Reintegração de posse retira ilegalmente famílias de seringal em Boca do Acre (AM)

Nove famílias, que viviam havia 17 anos na região do Seringal Igarapé Grande, próximo à BR-317, foram retiradas de suas moradias após cumprimento de decisão judicial.

Fotos: Reprodução
Com informações da CPT- Regional Acre

Nove famílias, que viviam havia 17 anos na região do Seringal Igarapé Grande, próximo à BR-317, foram retiradas de suas moradias após cumprimento de decisão judicial. O Seringal está localizado no município de Boca do Acre, ao sul do Estado do Amazonas.

A área em litígio, no entanto, compreendia o lugar onde cinco, das nove famílias, viviam. Segundo informações locais, o proprietário que reivindica a posse da terra teria indicado ao oficial de justiça que todas famílias estavam na área onde deveria ocorrer a reintegração de posse.

Após a reintegração ter sido executada, as casas foram destruídas. Em seguida as famílias se dirigiram para a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no município.

O órgão confirmou que quatro famílias foram retiradas ilegalmente, pois estavam fora da área em disputa judicial. O Incra cedeu um espaço onde foram mantidos os pertences das famílias, que seguiram, conforme relatos locais, para casas de familiares na cidade. A CPT regional Acre acompanha a situação de conflito.

Boca do Acre

A cidade ribeirinha de Boca do Acre está localizada à beira da foz do Rio Acre com o Purus, um dos grandes afluentes do Amazonas. A cidade, ao Sul do Estado do Amazonas, está a 223 quilômetros de Rio Branco, e tem acesso terrestre apenas pelo estado acreano. Os moradores da região enfrentam há anos situações de conflitos causadas pelo avanço da fronteira agrícola, que ameaça os territórios tradicionais de indígenas, ribeirinhos e extrativistas. A região sobre com a ação de grileiro e a abertura de ramais no interior da floresta, bem como com a exploração madeireira ilegal.

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