O Instituto de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina divulgou relatório mostrando que a inflação do país desacelerou nos últimos dois meses. No mês de junho, ficou em 6% ante os 7,8% de maio – que já havia apresentado queda.
Para o Indec, o resultado se dá principalmente graças ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC) que atingiu 8,4 por cento. A taxa acumulada da inflação no ano é de 115,6%.
O texto destaca que o setor das comunicações foi o que registou o maior aumento no mês, 10,5%, derivado da subida dos preços dos serviços de telefonia e internet.
Depois vem os setores de saúde, com 8,6%, e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com 8,1%.
Eleições em agosto
Barrar a inflação é o objetivo prioritário do presidente Alberto Fernández, não só para aliviar o impacto do custo de vida sobre o poder de compra dos argentinos, mas também por conta das eleições primárias de 13 de agosto.
Em plena campanha eleitoral, o ministro da Economia e candidato à Presidência, Sergio Massa, precisa mostrar os resultados de sua gestão e a crise inflacionária é justamente o assunto que mais preocupa a população.
FMI
Na Argentina, comentaristas de economia apontam que a equipe de Massa conseguiu estabilizar o mercado de câmbio, enquanto um comitê negocia com os Estados Unidos algumas modificações no programa vinculado ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo é adiar pagamentos correspondentes à dívida de 45 bilhões de dólares.
O governo argentino quer que o FMI leve em consideração os obstáculos e dificuldades que enfrentou para cumprir as metas e os prazos do atual programa.
Por isso, o governo federal tentará reformular o calendário de vencimentos da dívida e obter novos desembolsos que exorcizem a falta de dólares nas reservas do Banco Central.
Com informações da TeleSur e Página 12
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