
Enviado por Felipe A. P. L. Costa
Filmes em sala de aula: Uma sugestão
Por F. Ponce de León
do blogue Poesia contra a guerra
Dois dos mais renomados atores em atividade, Michael Caine (nascido em 1933), inglês, e Susan Sarandon (nascida em 1946), estadunidense, já protagonizaram filmes que tratam de temas polêmicos.
Estou pensando em The cider house rules (1999), dirigido pelo sueco Lasse Hallström. Lançado entre nós com o tírulo ‘Regras da vida’, o filme é uma adaptação de livro homônimo do escritor estadunidense John Irving, publicado em 1985.
Um trailer pode ser visto abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=xWpOP9NoaM8]
E estou me referindo também a Dead man walking (1995), dirigido por Tim Robbins, ex-marido de Sarandon (não confundir com Tim Burton, diretor de filmes como ‘Edward mãos de tesoura’ e ‘Big fish’). Lançado aqui com o título ‘Os últimos passos de um homem’, trata-se de uma adaptação de livro homônimo da freira estadunidense Helen Prejean, publicado em 1993 e escrito com base nas experências dela no corredor da morte.
Eis um trailer.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=a-tLJ-OXN9I
Deixando a pipoca de lado
Os temas abortados são controversos – aborto e pena de morte, respectivamente –, mas os filmes nada têm de ‘difícil’. O primeiro ainda recorre a uma ou outra metáfora, como as tais regras que dão nome ao original. O segundo nem isso. As histórias em si são de fácil entendimento. Em ambos os casos, os roteiros são bem ponderados, sem qualquer viés panfletário.
Todavia, a despeito do reconhecimento por parte da crítica (os dois foram premiados, inclusive com o Oscar), nenhum deles é o tipo de filme que cai no gosto popular – nem nos Estados Unidos nem aqui. Em primeiro lugar, pela temática espinhosa; em segundo, pela reflexão que propõem. E hoje, convenhamos, pouca gente está disposta a queimar os neurônios pensando sobre o que quer que seja.
O expectador típico quer apenas comer a pipoca dele sossegado. Não quer ser incomodado. Não quer pensar. É compreensível. Afinal, se a maioria de nós passa pela escola e pela universidade sem exercitarmos o nosso senso crítico, não vai ser em um cinema de shopping, em uma tarde ensolarada de sábado, que alguém vai ter uma epifania.
Por isso mesmo, sou de opinião que fimes assim podem e devem ser explorados como material didático. Acho particularmente apropriado o filme ‘Regras da vida’. (Além do aborto, outra grave questão é abordada no filme, mas essa eu não devo mencionar aqui, sob pena de atrapalhar a experiência de quem ainda não o assistiu.)
Aos colegas professores que lecionam no ensino médio (e.g., biologia, história, literatura, inglês etc.), fica aqui a sugestão: se não conhece ou não lembra, assista e avalie.
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Anarquista Lúcida
6 de julho de 2018 9:09 pmEu preferiria os filmes – brasileiros – de Sílvio Tendler
Para adolescentes de 15 anos ou mais entenderem como a Direita faz golpes no Brasil recomendo verem Os Anos JK e Jango.
Bruno Cabral
7 de julho de 2018 1:15 pmComo a direita faz golpe
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Qe6RGrCE2fc%5D
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-JtI1fIzoyo%5D
Anarquista Lúcida
7 de julho de 2018 8:21 pmObrigada, Bruno, por lincar isso aqui
Esses filmes sao essenciais.
Renato Lazzari
6 de julho de 2018 11:14 pmOra, que modéstia é essa?
Ora, que modéstia é essa? Formemos nossos próximos juízes Moro! Junto com filmes como esses as escolas poderiam reativar métodos e conteúdos do USAID. Aproveitar e ensinar o Português como segundo idioma, já que o primeiro seria o inglês. É bom ir acostumando os ouvidos de nossas crianças a nomes como Susan (Súsam), Michael (Máicol), enfim, palavras com a grafia paroxítona para pronúncias proparoxítonas.
Ah, de qualquer forma, parabéns! Importantíssimo, imprescindível gloroficar atores e diretores como Susan Sarandon, estadunidense legítima, quanto Michael Caine e Lasse Hallström, nascidos em outros países mas totalmente alinhados com o espírito “americano”.
Atenção, porém: jamais questione-se se é ou não parte do conteúdo programático das salas de aula brasileiras questões como aborto ou pena de morte, principalmente se a abordagem for pela ótica estrangeira. O que se pretende ensinar aos futuros cidadão brasileiros é que é dever alienar-se qualquer traço da realidade nacional, deixar claro que patriorismo só se a pátria for país estrangeiro, de preferência os EUA. Quanto menos relação houver entre os temas dos filmes e a matéria, mais alienados os alunos ficarão de suas realidades.