
Por Matê da Luz
Li esta semana no UOL que a Prefeitura está estudando alterar os nomes de diversas vias da cidade que carregam homenagens e ligação direta com a ditadura.
Quem me lê por aqui está careca de saber o quanto admiro o prefeito ~mimimi petista, mimimi pega mais essa, coxinha!~ e de verdade, mesmo que eu ache que não precise afirmar coisa alguma pra ter respeito, que respeito deveria ser base pra toda e qualquer relação mas esta é a minha opinião desculpe incomodar, vale ressaltar que vivemos em tempos de gente de verdade ir às ruas e pedir a volta do controle militar em cima de carro de som – e não entendo como é que qualquer pessoa que se diga de bem pode considerar este período sangrento como solução pra qualquer problema que seja, por maior que seja. Ou seja: concordo que não dá mais pra ter este nível de corrupção no país, considero o direito da população ao usufruto de uma ordem e progresso coerente com a proposta da bandeira mais do que devido e acrdito que o País deva crescer e evoluir, sim, mas não às custas da vida alheia, porque é isso o que a ditadura faz: cala, mata e oprime amparada pela lei.
E isso, ao meu ver, é muito mais perigoso do que as infelizes e péssimas condições de segurança do contexto atual, mas que estão dentro de uma lei que não distingue seres humanos pelo seu poder opiniático – e espero ter me feito entendida, porque argumentar os motivos de ser contra a ditadura é algo que jamais pensei fazer. Seguimos.
Mais um acerto da prefeitura, este de realizar a análise de alteração e mais ainda por não se tratar de ruas e vias que ninguém conhece, só pra fazer campanha. O Minhocão, conhecido e utilizado por milhares de pessoas, é uma das vias que está na lista. Além de lembrar que existe saída de bem e gente de bem, é feliz e seguro conhecer alguém com a coragem de Haddad para modificar o que há tanto tempo incomoda tanta gente.
will
2 de agosto de 2015 12:02 pmhttp://2.bp.blogspot.com/-cJ2
http://2.bp.blogspot.com/-cJ2eKRh_NIw/Vb4FutMAcrI/AAAAAAAAIAs/p6jYZZZNYx0/s1600/FB_IMG_1438516353753.jpg
joel lima
2 de agosto de 2015 1:12 pmBobagem. Primeiro, que a
Bobagem. Primeiro, que a maioria esmagadora nem sabe quem são as pessoas que dão nome às ruas de SP. Faça uma pesquisa e a maioria absoluta não saberá quem foi Costa e Silva. Segundo, aí teriam que mexer num vespeiro = o nome Getúlio Vargas teria ou não de ser trocado, afinal ele foi um ditador também ( ficou 15 anos no poder sem ter um voto para tal ). E terceiro: o melhor a fazer é as escolas ensinarem a história do país, mostrando quem foram esses personagens. Não para mudar depois nome de rua ( que sempre é um estorvo em termos práticos), mas para evitar que o autoritarismo que eles representam se repita.
Gil Teixeira
2 de agosto de 2015 2:34 pmOpa!
Não existe logradouro na cidade de São Paulo com o nome de Getúlio Vargas. A não ser uma ruazinha de menos de 100 metros numa das extremidades longincuas da cidade. Getúlio Bombardeou São Paulo e os separatistas não perdoaram (depois é que inventaram a tal Revolução Constitucionalista, o que queriam mesmo era separar São Paulo do resto do país), e a fundação que leva o nome do ex-presidente foi colocada na Av. 9 de julho. Data comemorada apenas por aqui, em São Paulo, cujos heróis são um bando de escravocratas e genocidas!
Mas devo dizer que concordo com o restante de sua postagem!
Marcelo Bretas
2 de agosto de 2015 4:56 pmComo explicar o conceito amplo de ditador?
Ouvindo essa notícia num programa da rádio Bandeirantes de SP pela manhã, tradicional por sua oposição a qualquer decisão tomada ou não pelo atual prefeito, diferentemente do anterior que era amigo de infância do dono e por isso tratado sempre com muito cuidado, percebi quase o ódio dessa idéia. Logo um dos participantes disse indignado que era uma idéia revanchista e que como ficaria então a Fundação Getúlio Vargas, que carregava o nome desse “ditador”. Como explicar o conceito de ditador? Aquele que não permite eleição por isso tratado como tal, mas produz a maior transformação industrial desse país com a Petrobras e CSN, precursora de tudo o temos hoje,junto com direitos trabalhistas e sociais ou pessoas que também fecharam o congresso , também construíram obras importantes mas trouxeram junta a violência, torturas e assassinatos? O que ensinariam nas escolas sobre as reais intenções sobre 1932, busca pela liberdade ou a perda dos direitos dos barões paulistas do café e outras mercadorias. Concordo com você, temos que rever a história desse país, mas temo se ela será recontada sem interesses novamente.Estamos numa época absurda, as pessoas não aceitem mais os fatos, apenas porque suas convicções políticas não permitem.
leonidas
2 de agosto de 2015 10:35 pmQuer dizer que na ditatura do
Quer dizer que na ditatura do estado novo não havia violencia e tortura né ninja?
tiao
2 de agosto de 2015 2:08 pmApesar de duas consecutivas
Apesar de duas consecutivas administracoes Petistas temos aqui em SBC aberrações do tipo:Av.31 de Março e R.Filinto Muller.Paciencia…
Marcotog
2 de agosto de 2015 4:12 pmTemos duas administrações
Temos duas administrações petistas em SBC, que espero, sejam as últimas.
Votei no Marinho, no primeiro mandato, pois o governo do DIB foi pífio. Marinho tem conseguido ser igual, ou pior.
Sobre nomes de ruas de São Paulo. Ótimo, mas vamos proibir referências a todos os ditadores, inclusive Getúlio.
E, projeto do Executivo? Como se a prefeitura estivesse uma beleza, para o Haddad se preocupar com nomes de ruas. São Paulo está a cada dia mais abandonada.
Paulo F.
2 de agosto de 2015 4:31 pmInútil
Melhor seria manter os nomes. Não se apaga a História.
Servem de marco, e lembram que não se deve repetir os erros do passado.
oneide
2 de agosto de 2015 6:30 pmVamos trocar os nomes das
Vamos trocar os nomes das ruas , de Castelo Branco um ditador, para Fidel Castro um revolucionário.
Andre Araujo
2 de agosto de 2015 8:07 pmUma completa idiotice, a
Uma completa idiotice, a Historia existiu e não se cancela apagando seus simbolos. Mudança de nome de ruas causa imensos transtornos, é preciso refazer documentos, cartões, registros, prejudica o comercio e a industria, é o tipo da coisa FRIVOLA, não produz nada de util e causa despesas.
mcn
3 de agosto de 2015 1:52 amPara não dar tanto
Para não dar tanto transtorno, poderia começar trocando o nome da Ponte Otávio Frias de Oliveira para Ponte Vladimir Herzorg.
observador1
3 de agosto de 2015 3:44 pmPico do Jaraguá ou Pico da Omissão?
Nassif, o burgomestre está comprando briga com a edilidade, ao propor a troca dos nomes da ditadura por vultos mais condizentes com nossa história e civilização. Afinal, a principal e talvez única atividade de nossa vereança tem sido a redenominação ou batismo dos logradouros, além da aprovação de peças orçamentárias ao gosto das lideranças partidárias e suas barganhas useiras e vezeiras. As tais comissões parlamentares fixas são meras representações burocráticas, um tedioso espetáculo protocolar repleto de “vossas excelências” para cá e para lá, aonde os personagens mais veteranos lamentam não poder usar mais as perucas, tal qual a câmara dos lordes britânicos, de onde a encenação foi copiada. As comissões extraordinárias ou especiais seguem o mesmo ritmo geológico das demais, totalmente dispensáveis e inúteis – assim como as sessões especiais e eventuais “audiências” regidas por surdos autoproclamados “representantes do povo”, que no momento se comprazem em chamarem-se uns aos outros de “nobres parlamentares”, se nivelando a um conde hereditário que por ali confabula em nome de toda nobreza paulistana, Matarazzo com certeza. Ali, como na AL, se a bancada oposicionista escrevesse um livro contendo exposições de motivos dos pedidos de CPI’s vetados, talvez o mesmo virasse best-seller. Mas não, os oposicionistas se comprazem apenas em dizer que tiveram 100 ou 150 pedidos negados, sem se darem ao trabalho de respaldar os mesmos com a verdade dos fatos. Nesse contexto, fica fácil entender a razão pela qual as manifestações “públicas de junho de 2013 até hoje nunca incluíram a Câmara de Vereadores ou a Assembléia Legislativa em seus itinerários – com exceção de duas ou três vezes, quando estava em pauta a LDO e os integrantes do MTST queriam furar a fila para obtenção da casa própria. Tais exceções, entretanto, não depõem contra o fato de nossas “casas do povo” não representarem o dito cujo de há muito; assim como seu labor legisferante – aqui ressalvado o maior e mais concorrido deles, que vem a ser a troca dos nomes tradicionais de ruas, pontes, viadutos e até becos sem saída pelos nomes do agrado da ilustre vereança da Paulicéia. Procurar pelas pontes seculares da Freguesia e demais bairros lindeiros ao Tietê-Tamanduateí e Pinheiros é tarefa inútil, de há muito foram substituídos por recém-falecidos de alta estirpe – que eram oriundos dos almanaques do Exército, Marinha e Aeronáutica até pouco tempo atrás, mas hoje contemplam ex-empresários da mídia (como o que renomeia a avenida Águas Espraiadas), expoentes da indústria imobiliária e até agremiações desportivas, como foi a recente transformação da tradicional rua Turiaçu em Palestra Itália, talvez em consequência da árvore que deu nome ao rio e município maranhense de Turiaçu estar praticamente extinta, matéria prima da indústria carvoeira do Norte tapuia… Em síntese, se o alcaide quiser tirar o ganha-pão – êpa, perdão pela alusão digamos monetária ao valioso mister legislativo – da profícua vereança paulistana, talvez fosse melhor consultar a população ou restaurar seus codinomes originais, mesmo correndo o risco de desagradar, por exemplo, a aristocracia cafeeira, que deu o nome do fazendeiro Custódio Faleiros àquela gleba que a patuléia insistia e insiste em chamar de praça do Por do Sol, um antigo bota-fora de outro nome ilustre de logradouro, J.J. Abdalla, desapropriado e muito bem ressarcido à época da implantação do único bairro que escapou da verticalização em curso nestes outrora campos de Piratininga, que vem a ser o Alto de Pinheiros. Só ali não encontramos placas de construtoras identificando futuros arranha-céus, à revelia do zoneamento tradicional e planos diretores, tudo legalizado pela nossa edilidade à época do antecessor de Haddad, conhecido representante da especulosa indústria imobiliária, para quem basta o pagamento de nebuloso “adicional por área construída” para converter pacatas vilas em infernais ajuntamentos de torres aéreas que além de ensombrecerem o casario térreo remanescente fomentam engarrafamentos gigantescos, bem como um emaranhado de fios aéreos que além de provocar a mutilação da arborização nos relembram de outro fato ignorado por nossos preclaros edis, que vem a ser a promessa de que a privatização da Eletropaulo traria a gradual transferência dessa fiação aérea para o subsolo, eliminando essa aparência de favela de nosso sistema viário, além de possibilitar a recuperação de nossa vegetação urbana com espécimes da Mata Atlântica que aqui floresceu, como queria o entomologista Manequinho Lopes, responsável pelo plantio das frondosas sibipirunas, tipuanas, canelas, pau-brasil e ipês (que, mutilados pela fiação aérea e por calçadas sem espaço para sua irrigação, vivem caindo hoje em dia) nos anos 20 do século passado, quando transformou o brejo dos córregos Caaguaçu e Sapateiro no atual parque Ibirapuera, depois de ter semeado e organizado no Rio de Janeiro a atual Floresta da Tijuca. Manequinho Lopes ainda dá nome a um viveiro que criou, mas sabe-se lá até quando os nossos vereadores não irão trocá-lo por outro nome mais importante para sua pecúnia, digo, folha de serviços. Ou seja, as serras do Mar e Cantareira que se cuidem, pois ainda podem ser chamadas de serranias do tucanato, pfl ou psdb. Ou, homenageando a suposta oposição política atual em nosso estado, trocar Pico do Jaraguá por Pico da Omissão.