o Ministro Relator André Mendonça, no caso, também o homologador da delação do fim do mundo, eis que, no dia 01 de setembro de 2026, apresentou uma Petição Incidental , absolutamente bombástica, acusando e pondo sob suspeita e propondo colocar sob investigação, a um colega seu do STF, no caso o Ministro Alexandre de Moraes.
Sem mais considerações, instantaneamente fez-se o caos, e, a pouco menos de 20 dias do primeiro turno da eleição presidencial, ficamos sem saber os detalhes ou mesmo o alcance das delações do fim do mundo.
Em outros termos, neste momento, encontra-se suspenso o fim do mundo, isso para uma quantidade determinada ou determinável de pessoas, todos envolvidos até o pescoço em falcatruas e diversos crimes, que, sem dúvida nenhuma, seriam fulminados por este evento..
Agora, nem mesmo se sabe, se o fim do mundo para estas pessoas, – ao que consta, inúmeros com foro privilegiado – poderia ser também, sem sombra de dúvidas, a salvação de toda a sociedade brasileira – a que trabalha e segue as leis nacionais -, uma vez que, por esta ação incidental, todos estes envolvidos em esquemas, tanto irregulares alguns, quanto criminosos outros, poderão ter suas identidades e ações, postas em suspenso, tudo isso, como efeito colateral desta ação que paralisa a nação , todos, bons e maus.
Neste exato momento, eles respiram aliviados, e ferozes.
É que, se ao fim e ao cabo desta ação incidental, se fizer concreta a demora, pode ser que, neste intervalo, para azar de toda a nação, todos estes – gatos e ratos, poderão num passe de mágica, ser trocados de lado, para assim, como num conto espúrio qualquer, surgirem com vestes brancas, puras e limpas como seu rico dinheiro sujo.
Lembro da profética música: o mundo está ao contrário e ninguém reparou.*
Mas, logo me recupero, afinal, também pode ser um segundo sol, e com novas luzes resta descoberto o enigma.
Não percamos tempo, espalhem a boa nova.
E, claro, espero que Fernando Sabino esteja certo*… e ainda não tenha sido o final.
E que todos nós ainda tenhamos tempo de, sentados em nossos camarotes, junto às janelas, nas ruas, casas, como pessoas comuns, sem grandes trajes ou togas, mas não sem grande assombro, ver que o necessário fim do mundo desses vendilhões será o aniversário de nossa salvação.
*O Relicário – Nando Reis
*No final tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não chegou ao fim” Fernando Sabino
Jose
15 de setembro de 2026 9:14 amTariflavio não quer ser presidente e sim administrador de colônia, como aponta Wladimir Saflate
Sim, este país que toda vez que está a caminho de se tornar grande potencia mundial é concorrendo com empresas americanas no Comércio Extetior, sofre um golpe destrutivo
Quando do golpe contra Dilma éramos a 6a economia e, no final do desgoverno Bozzo éramos a 13a com o país no mapa da fome e tudo arruino e saqueado pelo crime
Lula volta e nós recoloca no conserto das nações e hoje somos a 8a economia do mundo e, com o pré sal da margem equatorial, que abrange praticamente toda a costa brasileira, logo logo seremos a 3a economia do mundo
E aí lá se vem de novo os EUA para nos transformar em quintal e terra arrasada, com plano de eleger um Bozzo como administrador da colônia
Alguma dúvida de que se isso ocorrer nós nos tornaremos um Grande Haiti ?