Inflação na Argentina desacelera pelo segundo mês consecutivo

Renato Santana
Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.
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O freio à inflação é um dos principais objetivos do governo de Alberto Fernández para aliviar o impacto do custo de vida dos argentinos

Casa Rosada, sede da Presidência da Argentina. Foto: Agência Brasil

O Instituto de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina divulgou relatório mostrando que a inflação do país desacelerou nos últimos dois meses. No mês de junho, ficou em 6% ante os 7,8% de maio – que já havia apresentado queda. 

Para o Indec, o resultado se dá principalmente graças ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que atingiu 8,4 por cento. A taxa acumulada da inflação no ano é de 115,6%.

O texto destaca que o setor das comunicações foi o que registou o maior aumento no mês, 10,5%, derivado da subida dos preços dos serviços de telefonia e internet. 

Depois vem os setores de saúde, com 8,6%, e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com 8,1%.

Eleições em agosto 

Barrar a inflação é o objetivo prioritário do presidente Alberto Fernández, não só para aliviar o impacto do custo de vida sobre o poder de compra dos argentinos, mas também por conta das eleições primárias de 13 de agosto.

Em plena campanha eleitoral, o ministro da Economia e candidato à Presidência, Sergio Massa, precisa mostrar os resultados de sua gestão e a crise inflacionária é justamente o assunto que mais preocupa a população.

FMI

Na Argentina, comentaristas de economia apontam que a equipe de Massa conseguiu estabilizar o mercado de câmbio, enquanto um comitê negocia com os Estados Unidos algumas modificações no programa vinculado ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo é adiar pagamentos correspondentes à dívida de 45 bilhões de dólares.

O governo argentino quer que o FMI leve em consideração os obstáculos e dificuldades que enfrentou para cumprir as metas e os prazos do atual programa.

Por isso, o governo federal tentará reformular o calendário de vencimentos da dívida e obter novos desembolsos que exorcizem a falta de dólares nas reservas do Banco Central.

Com informações da TeleSur e Página 12

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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