5 de junho de 2026

A feliz troca de nomes que homenageiam a ditadura nas ruas de SP

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por Matê da Luz

Li esta semana no UOL que a Prefeitura está estudando alterar os nomes de diversas vias da cidade que carregam homenagens e ligação direta com a ditadura. 

Quem me lê por aqui está careca de saber o quanto admiro o prefeito ~mimimi petista, mimimi pega mais essa, coxinha!~ e de verdade, mesmo que eu ache que não precise afirmar coisa alguma pra ter respeito, que respeito deveria ser base pra toda e qualquer relação mas esta é a minha opinião desculpe incomodar, vale ressaltar que vivemos em tempos de gente de verdade ir às ruas e pedir a volta do controle militar em cima de carro de som – e não entendo como é que qualquer pessoa que se diga de bem pode considerar este período sangrento como solução pra qualquer problema que seja, por maior que seja. Ou seja: concordo que não dá mais pra ter este nível de corrupção no país, considero o direito da população ao usufruto de uma ordem e progresso coerente com a proposta da bandeira mais do que devido e acrdito que o País deva crescer e evoluir, sim, mas não às custas da vida alheia, porque é isso o que a ditadura faz: cala, mata e oprime amparada pela lei.

E isso, ao meu ver, é muito mais perigoso do que as infelizes e péssimas condições de segurança do contexto atual, mas que estão dentro de uma lei que não distingue seres humanos pelo seu poder opiniático – e espero ter me feito entendida, porque argumentar os motivos de ser contra a ditadura é algo que jamais pensei fazer. Seguimos. 

Mais um acerto da prefeitura, este de realizar a análise de alteração e mais ainda por não se tratar de ruas e vias que ninguém conhece, só pra fazer campanha. O Minhocão, conhecido e utilizado por milhares de pessoas, é uma das vias que está na lista. Além de lembrar que existe saída de bem e gente de bem, é feliz e seguro conhecer alguém com a coragem de Haddad para modificar o que há tanto tempo incomoda tanta gente. 

 

Mariana A. Nassif

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

12 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. joel lima

    2 de agosto de 2015 1:12 pm

    Bobagem. Primeiro, que a

    Bobagem. Primeiro, que a maioria esmagadora nem sabe quem são as pessoas que dão nome às ruas de SP. Faça uma pesquisa e a maioria absoluta não saberá quem foi Costa e Silva. Segundo, aí teriam que mexer num vespeiro = o nome Getúlio Vargas teria ou não de ser trocado, afinal ele foi um ditador também ( ficou 15 anos no poder sem ter um voto para tal ). E terceiro: o melhor a fazer é as escolas ensinarem a história do país, mostrando quem foram esses personagens. Não para mudar depois nome de rua ( que sempre é um estorvo em termos práticos), mas para evitar que o autoritarismo que eles representam se repita. 

    1. Gil Teixeira

      2 de agosto de 2015 2:34 pm

      Opa!

      Não existe logradouro na cidade de São Paulo com o nome de Getúlio Vargas. A não ser uma ruazinha de menos de 100 metros numa das extremidades longincuas da cidade. Getúlio Bombardeou São Paulo e os separatistas não perdoaram (depois é que inventaram a tal Revolução Constitucionalista, o que queriam mesmo era separar São Paulo do resto do país), e a fundação que leva o nome do ex-presidente foi colocada na Av. 9 de julho. Data comemorada apenas por aqui, em São Paulo, cujos heróis são um bando de escravocratas e genocidas!

      Mas devo dizer que concordo com o restante de sua postagem!

    2. Marcelo Bretas

      2 de agosto de 2015 4:56 pm

      Como explicar o conceito amplo de ditador?

                         

       

           Ouvindo essa notícia num programa da rádio Bandeirantes de SP pela manhã, tradicional por sua oposição a qualquer decisão tomada ou não pelo atual prefeito, diferentemente do anterior que era amigo de infância do dono e por isso tratado sempre com muito cuidado, percebi quase o ódio dessa idéia. Logo um dos participantes disse indignado que era uma idéia revanchista e que como ficaria então a Fundação Getúlio Vargas, que carregava o nome desse “ditador”.  Como explicar o conceito de ditador? Aquele que não permite eleição por isso tratado como tal, mas produz a maior transformação industrial desse país com a Petrobras e CSN, precursora de tudo o temos hoje,junto com direitos trabalhistas e sociais ou pessoas que também fecharam o congresso , também construíram obras importantes mas trouxeram junta a violência, torturas e assassinatos? O que ensinariam nas escolas sobre as reais intenções sobre 1932, busca pela liberdade ou a perda dos direitos dos barões paulistas do café e outras mercadorias.  Concordo com você, temos que rever a história desse país, mas temo se ela será recontada sem interesses novamente.Estamos numa época absurda, as pessoas não aceitem mais os fatos, apenas  porque suas convicções políticas não permitem.

      1. leonidas

        2 de agosto de 2015 10:35 pm

        Quer dizer que na ditatura do

        Quer dizer que na ditatura do estado novo não havia violencia e tortura né ninja?

         

  2. tiao

    2 de agosto de 2015 2:08 pm

    Apesar de duas consecutivas

    Apesar de duas consecutivas administracoes Petistas temos aqui em SBC aberrações do tipo:Av.31 de Março e R.Filinto Muller.Paciencia…

    1. Marcotog

      2 de agosto de 2015 4:12 pm

      Temos duas administrações

      Temos duas administrações petistas em SBC, que espero, sejam as últimas.

      Votei no Marinho, no primeiro mandato, pois o governo do DIB foi pífio. Marinho tem conseguido ser igual, ou pior.

      Sobre nomes de ruas de São Paulo. Ótimo, mas vamos proibir referências a todos os ditadores, inclusive Getúlio. 

      E, projeto do Executivo? Como se a prefeitura estivesse uma beleza, para o Haddad se preocupar com nomes de ruas. São Paulo está a cada dia mais abandonada.

       

  3. Paulo F.

    2 de agosto de 2015 4:31 pm

    Inútil

    Melhor seria manter os nomes. Não se apaga a História.

    Servem de marco, e lembram que não se deve repetir os erros do passado.

  4. oneide

    2 de agosto de 2015 6:30 pm

    Vamos trocar os nomes das

    Vamos trocar os nomes das ruas , de Castelo Branco um ditador, para Fidel Castro um revolucionário.  

     

  5. Andre Araujo

    2 de agosto de 2015 8:07 pm

    Uma completa idiotice, a

    Uma completa idiotice, a Historia  existiu e não se cancela apagando seus simbolos. Mudança de nome de ruas causa imensos transtornos, é preciso refazer documentos, cartões, registros, prejudica o comercio e a industria, é o tipo da coisa FRIVOLA, não produz nada de util e causa despesas.

  6. mcn

    3 de agosto de 2015 1:52 am

    Para não dar tanto

    Para não dar tanto transtorno, poderia começar trocando o nome da Ponte Otávio Frias de Oliveira para Ponte Vladimir Herzorg.

  7. observador1

    3 de agosto de 2015 3:44 pm

    Pico do Jaraguá ou Pico da Omissão?
    Nassif, o burgomestre está comprando briga com a edilidade, ao propor a troca dos nomes da ditadura por vultos mais condizentes com nossa história e civilização. Afinal, a principal e talvez única atividade de nossa vereança tem sido a redenominação ou batismo dos logradouros, além da aprovação de peças orçamentárias ao gosto das lideranças partidárias e suas barganhas useiras e vezeiras. As tais comissões parlamentares fixas são meras representações burocráticas, um tedioso espetáculo protocolar repleto de “vossas excelências” para cá e para lá, aonde os personagens mais veteranos lamentam não poder usar mais as perucas, tal qual a câmara dos lordes britânicos, de onde a encenação foi copiada. As comissões extraordinárias ou especiais seguem o mesmo ritmo geológico das demais, totalmente dispensáveis e inúteis – assim como as sessões especiais e eventuais “audiências” regidas por surdos autoproclamados “representantes do povo”, que no momento se comprazem em chamarem-se uns aos outros de “nobres parlamentares”, se nivelando a um conde hereditário que por ali confabula em nome de toda nobreza paulistana, Matarazzo com certeza. Ali, como na AL, se a bancada oposicionista escrevesse um livro contendo exposições de motivos dos pedidos de CPI’s vetados, talvez o mesmo virasse best-seller. Mas não, os oposicionistas se comprazem apenas em dizer que tiveram 100 ou 150 pedidos negados, sem se darem ao trabalho de respaldar os mesmos com a verdade dos fatos. Nesse contexto, fica fácil entender a razão pela qual as manifestações “públicas de junho de 2013 até hoje nunca incluíram a Câmara de Vereadores ou a Assembléia Legislativa em seus itinerários – com exceção de duas ou três vezes, quando estava em pauta a LDO e os integrantes do MTST queriam furar a fila para obtenção da casa própria. Tais exceções, entretanto, não depõem contra o fato de nossas “casas do povo” não representarem o dito cujo de há muito; assim como seu labor legisferante – aqui ressalvado o maior e mais concorrido deles, que vem a ser a troca dos nomes tradicionais de ruas, pontes, viadutos e até becos sem saída pelos nomes do agrado da ilustre vereança da Paulicéia. Procurar pelas pontes seculares da Freguesia e demais bairros lindeiros ao Tietê-Tamanduateí e Pinheiros é tarefa inútil, de há muito foram substituídos por recém-falecidos de alta estirpe – que eram oriundos dos almanaques do Exército, Marinha e Aeronáutica até pouco tempo atrás, mas hoje contemplam ex-empresários da mídia (como o que renomeia a avenida Águas Espraiadas), expoentes da indústria imobiliária e até agremiações desportivas, como foi a recente transformação da tradicional rua Turiaçu em Palestra Itália, talvez em consequência da árvore que deu nome ao rio e município maranhense de Turiaçu estar praticamente extinta, matéria prima da indústria carvoeira do Norte tapuia… Em síntese, se o alcaide quiser tirar o ganha-pão – êpa, perdão pela alusão digamos monetária ao valioso mister legislativo – da profícua vereança paulistana, talvez fosse melhor consultar a população ou restaurar seus codinomes originais, mesmo correndo o risco de desagradar, por exemplo, a aristocracia cafeeira, que deu o nome do fazendeiro Custódio Faleiros àquela gleba que a patuléia insistia e insiste em chamar de praça do Por do Sol, um antigo bota-fora de outro nome ilustre de logradouro, J.J. Abdalla, desapropriado e muito bem ressarcido à época da implantação do único bairro que escapou da verticalização em curso nestes outrora campos de Piratininga, que vem a ser o Alto de Pinheiros. Só ali não encontramos placas de construtoras identificando futuros arranha-céus, à revelia do zoneamento tradicional e planos diretores, tudo legalizado pela nossa edilidade à época do antecessor de Haddad, conhecido representante da especulosa indústria imobiliária, para quem basta o pagamento de nebuloso “adicional por área construída” para converter pacatas vilas em infernais ajuntamentos de torres aéreas que além de ensombrecerem o casario térreo remanescente fomentam engarrafamentos gigantescos, bem como um emaranhado de fios aéreos que além de provocar a mutilação da arborização nos relembram de outro fato ignorado por nossos preclaros edis, que vem a ser a promessa de que a privatização da Eletropaulo traria a gradual transferência dessa fiação aérea para o subsolo, eliminando essa aparência de favela de nosso sistema viário, além de possibilitar a recuperação de nossa vegetação urbana com espécimes da Mata Atlântica que aqui floresceu, como queria o entomologista Manequinho Lopes, responsável pelo plantio das frondosas sibipirunas, tipuanas, canelas, pau-brasil e ipês (que, mutilados pela fiação aérea e por calçadas sem espaço para sua irrigação, vivem caindo hoje em dia) nos anos 20 do século passado, quando transformou o brejo dos córregos Caaguaçu e Sapateiro no atual parque Ibirapuera, depois de ter semeado e organizado no Rio de Janeiro a atual Floresta da Tijuca. Manequinho Lopes ainda dá nome a um viveiro que criou, mas sabe-se lá até quando os nossos vereadores não irão trocá-lo por outro nome mais importante para sua pecúnia, digo, folha de serviços. Ou seja, as serras do Mar e Cantareira que se cuidem, pois ainda podem ser chamadas de serranias do tucanato, pfl ou psdb. Ou, homenageando a suposta oposição política atual em nosso estado, trocar Pico do Jaraguá por Pico da Omissão.

Recomendados para você

Recomendados