5 de junho de 2026

Fachin e Cármen são 2 peças-chave da engrenagem do golpe e da ditadura jurídico-midiática, por Jeferson Miola

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Por Jeferson Miola

Manipulação no stf

“Estou aqui há 28 anos e nunca vi manipulação da pauta como esta” – denunciou Marco Aurélio Mello, o segundo juiz mais antigo do stf.

O assombroso desta grave denúncia é que não atinge algum grêmio estudantil ou sindicato patronal ou laboral, mas nada menos que a suprema corte do Brasil.

A denúncia foi dirigida contra Carmem Lúcia, sua colega e presidente do stf que manipula a pauta da suprema corte para obstruir o julgamento da inconstitucionalidade que representa a prisão antes do trânsito em julgado de sentença condenatória [inciso LVII do Art. 5º da CF].

Em dezembro de 2017 Marco Aurélio havia liberado para julgamento 2 ações que questionam a matéria, e solicitou à Carmem Lúcia o agendamento para deliberação em plenário. Em abril deste ano, Marco Aurélio liberou outra ação de idêntico teor, e repetiu o pedido à Carmem Lúcia.

Nas 3 ocasiões, Carmem Lúcia rechaçou imperialmente os pleitos. Ela usou o poder do cargo de presidente do stf para preservar a exceção jurídica que levaria – como levou – à consumação da prisão política do ex-presidente Lula por ordens dos justiceiros da Lava Jato.

Carmem Lúcia agiu assim porque se a discussão fosse a Plenário naquelas ocasiões, ela seria derrotada, e isso cessaria o arbítrio contra Lula.

Edson Fachin, também integrante da tropa de choque do golpe no stf, é outro que se especializou na manipulação de ritos processuais e decisões.

Convertido, nos últimos tempos, ao direito penal do inimigo – por motivações desconhecidas, que no futuro haverão de ser reveladas – Fachin não hesita em manipular trâmites judiciais sempre que preciso para impedir o exercício do direito de defesa do Lula.

Na sessão de 26/6 da segunda turma do stf, Fachin fez uma manobra anti-regimental e inconstitucional para impedir a análise de recurso que levaria à libertação imediata do Lula.

Com a manipulação, Fachin levou o pedido da defesa do ex-presidente para o plenário, onde espera constituir maioria para manter o curso do golpe com Lula em prisão política.

Cármem Lúcia e Edson Fachin, pela relevância dos cargos que ocupam no stf – presidência e relatoria da Lava Jato, respectivamente – são 2 peças-chave da engrenagem do golpe e da ditadura jurídico-midiática.

Se fossem tempos de normalidade constitucional no Brasil, o stf estaria sob suspeição, alguns dos seus integrantes seriam investigados e os adeptos das práticas da manipulação judicial e da perseguição fascista seriam demitidos, sem direito à aposentadoria vitalícia.

No julgamento destes manipuladores de toga seria assegurado, entretanto, o amplo direito de defesa, para que fossem julgados dentro do devido processo legal, e, uma vez condenados por conspiração e atentado à democracia e ao Estado de Direito, somente seriam presos após o trânsito em julgado de sentença condenatória – direitos que subtraem a Lula.

Sem o patrocínio direto do stf – em alguns momentos por omissão; em outros, por inação – o golpe que começou com o impeachment fraudulento da Presidente Dilma não teria prosperado.

Neste momento, sem a ação direta e escancarada do stf – através de manipulações como as promovidas por Carmem Lúcia e Edson Fachin – o golpe se esgotaria.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Calebe

    29 de junho de 2018 3:58 pm

    Supremíssimo cansaço

    O STF não é lugar de pessoas de alma pequena, infelizmente os presidentes Lula e Dilma foram absolutamente ingênuos e infelizes na indicação dos ministros que lhes cabiam, com raras exceções. Assim como na câmara e no senado, temos despachantes de grupos dominantes, sejam econômicos sejam mídiaticos, depois vêm com esta estória de “apequenar”, são simples “pequeníssimos, íssimos, íssimos.” 

     

     

    “Um supremíssimo cansaço,

    Íssimo, íssimo, íssimo,

    Cansaço…”

  2. Wilton Cardoso Moreira

    29 de junho de 2018 4:30 pm

    Como o PT pôde indicar tais ministros?

    Certamente Fachin está sob chntagem por alguma coisa aconteceu no passado.

    Mas também pode acontecer com  ele uma “morte por acidente”como a que vitimou Teori. É muita coincidência que Teori tenha morrido justo quando relatava a Lava Jato e, mais ainda, na companhia de um “amigo” suspeito e de uma garota de programa, ou seja, numa situação vexatória para os padrões hipócritas dos doutores do direito.

    Carmem Lúcia é unha e carne com a Globo. Por trás daquela pose de séria, ninguém mais duvida (nem seus alidaos de agora) de seu carater mesquinho, covarde e vendido aos poderosos da horas.

    E é certo que há dedo da CIA/NSA em tudo isso: nas chantagens, ameaças, mortes e investigações sobre o passado dos ministros.

    Como é que o PT pôde ser tão burro, ao escolher ministros tão covardes, traíras e picaretas para o STF?

    Gilmar e Morais são fdp, mas pelo menos são leais e corajosos.

  3. Antonio - Bahia

    29 de junho de 2018 7:04 pm

    A toga

    do Fachin e da Cárme estão manchada de batom.

  4. Maria do RJ

    30 de junho de 2018 1:42 am

    MALDITOS

    MALDITOS!

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