A morte de Teori e o dever da suspeita, por Aldo Fornazieri

A morte de Teori e o dever da suspeita

por Aldo Fornazieri

Teori Zavaschi, como homem e como juiz, a exemplo de qualquer um de nós, tinha defeitos e virtudes. Ainda sem uma biografia, e ao que se sabe pela imprensa e pelas suas decisões, declarações e visão de mundo, é possível dizer que tinha mais virtudes do que defeitos. Num pais que enfrenta um grave déficit de pessoas públicas virtuosas, a sua morte representa uma enorme perda, tanto pelo lado humano, quanto pelo lado político e histórico. A sua morte merece ainda mais lamentações pelas circunstâncias jurídico-politicas em que ele estava envolvido, a iminência da homologação das delações da Odebrecht, seu papel na Lava Jato etc.

Ninguém sabe ainda se sua morte foi provocada por um acidente ou por um atentando. Não há nenhum indício de que tenha sido um atentado. Se foi acidente, temos que convir que a Deusa Fortuna anda amargurada com o Brasil. Talvez, cansada com nossas inconsequências, irada com nosso extravio histórico, desgostosa com nossa falta de virtudes, decidiu que nos advertirá cada vez mais com o açoite das tragédias. Seria delongar-se de forma cansativa enumerar as pequenas e grandes tragédias que nos atingem recorrentemente por conta da falta de virtudes da sociedade e, principalmente, dos governantes. Afinal de contas, todos sabem que onde não existem virtudes e capacidades as portas ficam abertas e as muralhas fendidas para a superveniência do trágico, do desditoso, do imprevisto e do doloroso. Assim, junto com a morte de Teori é necessário que se chore o destino desgraçado do nosso pais e a infeliz dor do nosso povo.

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Mas, mesmo que não haja indício de atentado na morte de Teori e dos que o acompanhavam, temos, não só o direito, mas o dever de suspeitar de que o avião caiu por iniciativa criminosa. Este dever é assistido pelo fato de que o Brasil vive um momento histórico de inconfiabilidade generalizada. É como se o país estivesse se dissolvendo no ar em face da inexistência de nenhuma força com poder de agregação. Pelo contrário, todas as forças que atuam no país parecem centrífugas e estilhaçam a sociedade cada vez mais em conflitos, em desagregação e em inconfiabilidade.

A destruição da democracia e da confiança

Um governo, em qualquer país, deveria ser o centro agregador dos interesses e do bem estar do povo. O atual governo brasileiro é a força que mais age para destruir o sentido comum de uma caminhada para o futuro. Ele nasceu da fruta maligna da traição, da conspiração sicária, da busca da auto-proteção de um grupo criminoso. A inconfiabilidade é a essência desse governo. 

Antes da instalação desse governo acreditava-se em algumas coisas. Acreditava-se que vivíamos numa democracia, defeituosa, claro, mas numa democracia. Acreditávamos que os golpes e as violações constitucionais eram coisas do passado. Acreditávamos que, com exceção de um e de outro, os partidos eram democráticos. Acreditávamos que os nossos colegas eram democratas.

O golpe fez ruir todas as confianças e crenças básicas que se deve ter nas democracias. Vimos políticos que combateram a ditadura abraçar o golpe. Vimos ilustres acadêmicos, analistas, comentadores, jornalistas, seja por omissão ou por adesão, abraçar o golpe. Vimos a mídia que fez autocrítica em relação ao golpe de 1964 abraçar uma nova forma de golpe.

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A destruição da confiança e da fé básicas na democracia produziu graves efeitos. Um deles, consistiu na instauração do reino da suspeita e da inconfiabilidade. Não há no que confiar: os líderes são suspeitos, os partidos são suspeitos, o Congresso é suspeito, o Ministério Público e a Procuradoria Geral da República são suspeitos, o presidente da República é suspeito e o Judiciário é suspeito.

Como pode haver relações de confiança em um país que, em nome do combate à corrupção, se instalou um governo cuja cúpula expoente é a mais corrupta que já se teve? Como se pode ter confiança quando esse governo investe deliberadamente contra toda segurança social, causando até mesmo espanto nos jornais tradicionais dos Estados Unidos? Como se pode ter confiança quando as instituições estão em colapso; quando as prisões são campos de concentração e escolas do crime; quando não há segurança pública elementar; quando a sociedade está dilacerada por duas guerras – uma da violência e a outra do trânsito?

Como não desconfiar da morte de Teori sabendo que ele homologaria relatos de crimes cometidos pela cúpula desse governo, por senadores e deputados poderosos? Afinal de contas, imbricadas com as decisões de Teori, estavam em jogo imenso poder, poderosos interesses, gigantescas fortunas amealhadas pela criminosa ação do assalto à coisa pública. Por isso, a suspeita é um dever, sob pena de que sua ausência se torne uma omissão. Quem comete crimes para chegar ao poder pode cometê-los para nele se manter.

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Investigações estão em curso. O recomendável é que todos os atores relevantes as acompanhem, que a OAB as acompanhe e que a Câmara dos Deputados forme uma comissão para também as acompanhar. Em relação às delações da Odebrecht, a sociedade deve cobrar a sua imediata homologação, pois, tudo indica que o trabalho estava em fase de finalização. Não é aceitável que, agora, um novo relator comece do zero, com outra equipe, com novos assessores.

Para que a suspeita não se amplie é preciso uma homologação rápida, assim como sua rápida publicidade. Se a presidente do STF, Carmen Lúcia, nesse início de gestão conseguiu germinar sementes de credibilidade, é preciso que tenha consciência de que delongas e protelações ampliarão as suspeitas que caem sobre o  próprio Supremo.

 Os políticos sérios e que têm propósitos honestos, e os magistrados que querem ter uma biografia digna precisam  ter consciência de que vivemos um momento em que qualquer otimismo sobre o futuro do Brasil se dissipou. A nossa marcha da história não tem sido nem positiva e nem progressiva. O Brasil, definitivamente, não foi escolhido por Deus, nem somos um “povo pacífico e ordeiro” e, menos ainda, temos uma democracia racial. É preciso construir algo novo. E se algo novo terá que surgir nesse país haverá de surgir da dor do parto, da purgação desse momento de suspeita e inconfiabilidade.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política

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19 comentários

  1. A notícia se confirmada de

    A notícia se confirmada de que a Marinha, a Aeronáutica ou Polícia não pretendem recuperar o “casco” da aeronave é fato a se pensar seriamente. Acidente ou atentado, pouco importa, na fuselagem da aeronave, em qualquer outro componente pode haver indícios que talves possam esclarecer as circunstâncias do fato. Em qualquer investigação séria, o exame de todas as partes da aeronave é de rigor, elementar, obrigatório… Deixar a recuperação ao proprietário da aeronave ou a “Deus dará” é completa e clara ausência de interesse em elucidar as circunstância do acidente.

    • É o que tenho afirmado desde o início.

      As notícias divulgadas até agora, embora desencontradas, indicam essa omissão das autoridades da Marinha e da Aeronáutica em resgatar a aeronave. Apenas isso já é forte indício de que foi um atentado.

  2. Atentado….contra a versão do fato

    Se o avião caiu por atentado ou por acidente não invalida o fato de que o noticiario sobre este fato constitui sim um atentado, contra a fé publica, contra os leitores, contra a inteligência das pessoas.

    Com uma lista de passageiros incompleta, com a “incerteza” sobre a morte do Teori, com a certeza de que havia uma passageira viva pedindo socorro, com uma burocracia esperta que filtrou toda e qualquer comunicação do fato para o povo brasileiro. Eram três; depois quatro, até aparecer a quinta vitima. Falou-se que Teori estava na lista, mas não foi divulgada a tal lista, pois nada havia aí sobre as mulheres no embarque oficial.

    A tarde inteira, desde as 14p0minh (hora do acidente), até às 18 horas, nada era comunicado em forma correta, mas tudo truncado, maquiado, escondido. Esse é o atentado. Assim como o avião de Eduardo Campos, que ficou mais de dois anos sem saber sequer quem era o dono. Como o helicóptero do Perrella, onde foram omitidas as paradas ao longo da rota e qualquer coisa que ligasse pessoas graúdas ao fato, fato este que sumiu com 500 Kg de droga, sem responsáveis nem culpados.

    O atentado e a sensação de: “Teori” da conspiração (trocadilho), surge por causa da extrema manipulação das noticias por parte da mídia brasileira, tutelada pelos organismos de inteligência e, em última instancia, por quem dirige aqueles organismos (EUA, em grande parte).

    Na minha cabeça vejo hoje, em toda essa história, a moça batendo na janela do avião pedindo socorro durante 40 minutos ou mais. Vejo ainda, em sonhos, o helicóptero dos Diniz em 2001, com a namorada do João Paulo Diniz se afogando em Maresia, enquanto o jovem campeão nadava olimpicamente para sua casa na praia…..a tomar um banho quente.

    É o retrato do Brasil. De cabeças cortadas, sem nome. Pobre não morre, pois não existe.

  3. Não se pode nunca deixar de

    Não se pode nunca deixar de lado e esquecer, que a lavajato (como prefere moro) – ou como outros a denominam de “farsa jato” – é um processo cheio, repleto de ilegalidade processuais, penais e constitucionais, desde a prisão de suspeitos e colheita de grande maioria das delações até a prolação da sentença.

  4. Duvido que essa boca aberta que preside o supremo vá homologar..

    Duvido que essa boca aberta que preside o supremo vá homologar as delações. Ela está comprometida com o que há de mais obscuro e subterrâneo na política brasileira. Ela seguirá o roteiro traçado pela Casa Grande.

  5. tem mais

    só há uma forma de afastar a suspeita de atentado: levantar o manto do sigilo de todas as delações feitas e por fazer.

    porque se houve atentado, e muito provavelmente houve atentado, a publicidade das denúncias; das “delações premiadas” tornaria inócuo o crime e irrelevante a suspeita, porque não se beneficiariam com o sigilo.

    todavia, do contrário, haverá uma confissão de atentado, praticado pela quadrilha – ‘mineirinho’, ‘caju’, ‘laquê’, ‘careca’, ‘angorá’, ‘justiça’, ‘gripado’, ‘reitor’, ‘índio’, ‘cerrado’, ‘aquele que faz chover (dinheiro)’, ‘300 mil’, ‘o boca de jacaré’ etc – comandada por ninguém menos que ‘mt’.

    esse bando (porque não é quadrilha) ~foi exaustivamente citado em todas as delações.

    portanto, alguém tem dúvidas de que gilmar mendes será o ‘sorteado’ para relatar o feito, e as ‘panelas’ da classe ‘méedia’, sempre corrupta e amoral, manter-se-ão silentes?

    • Mas nem com investigação da

      Mas nem com investigação da CIA (KKKKKKKKKKKKKKKKKK) do MOSSAD (KKKKKKKKK) do FBI (KKKKKKKKKKKK) do MI5 (KKKKKKKKKKKKKKKKKK) e muito menos da PF ( prato feito ) acreditaremos que não foi atentado. Quem cunhou, a meu ver, a frase exemplar foi a moça do caixa onde tomei um cervejinha, ouvindo um sax no dia da morte do Teori: “”pode até ter sido acidente mas, o país inteiro acha que foi atentado”‘ O detalhe é a palavrinha “”até”  . Ou seja é maravilhosamente ilustrativa da falta de confiança que assolou o país. Estamos pior do que na época do FEBEAPA.. Ao mesno eram besteiras e o inimigo era declarado:  “nós colocamos os tanques nas ruas, calem a boca “. Tinham algum grau de lealdade, se declaravam inimigos. Os do golpe destes tenebrosos dias são conspiradoes, conspiravam nas costas do governos eleito. São o que de mais abjeto pode haver: a traição .  Ao trair expuseram as entranhas  de nossa classe dominante. E o pior é o manto de desconfiança que cobre  a nação.

  6. A culpa é da chuva

    Se o Temer fosse o Presidente legítimo e tivesse sido substituído, por meio da força bruta, pela Dilma Rousseff, com o manifesto objetivo de estancar a sangria da lavabosta, certamente que a culpa não seria da chuva, mas da golpista Dilma. Seria igual ao tempo em que a Erundina era Prefeita de São Paulo: se havia alagamentos, a culpa era da Erundina. Quando a Erundina foi sucedida por um Prefeito da Casa Grande, os alagamentos eram culpa de São Pedro e da população, que jogava lixo nas ruas.

    Aqui só Chicos são açoitados, não importando que sejam inocentes. Já Franciscos, por mais salafrários que seja, nunca são açoitados, ao contrário, açoitam a população.

  7. As relações suspeitas

    Não lembro onde li, mas existe um artigo apontando a frequente amizade de autoridades do judiciário com pessoas que são réus ou estão mencionadas em processos  em vários tribuinais. Há pouco, Gilmar Mendes pegou carona para Portugal no avião presidencial que conduzia Temer, envolto em processo eleitoral que será julgado por Gilmar.. O ministro Teori estava em avião de um rico empresário que está mencionado em processos transitando no STF , onde Teori trabalhava. O artigo acima omite esse aspecto ético tão discutível que também passou discretamente pela mídia. Mídia essa que nãoexplica porque demorou tanto para publicar o nome das duas passageiras. Tanto o hotel do empresário como o aeroporto de Marte deveriam saber. 

  8. Todos desconfiando de todos

    “É como se o país estivesse se dissolvendo no ar em face da inexistência de nenhuma força com poder de agregação. Pelo contrário, todas as forças que atuam no país parecem centrífugas e estilhaçam a sociedade cada vez mais em conflitos, em desagregação e em inconfiabilidade.”

    Aldo Fornazieri sintetizou o que esta acontecendo com o Brasil. Eh exatamente essa sensação que tenho ha algum tempo. E como o que temos ai, enquanto governo e com as instituições em frangalhos, é tão ruim, é tão desagregador, tão mesquinho, que ficamos todos soltos no ar, sem saber quando vamos voltar à terra firme e em que estado chegaremos la.

  9. Bem colocado, professor.
    E

    Bem colocado, professor.

    E humildemente, sem pretensão de que seja aceito mas com toda boa vontade do mundo, gostaria de acrescentar um convite à reflexão: gozado pensar que uma empresa privada, a Odebrecht, vinha sendo mais nacionalista que o governo que se instalou no estado federal. Onde ia, todos sabiam que a Odebrecht, à maneira das empresas baseadas em outros países, carregava a bandeira nacional brasileira. Dava orgulho ver a bandeira do Brasil hasteada em filiais brasileiras dessa empresa no exterior. Parece até que ela dizia, como dizem as empresas dos EUA, que esse negócio de economia globalizada é bobagem, que o negócio é ser nacionalista, hastear a bandeira do próprio país. E não investia apenas na engenharia civil, não: com certeza, se não for destruída, ainda poderá colaborar em muito com nosso setor de defesa militar.

    Subornou como subornam quase todas as grandes empresas do mundo: da Siemens e da Alston ao Mac Donald’s (vide a criação e manutenção do SindFast)…

    Enfim, somos um povo bacana e estávamos, como dava, construindo um país bom para nós mesmos. Com certeza não merecemos essa corja golpista que assaltou o poder sobre nossas instituições. É hora de retomarmos aquilo que é do nosso interesse nacional, de agirmos como patriotas. Pelo menos até que a economia seja – se vier um dia a ser – realmente globalizada.

  10. Por que ser contraditório na crítica?

    Prezados leitores,

    Em que pesem o título, os fatos e argumentação apresentados por Aldo Fornazieri, o autor conseguiu o prodígio de cometer reiterada contradição.

    No 2º período dio 2º parágrafo Aldo sentencia:

    “Não há nenhum indício de que tenha sido um atentado.”

    Entretanto toda argumentação que se segue a essa afirmação clichê-oficialista a contradiz de forma cabal.

    A contradição reaparece de forma reforçada no 3º e último parágrafo da primeira parte do artigo, em que AF afirma:

    “Mas, mesmo que não haja indício de atentado na morte de Teori e dos que o acompanhavam, temos, não só o direito, mas o dever de suspeitar de que o avião caiu por iniciativa criminosa.”

    Ora, se não há indícios de que possa ter ocorrido um atentado, não há motivos para suspeitas. Até mesmo as razões para investigações e perícias ficam enfraquecidas se se parte da premissa de que foi ‘apenas um acidente’, uma ‘simples fatalidade’ o que provocou a queda do avião  e amorte dos ocupantes, dentre os quais o ministro do STF, Teori Zavascki, responsável pela relatoria de acordos de delação premiada que poderiam originar processos criminais contra dezenas de parlamentares, ministros do governo golpista e contra o usurpador da presidência da república por meio de um golpe midiático-policial-judicial-parlamentar: michel miguel temer lulia.

    O 2º tópico inteirinho, da primeira à última frase, contradiz CABALMENTE a hipótese/premissa de que não há indício de atentado.

    Para manter o padrão faltou apenas AF encontrar uma forma de citar o PT e fazer uma crítica à Esquerda e a esse partido.

     

     

  11. teori, a mulher de Cesar e Pilatos…

    Eu ia comentar, mas o primeiro parágrafo me fez desistir…Um juiz morto junto de um réu de uma Corte que integrava não pode ser tratado por um intelectual de esquerda (ou por quem se reivindica assim) com tamanha complacência…

    Complacência essa ausente quando trata de “julgar” e “condenar” os erros de Dilma/Lula e em geral do PT…

    Não que Lula/Dilma e o PT sejam imunes às críticas, nada disso…o que espanta é a seletividade da indignação…

    Mais ou menos como a seletividade moralóide da mídia e da farsa jato…

    Não me causaria nenhuma surpresa que o articulista (?) incluísse no rol de suspeitas Lula, seu filho ou Dona Marisa, todos em comunhão de desígnios com Dilma e com a facção dos Zés (Dirceu e Genoíno), que comanda as alas dos presos notórios…

    Lembrem-se sempre de lavar as mãos depois das refeições e antes de assassinar a verdade…

     

    • A morte de Teori e o dever da suspeita

      pouco importa se em seu “fórum” íntimo, Teori era contra os abusos da Lava Jato, o que nos distingue não são nossas opiniões ou sentimentos, e sim nossas ações.

      quais foram as ações de Teori para barrar o golpe? quais foram as ações de Teori após o golpe?

      Teori foi o relator de perfil e timing perfeito para a “Farsa Jato”. o perfil para justificar sua cumplicidade, nem que seja pela omissão. e o timing para viabilizar tanto o golpe quanto seus desdobramentos – até mesmo com as delações da Odebrecht.

      os gorilas da Ditadura Civil-Militar tinham entre seus lemas: “Aos amigos, tudo. Aos indiferentes, a Lei. Aos inimigos, a tortura”.

      estamos numa Guerra. numa Guerra não se tem “amigos”. se tem companheiros de luta. ou estão em luta – seja como conseguirem fazê-lo – ou não podem ser companheiros. e muito menos amigos.

      se é verdade que não se pode exigir de alguém algo que ele não pode dar, é também verdade que se ele não pode dar o que o seu cargo público exige, não deveria tê-lo aceitado – e menos ainda deveria para ele ter sido indicada.

      o golpe põe abaixo todas as máscaras. a queda do avião, embaralha todas as peças.

      a crise continua maior do que todos. foi assim que continuamos sendo derrotados.

      “Que Deus tenha misericórdia desta nação”.

      abraços

      .

  12. Aldo, essa turma matou um

    Aldo, essa turma matou um juiz do supremo, e se o PT quase foi erradicado dos municipios por ser corrupto, o que acontecerá com essa galera nas eleições de 2018.

    Dica, o povo aperta 15, e confirma e 45 e confirma até o dedo sangrar !!!

    Parabéns turminha Republicana !!! Nos deixaram na mão dessa quadrilha !!!

  13. O aviāo caindo
    Duas
    O aviāo caindo
    Duas tentativas de pouso
    E nenhum pedido de socorro
    Nenhum sinal de pænico entre as tentativas de poso e o barulho do aviao contra o mar
    O que mais foi abduzido?
    Q caixa preta ė essa qué silencia quando ė conveniente

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