Nas eleições de 2014 foi articulado mais um dos golpes midiáticos liderados pela revista Veja.
A capa foi a da edição 2397, antecipada para sexta-feira, 24 de outubro de 2014, dois dias antes do segundo turno. O título era “Eles sabiam de tudo”, entre as fotos de Dilma Rousseff e Lula. A edição estava prevista para as bancas em 29 de outubro, mas a Veja a adiantou. A reportagem dizia que o doleiro Alberto Youssef, em depoimento à PF e ao MP em Curitiba, teria afirmado que os dois tinham conhecimento do esquema na Petrobras.

Era mais uma das notícias falsas da revista. Mas, durante o dia, a Globo exibiu chamadas do Jornal Nacional para a matéria. Pela pouca diferença de votos, uma reportagem no Jornal Nacional, mesmo em cima de uma notícia falsa, poderia desequilibrar as eleições.
Às 14:46 daquele dia, publiquei o artigo “**Como prevenir um crime eleitoral que será cometido logo mais no Jornal Nacional”.**
Dizia: “Hoje à noite, exatamente às 20 horas, será cometido um crime de imprensa e um atentado à democracia. O Jornal Nacional dará entre 5 a 10 minutos de reportagem sobre uma informação falsa veiculada pela revista Veja”.
Soltamos a denúncia. Em pouco tempo apareceu somou mais de 200 mil visualizações. Apareceu no Twitter o hastag #GolpeNoJN que ficou em primeiro lugar no Twitter mundial. O Jornal Nacional acabou desistindo de repercutir o golpe.
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