7 de novembro de 2026

Comissão aprova reforço de R$ 13,5 bilhões ao Plano Brasil Soberano

Limite de financiamento a exportadores chega a R$ 28,5 bilhões; programa atende empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA e por instabilidades internacionais
Foto de Richard Williams na Unsplash

Comissão aprova ampliação de R$ 13,5 bi no Plano Brasil Soberano para apoiar exportadores diante de tarifas dos EUA.
Financiamento pode subir de R$ 15 bi para R$ 28,5 bi, com recursos para capital de giro e investimentos produtivos.
Programa abrange setores estratégicos e fornecedores, com aprovação pendente nos plenários até 18 de novembro.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A comissão mista que analisou a Medida Provisória 1.379/2026 aprovou, nesta quinta-feira (5), a ampliação de até R$ 13,5 bilhões nos recursos do Plano Brasil Soberano, programa criado para apoiar empresas exportadoras e seus fornecedores diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos e de instabilidades no comércio internacional.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Com a aprovação, o limite de financiamento poderá passar dos atuais R$ 15 bilhões para R$ 28,5 bilhões. A proposta recebeu parecer favorável da senadora Leany Lemos (PSB-DF), relatora da medida, e agora será analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Para não perder a validade, a MP precisa ser votada até 18 de novembro.

A terceira edição do plano amplia o alcance das linhas de crédito com juros subsidiados. Além das empresas diretamente atingidas pelas tarifas norte-americanas, o programa passou a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, como a guerra entre Estados Unidos e Irã, e setores considerados estratégicos para a economia brasileira.

Segundo Leany Lemos, as duas primeiras edições do Brasil Soberano aprovaram mais de R$ 27 bilhões em financiamentos, distribuídos em mais de 1.700 operações, com participação expressiva de micro, pequenas e médias empresas. Na terceira etapa, a demanda já ultrapassa R$ 10 bilhões, dos quais cerca de R$ 7,7 bilhões foram aprovados em mais de 560 operações.

A relatora afirmou que a continuidade e a ampliação da iniciativa são importantes para fortalecer setores ligados à soberania econômica, como minerais críticos, fertilizantes, indústria de transformação e cadeias exportadoras. A avaliação é que o financiamento público pode contribuir para a manutenção de investimentos, a geração de empregos e a capacidade de resposta do país a crises externas.

Durante a discussão da medida, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), vice-presidente da comissão, afirmou que a iniciativa foi uma resposta à elevação das tarifas comerciais pelos Estados Unidos, que classificou como uma agressão externa.

“O Brasil, no universo das nações, desde o seu nascedouro, não quer guerra com ninguém. Mas, ao mesmo tempo, é um país soberano, em que ninguém interferirá ou atacará os nossos cidadãos, as nossas cidadãs e as nossas empresas”, declarou.

Crédito para investimentos e capital de giro

Os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos e abertura de novos mercados.

Entre os segmentos contemplados estão indústria, agricultura, pecuária, pesca, aquicultura, florestas plantadas, setor mineral, indústrias químicas e farmacêuticas, setor têxtil, máquinas e equipamentos e indústria automotiva. A medida também alcança fornecedores das empresas exportadoras.

A ampliação do programa responde ao aumento da procura por crédito após a expansão de seu público beneficiário. A proposta busca preservar a capacidade de financiamento das empresas em momentos de instabilidade, quando barreiras comerciais, conflitos internacionais e outras crises podem comprometer a atividade produtiva e as exportações.

Durante a discussão da medida, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), vice-presidente da comissão, afirmou que a iniciativa foi uma resposta à elevação das tarifas comerciais pelos Estados Unidos, que classificou como uma agressão externa.

“O Brasil, no universo das nações, desde o seu nascedouro, não quer guerra com ninguém. Mas, ao mesmo tempo, é um país soberano, em que ninguém interferirá ou atacará os nossos cidadãos, as nossas cidadãs e as nossas empresas”, declarou.

A ampliação permite combinar recursos da União com dinheiro próprio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aumentando a capacidade de financiamento. Segundo a relatora, essa estrutura pode ampliar o volume de crédito sem gerar custo adicional para o Tesouro Nacional.

O banco deverá apresentar um plano de aplicação dos recursos adicionais, que precisará ser aprovado por um conselho interministerial coordenado pela Casa Civil e integrado pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; da Fazenda; e do Planejamento e Orçamento.

Uma mudança feita no parecer retirou a exigência de que os R$ 13,5 bilhões adicionais viessem exclusivamente de valores devolvidos à União em operações anteriores. Para Leany Lemos, a vinculação poderia limitar a efetividade do programa caso as devoluções fossem inferiores ao valor autorizado ou ocorressem em ritmo incompatível com a necessidade de contratação dos empréstimos.

Com a alteração, o governo poderá indicar outras fontes de recursos durante o processo orçamentário. A ampliação, entretanto, continua condicionada à autorização e à previsão no Orçamento.

Com informações da Agência Senado e da Agência Câmara de Notícias

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados