4 de junho de 2026

PT não abre mão da candidatura de Lula, afirma Dilma

“Para nós é inocente, e a pessoa inocente pode concorrer”, disse a ex-presidente durante discurso em apoio ao colega na capital do RS  (Foto Lula Marques Agência PT)

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Jornal GGN – A ex-presidente Dilma Rousseff realizou no início da tarde desta segunda-feira (22) um discurso em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seminário Diálogos Internacionais sobre Democracia, que acontece durante todo o dia na Federação dos Trabalhadores do Sistema Financeiro (Fetrafi), em Porto Alegre. 
 
Dilma fez um balanço breve sobre a forma como o processo aberto contra Lula tramita rapidamente e sem provas materiais no caso do Triplex acrescentando que não existem “notícias de que os processos legais da justiça tenham esse tratamento” e que não vão desistir do direito de candidatura de Lula. 
 
“Essa contradição não é nós que vamos resolver, entre o fato de o presidente Lula ser inocente e ser considerado culpado. Para nós é inocente e a pessoa inocente pode concorrer”, completando que será necessário às frentes populares buscarem como caminho democrático todas as instâncias jurídicas possíveis além da pressão das ruas. 
 
“Se você está sob o estado de direito as relações entre  [agentes do setor] Judiciário, Político e Econômico não podem ser comprometidas pela suspeita de não neutralidade jurídica, porque a base do estado democrático de direito é que todos somos iguais perante a lei”, completou em outro momento da palestra. 
 
Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão em 1ª instância pelo juiz Sérgio Moro no caso Triplex. O coordenador da Lava Jato alega que o ex-presidente é culpado por corrupção e lavagem de dinheiro recebendo o apartamento do Guarujá em troca de contratos que teriam beneficiado a OAS junto à Petrobras. Porém, o imóvel nunca esteve em nome de Lula ou de algum familiar próximo e chegou a ser usado em negociação da OAS junto a credores como massa falida de um braço da empresa. 
 
No discurso em defesa do colega de partido, Dilma lembrou que na ocasião do impeachment previram que a crise institucional seria aprofundada com o golpe. 
 
“Dissemos que o processo levaria, necessariamente, a instabilidade institucional e o que vimos nos últimos tempos é um conflito inequívoco entre as três esferas do poder”, pontuando que por trás de todo o trâmite judicial existe um objetivo único que é acelerar a condenação de Lula nas instâncias superiores para impedir sua candidatura às eleições em 2018.  Dilma explicou, no entanto, que ao apontar movimentos antidemocráticos dentro do Judiciário está falando apenas de parte do corpo da instituição.
 
“Quando a gente fala do Judiciário não é ele integralmente, é parte e temos chances em 2018 de iniciar o processo em que acredito que o Brasil tem que reencontrar para não permitir  qualquer tentativa de a eleição ser ganha no tapetão”. 
 
A ex-presidente pontuou, ainda, que independente da decisão do TRF-4, onde a apelação de Lula será julgada na próxima quarta-feira (24), o petista e os movimentos que o apoiam não podem desistir de sua candidatura. “Durante o impeachment, além da pressão, muitos me pediram para renunciar como se fosse um gesto meu de grandeza. Que nada! Era uma tentativa de mascarar o golpe”, da mesma forma pedir para que Lula não participe dessas eleições e desista do seu direito de recorrer na Justiça segue a lógica de mascarar a continuidade do golpe. 
 
E sobre o discurso da defesa de um nome “novo” para a política, Dilma apontou que é preciso ter cuidado lembrando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi considerando o “novo” da política.  “Tem vários ‘novos’ ocorrendo por aí, essa conversa do novo não pode ser [usada] para fazer retrocessos como vimos quando nós falamos de políticas sociais”. 
 
Dilma também falou da necessidade dos movimentos populares construírem uma narrativa consistente para se chegar a um caminho democrático. 
 
“O Brasil precisa desta possibilidade de se reencontrar consigo mesmo e daí vai se abrir um período de transição construído sobre um entendimento entre [várias vertentes institucionais] desse Brasil tão ferido. É isso que queremos a partir de 2018, que se abra um período de transição, sobretudo que se negocie um país que respeite a democracia”. 
 
O seminário Diálogos Internacionais sobre Democracia faz parte de uma série de atividades que se seguem até o dia 24 de janeiro quando o TRF-4 irá fazer o julgamento do ex-presidente Lula. 
 
 
 
 

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5 Comentários
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  1. ze sergio

    22 de janeiro de 2018 6:39 pm

    PT….

    Está bem. Entra Lula, volta o Presidente e daí PT?

    900 mil servidores públicos ganham o de pensão e aposentadorias o mesmo que 30 milhões de aposentados da CLT.

    A Energia Elétrica mais barata do Mundo, toda produzida dentro do nosso território, com investimentos e obras nacionais é uma das mais caras do planeta para o Consumidor/Brasileiro. Inclusive nos governos petistas. Qual não seria o ganho de qualidade de vida e aumento dos valores dos salários tendo contas mais módicas? Até 1990, tudo neste país era culpa da Importação de Petroléo. TUDO. Do pãozinho à morte, tudo estava atrelado ao petróleo, segundo nossas Desculpas Oficiais. Descobrimos que somos uma ‘Arábia Saudita’. E daí? Temos um dos combustíveis mais caros do planeta. Mesmo sendo totalmente nosso, ao custo que quisermos dar ao produto. E ainda temos ‘Petróleo Verde e Eterno’, que podemos produzir todo ano a partir de Canaviais, todos, dentro do nosso território. Qualquer lugar do nosso território.  E daí? Poderíamos queimá-los à vontade, produzindo ainda mais Energia Elétrica. Ao custo que quisessemos. TUDO NACIONAL. E ainda estamos deixando de fora 365 dias de SOL por ano, algo que nenhum outro país desta Terra pode produzir, tendo 100% do território fértil e agricultável. Com abundância de Água, que nenhuma outra Nação, em momento algum da História da Humanidade teve. Com Reservas de Gás Natural, GLP, Usinas de Gás a partir de Biomassas, inclusive Esterco e Lixo. E estamos discutindo sobre Miséria, sobre Pobreza? Inclusive em Governos Petistas passados? A nossa discussão é sobre se Lula fica ou volta? Se entra ou sai? O que fizemos deste país, depois que esta gente toda desembarcou nos Aeroportos a partir da Anisitia de 1979? Estamos falando de quase meio século. De 4 décadas completas !!!!!!!   Até onde vai esta conversa de Lunáticos?!!  (P.S. Com todo respeito sr. Lula, não dá nem pra discutir se é a melhor opção entre Meireles/CitibankConsensodeWashington; PicolédeChuchuFalta DáguaCulpadeSPedroFebreAmarelaNinguémPrecisaSePreocupar, mas como sua esposa, o sr. pode sofrer um AVC amanhã. E o País seguirá com todo Mundo acordando cedo e indo trabalhar. Não é possível que 40 anos de Redemocratização produziram apenas isto? Não é possível que criamos um Estado tão medíocre depois de tantos anos?)

    1. drigoeira

      22 de janeiro de 2018 8:25 pm

      Classificação…

      Acabou de classificar o Brasil como uma colônia. Por vias eleitorais o Brasil não entrará no capitalismo.

      1. ze sergio

        23 de janeiro de 2018 12:20 am

        Classificação…..

        Fatalismo é pior que Bipolaridade. Se somos ‘Colônia’, se somos qualquer coisa é porque construímos tal realidade e a aceitamos. Não existe a manor culpa que não tenha sido nossas escolhas, nossas ações e omissões.

  2. Marcia Eloy

    22 de janeiro de 2018 11:48 pm

    PT não abre mão da candidatura Lula

    Acho que é um erro do PT. Já devia ter um vice há muito tempo… Mas ainda há tempo, E, pensando bem, quem sabe um vice de última hora não seja melhor…

  3. ze sergio

    23 de janeiro de 2018 11:02 am

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