O Clube dos Testas de Ferro e o Canal Brasil-EUA, por André Araújo

Uma festa no Waldorf (hoje de chineses) da Câmara de Comercio Brasil-EUA de Nova York para FHC e Bill Clinton merece reflexões sobre o passado e o presente dessas “relações” empresariais entre gringos e caboclos.

O “canal” empresarial Brasil-EUA teve donos célebres, personagens da História econômica brasileira, hoje a mediocridade geral fez desaparecer esses “hommes charmantes”, tipos interessantes e “personalités” por si sós.

O primeiro dono do “canal” foi Valentim Bouças, um contador nascido em Santos no Seculo XIX que aproximou-se de Vargas no Estado Novo. Representava a IBM no Brasil, que lhe concedeu a franquia do sistema de cartões perfurados “Hollerith”, usados a partir de 1940 para pagar o funcionalismo público federal.

Bouças virou confidente e conselheiro de Vargas, durante o Estado Novo e depois no governo da República de 1946. Qualquer assunto que se afetasse às relações empresariais e financeiras (não políticas) com os EUA passava pelas mãos de Valentim Bouças, multimilionário, astuto, bem relacionado no espectro político e social, do fechado “high society” carioca e muito articulado, Vargas o tinha em alta conta. Morreu em 1964. O ator Dado Dolabella é seu bisneto.

O segundo dono do “canal” foi o banqueiro e Embaixador Walter Moreira Salles. Tinha todos os ingredientes, “panache”, excelente homem de negócios, intensa vida social, conhecedor dos projetos de País em voga, inteligente e afável. Embaixador em Washington e Ministro da Fazenda, seu prestígio contrastava com sua extrema discrição e low profile. Nos anos 50 e 60 dominava o canal Rio de Janeiro-Washington, não era aventureiro.

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Nos anos 70 um novo personagem pontificava no “canal”, Mário Garnero, bem relacionado mas excessivamente exibicionista, o que lhe custou o capital político e os negócios. O papel de “dono” do canal exige low profile.

Foi na período Garnero que surgiu o “clube” dos testas de ferro, a Câmara de Comercio Brasil-EUA de Nova York.

Antes que me acusarem de detrator de pessoas, a expressão de “testa de ferro” aqui usada não é pejorativa, é objetiva, trata-se de brasileiros que representam interesses americanos porque os próprios, por razões objetivas, preferem não por a cara para bater em um pais onde os chamados “imperialistas” tem má imagem pública na área de politicos e de mídia. A famosa LIGHT, que era a grande concessionária de eletricidade no Brasil, usava brasileiros de prestígio como Antonio Galotti, como “testa de ferro”.

A Câmara  de Comércio Brasil-EUA de Nova York, fundada em 1969, em pleno regime militar, de comércio não tem nada.

É uma espécie de “clube” onde pontificam personalidades que não são homens dos próprios negócios, mas agentes e representantes de companhias, muitos advogados e consultores, o chairman da Câmara é Carlos Alberto Vieira, do Grupo Safra, que não é nem judeu e nem Safra, quase todo Board é de executivos e advogados de corporações. A Câmara escolhe esse “homem do ano” que já teve a fama de “maldição”, indicados que um ano depois vão à falência e à prisão (já teve dos dois) ou curtem desgraça politica.

Agora escolheram o ex-Presidente FHC, uma homenagem estranha porque FHC está há muito tempo fora do poder e para abrilhantar o Homem do Ano americano (o evento indica um brasileiro e um americano) é Bill Clinton, que mostrando a importância do evento nem veio ao jantar no Waldorf, chegou no café, ficou meia hora e caiu fora.

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Uma novidade foi a presença do “papagaio de pirata” mór do Brasil, o plastificado João Dória Jr., que achou seu “millieu” perfeito. Prevejo que dominará a Câmara de Comércio, pois ele é muito mais eficiente do que os “aspones” que lá circulam. Graças a ele, João Doria, o evento teve 1.200 pagantes, muito mais que em edições anteriores. O Dória é craque para esse trabalho, vai agregar a Chamber no seu grupo LIDE, que todo mundo pensa que é uma associação empresarial e na realidade é um negócio de um só dono, o Dória, dando a entender que é uma ONG não lucrativa, na realidade é um business dele que dá a impressão que é uma entidade.

FHC tem sua biografia já pronta, não consigo perceber o que ganha com esses obas-obas, parece apenas vaidade, os convivas adoram porque é uma oportunidades de uma viagem rapida e agradavel, shopping para as esposas, grande parte, senadores e quetais não gastam um tostão, mas não acho que isso agregue capital politico aos tucanos, fazer banquetagem com os gringos na Park Avenue não gera voto, até pega mal, aumenta a percepção anti-povo que lhes carimba a legenda, que má ideia. O PT faz coisas aberrantes mas tem concorrentes fortes no tucanato.

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15 comentários

  1. André, até pareces inocente.
    Em primeiro lugar há a vaidade fernandina, em segundo a possibilidade de falar mal do atual governo ( e doLula por tabela) sabendo que nossa impoluta prensa irá repercurtir (sim, neologismo), em terceiro, eu não duvido nada que rolou algo mais que um simples titulo.

  2.  O Café Society
    Luís NassifLa
     
    O Café Society

    Luís Nassif
    La Insignia. Brasil, janeiro de 2007.

     

     

    No “Globo” da semana passada, ma edição de 50 anos atrás, a lista dos livros mais vendidos apresenta, em segundo lugar, “O Café Society”, do mineiro José Mauro Gonçalves.

    A sociedade da época foi dividida em seis grupos por um cronista social interessante, que tinha como particularidade detestar a vida mudana, e cobrir a crônica com olhos de sociólogo: José Mauro Gonçalves, um mineiro de Barbacena, que trabalhou durante ano e meio como cronista, aposentou-se da função por enfado e por pressão, e lançou um livro na época, “O Café Society”, que chegou a vender 5 mil exemplares.

    O primeiro grupo era dos “horse-ligne”, os pequenos círculos dos estabilizados, altas figuras dos meios sociais, políticos e econômicos, que perduram duas ou três gerações.

    O segundo era o “café-society”, os colunáveis de hoje, composto de alguns filhos dos “horse-ligne”, ou candidatos a genros e noras, chegados a uma euforia permanente.

    O terceiro grupo era dos “salon société”, linha paralela do “café-society”, grupo mais austero, com pretensões artísticas e filosóficas, físicas e metafísicas, com anseios e devaneios, menos ostensivos, descrevia o cronista.

    O quarto grupo era dos “big shots”, o pessoal da livre iniciativa e larga visão, aceitos em todos os demais grupos, mais voltados para a ação, para a realização, com pouco tempo para os folguedos.

    O quinto grupo era o da intelectualidade, escritores, pintores, escultores, jornalistas, alguns advogados, médicos, profissionais liberais, intimamente desejosos de servirem aos “horge-lignes” e integrarem o “café-society”.

    O sexto e perigoso grupo era dos “interlopes”, cabotinos, aventureiros, arrivistas, chantagistas.

    Os “horse-ligne” em geral se reuniam em pequenos grupos de 6 até no máximo 16 pessoas, em jantares hieráticos, com lugares marcados, garçons de casaca comandados por um “maitre d’hotel”. Seguiam a velha etiqueta britânica ou francesa, com grande preocupação sobre quem ficava à esquerda ou à direita de quem. Os jantares sempre eram servidos com bebidas importadas, com preponderância para a champagne, pelo cognac, armagnac, vinhos franceses, caviar e fois grãs. Os temas das conversas eram as altas finanças, economia, situação internacional. O cronista colocava nesse time E.G. Fontes (banqueiro), Raimundo Castro Maya, João Borges Filho e Eugênio Gudin. Incluía Raul Fernandes, tratado como “famoso internacionalista que se enriqueceu sobretudo com causas nacionais”, o embaixador Maurício Nabuco, o empresário têxtil Guilherme da Silveira (que havia sido presidente do Banco do Brasil), os três Guinle – Guilherme, Carlos e Otávio. Entre as mulheres, Celina Guinle de Paula Machado, viúva de Lineu de Paula Machado, que se tornou popular na presidência do Jockey Club.

    Mantinham-se no comando do país, independentemente dos ventos políticos. Eram incluídos na lista, mas compondo também as do “big shot”, Jules Verelst, da Belgo Mineira, o jurista San Tiago Dantas, candidato a “horse ligne”, Gilberto Amado, Assis Chateaubriand e Paulo Bittencourt, do “Correio da Manhã” [1]

    Já o “café-society” carioca começou a ser moldado nos tempos do Cassino da Urca. Até sua criação, a sociedade carioca se restringia ao Cassino Copacabana, sem shows, em um ambiente austero. Joaquim Rolla, um mineiro de São Domingos do Prata, construiu o Cassino da Urca, e inaugurou a era dos grande shows. Com suas roletas, bacarás e campistas, fornecia a trilogia imbatível de dinheiro, bebida e mulheres, dizia o cronista. Depois que o jogo foi fechado, essa fauna se mudou para as boites que comandaram o Rio até os anos 60.

    Sem a formalidade dos “horse-lignes”, o “café-society” gostava de cocktails, de jantares em mesinhas pequenas e separadas, para conversas rápidas e descontínuas. Seguiam todas as modas. Na cozinha, o “strogonoff”, trazido pelo histórico Barão Von Stukart. Bebiam bastante, preferindo o uísque à champagne. A moda da época era a dança e também sessões privadas de cinema.

    Os “café-societys” mais proeminentes eram Álvaro Catão, Carlos Eduardo “Didu” de Sousa Campos, Vicente Galliez, Horácio Klabin, Otacílio Gualberto de Oliveira, João Saavedra. Jorge Guinle, Teodoro Eduardo Duvivier e Fernando Delamare. Misturavam-se de grandes industriais e incorporadores imobiliários, médicos, fazendeiros, banqueiros.

    Havia uma leva enorme de aspirante a “café-society” Esse grupo festivo, descompromissado, passou a influenciar os hábitos de toda a sociedade. O cronista via na juventude aspirante “a ânsia do gozo ou do brilho publicitário”. Já havia o fenômeno de mães de filhas bonitas, caitituando para que virassem capas de revista, ou que fossem apresentadas ao “café-society”.

    O “salon société” era formado pelos herdeiros das tradições dos cafés literários da França. Gostavam de se reunir quando a cidade recebia algum intelectual europeu ou americano, ou para comemorar aniversários, lançamentos de livros. As festinhas eram, em geral um soupé froid, um pouco de champagne, uísque, docinhos da Colombo, salgadinhos de cozinheiras particulares.

    A figura maior do grupo era Osvaldo Teixeira, seguido de um tal “Viana dos perus” e “dona Georgina das flores”. Cultivavam as esculturas de Rodin, do brasileiro mestre Bernardelli, os poemas franceses de Aluisio de Castro, os discursos acadêmicos de Rodrigo Otávio Filho, e os artigos anônimos de João Neves da Fontoura. Ignoravam solenemente os modernistas.

    O auge dos saraus eram os recitativos, cantos, execuções ao piano, muito raramente ao violão. Eram mencionadas a Senhorita Rosita Fonseca e Senhoras Olga Fráguer Coelho como “expoentes canoros”, cantando canções folclóricas com edntonação operística. Mas ainda brilhavam o diplomata Vasco Mariz, Gabriela Benzanoni Lage, e Maria de Sá Erp [2]. E intelectuais mais conhecidos, como Celso Kelly, Pedro Calmon.

    O colunista se permitia citar alguns valores reais nesse gruo, como Jorge Dória, Manuel Ferreira Guimarães, Austregésilo de AThayde, Geraldo Mascarenhas entre outros.

    Vinham, depois, os “big shots” ou “tycoons”, conhecidos por seu poder econômico, pela liquidez de suas finanças e, alguns, também pelo charme. Em suas reuniões comparecem representantes de todos os grupos. Suas reuniões eram eslendorosas e o sabor estava na mistura de pessoas de todos os grupos.

    Dois dos mais ilustres “big shots” eram o paulista José Carlos de Macedo Soares (que indicou Walther para a Diretoria de Crédito do Banco do Brasil) e Horácio Lafer, que tinha fundas divergências teóricas com Eugênio Gudin. Ainda mencionava o mineiro Tristão da Cunha, monetarista convicto daqueles que “lutam contra a inflação e pelo desaparecimento do dinheiro e almejam o retorno de uma sociedade de escambo”. Havia também o banqueiro José Maria Whitaker.

    Entre os de prestígio eminentemente político, constavam Apolônio Sales, Israel Pinheiro, Francisco Negrão de Lima, senador Juracy Magalhães, senador Lourival Fontes, Ministro José Maria Alckmin.

    Havia “big shots” de outros estados, como Othon Bezerra de Mello Filho, que, com seus irmãos Artur e Luis, dominava setores como hotelaria, tecidos, usinas de açúcar.

    Nos setores de terraplanagem e rodoviarismo, imperavam os Cincinato Braga e Mário Tamborindeguy.

    Na época, o empresário com melhores relações com os Estados Unidos era Valentim Bouças, ligado ao grupo Holleryth, que recebia polpudos royalties do serviço público. Bouças também tinha ligações com a Panair do Brasil, editoras, empresas de loteamento.

    Outro “big shot”, genro de Valentim, era Oiama Pereira Teixeira., de Barbacena, filho do banqueiro José Pereira Teixeira, muito ligado ao grupo da Loteria Federal.

    O presidente da Confederação Nacional da Indústria era o baiano Augusto Viana, o de Minas era Lídio Lunardi, do Rio era Zulfo de Freitas Mallmann.

    Os Klabin já se destacavam por sua produção de celulose no Paraná. São Paulo, Rio e Minas.

    Havia também editores, como Leão Gondin de Oliveira, diretor de O Cruzeiro, e os Blochs, Adolfo, Boris, Arnaldo e Oscar., da Manchete.

    O presidente da Panair era Argemiro Hungria, ligado à Murray e Simonsen, que detinha representações de automóveis, máquinas em geral, papéis suecos e finlandeses.

    A.J. Peixoto de Castro era o líder do seu grupo, cuja origem estava na concessão da Loteria Federal. De lá investiram na Refinaria de Manguinhos, conseguiram quase o monopólio do fornecimento para o Distrito Federal. Do grupo faziam parte duas figuras influentes, Pedro Raggio e Batista Pereira.

    Havia também Antonio Sánchez de Larragoitti Júnior, da Sul América.

    Os Monteiro Aranha – sociedade dos Monteiro de Carvalho e do Olavo Egydio de Souza Aranbha -tinham ligação com capitais franceses, investimento em vidro, automóveis (Volkswagen).

    Um dos grupos mais poderosos eram os Soares Sampaio, donos da Refinaria Capuava, a maior do país, além de fábricas de cimento, de pneus. O líder era Alberto. Mais os irmãos João, Álvaro e Bento. Ligados aos Soares Sampaio havui Nelson Batista e Aluisio Salles, também com ligações com o grupo Moreira Salles. Os três nomes femininos de maior destaque desse grupo eram Niomar Muniz Sodré, Rosalina Coelho Lisboa de Larragoitti e Adalgisa Néri. Havia representantes de multinacionais, como Sigmund Weiss, da Mannesman. Três outros big shots eram Samuel Wainer, Baby Bocaiúca Cunha e João Etcheverry.

    O cronista culminava sua relação com o grupo Moreira Salles. Mencionava seu Salles, que fundou o banco. Depois, Valter que ampliou as atividades para os setores industriais, agrícolas, dono de uma liquidez monetária imensa, “grandearte da qual em dólares em bancos norte-americanos”.

    Eram pessoas ligadas ao grupo Eduardo Ramos (casado com uma filha de Antonio Prado Junior), diretor da Vidraria Santa Marina, Pedro de Perna, Aluisio Sales e Nelson Batista, além de San Tiago Dantas e outros “big shots” famosos.

    Entravam, finalmente, os big shots da hotelaria, entre os quais os Guinle, Joaquim Rola, do Quintandinha, e Alberto Bianchi, dono de cassinos, inclusive em Poços, que associou-se ao Cassino Atlântico. Rola era considerado por Assis Chateaubriand um dos dez homens mais importantes do país.

    Do grupo dos intelectuais faziam parte Manuel Bandeira, Ciro dos Anjos, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, João Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Vinicius de Moraes, Orígenes Lessa, os pintores Portinari, SantaRosa, Di Cavalcanti, os pintores, José Pancetti, Oscar Niemayer, Lúcio Costa. Entravam ainda os caricaturistas e humoristas Millor, Borjalo, Carlos Estevão

    Os grandes anfitriões da cidade eram o casal Charles Bob Winans e Naná Dinah Winans, e sua casa no Largo do Boticário. Bob era de Boston, “horse-ligne” de lá, filho de diplomata e banqueiro, Capitaneou seu grupo na Bélgica. No Rio, foi o intermediário do empréstimo que permitiu ao prefeito Antonio Prado Jr, arrasar com o morro do Castelo.

    Sua casa era ponto obrigatório para visitantes estrangeiros. A Grã Duquesa Maria, da Rússia, Lord Chancellor, da Inglaterra, o Secretário de Estado norte-americano Dean Acheson.

    Hoje em dia, José Mauro vive em um apartamento do Flamengo, tendon a vizinhança vários sobreviventes desses tempos, ectoplasmas esquecidos de um tempo que já morreu.

     

    http://www.lainsignia.org/2007/enero/cul_001.htm

     

    • Um detalhe que chama a atenção dessas 6 “nomenklaturas”,

      estabelecidas por este mineiro é que a sua estrutura aparece em praticamente todas as telenovelas globais, não é? 

      Os roteiros, ou ainda, as sinopses das novelas globais nunca mudam, são sempre a mesma lenga-lenga, com elementos de cada um desses seis grupos. 

      De vez em quando, inserem na sinopse algum tema recorrente, mas sempre temos uns nobres super-malvados, uns mais ou menos malvados, uns arrivistas que acham que podem encontrar seu lugar ao sol simplesmente por intrigas, o grupo dos bonzinhos que apanham até no penúltimo capítulo, quando “vencem” os malvadões, etc. etc. E temperado por traições e mais traições. 

      Muito enfadonho. 

      E ainda existem alguns bocós que acham que esse enfado é a nossa sociedade. 

    • Fiquei tentado, melhor não…

      Boa Odonir,

       

      “O sexto e perigoso grupo era dos “interlopes”, cabotinos, aventureiros, arrivistas, chantagistas.”

       

      Aí não foi, por razões obvias, citado ninguém. Hodiernamente fiquei tentado a citá-los, principalmente o ex-bancário e empregado do Marques de Jeremoabo. Mas hoje em dia tem até juiz togado representando os interesses desses entreguistas.   

       

      O André foi, digamos, elegante ao dizer que são testas de ferro no sentido, segundo ele, positivo que não é contra nenhuma lei, mas que cheira muito mal lá isso cheira. 

      • Testa de Ferro é uma

        Testa de Ferro é uma empressão do Seculo XVI, deriva do apelido de Emanuelle Filiberto, Duque de Savoia e Principe do Piemonte, que usava uma armadura de cabeça muito fechada, dai veio o apelido ,ficou conhecido como Testa de Ferro,

        era Rei de Chipre e de Jerusalem mas nunca teve qualquer poder sobre esses lugares, dai colou-se o apelido do personagem ao fato de ele ter um titulo mas não o poder sobre Chipre e Jerusalem.

        A expressão passou do italiano para o espanhol e dai para o portugues.

  3. Eles são tão ruis que levam

    Eles são tão ruis que levam consigo a “rainha da sucata”, FHC para torpedear seu futuro candidata, o Geraldo… Pode?

  4. nobless oblige

    Associação de “parvenu” e provincianos.

    FHC de pouca e boa biografia está ecrevedo um novo capitulo: O canalha.

  5. Bouças

    Ou passamos a ter o conceirto das coisas, ou o elogio vai perder a razão de ser.  

    Há de se fazer um dia a biografia de Valentim Bouças.

    Quem foi Valentim Bouças?  Peço ajuda: 

    Foi o Conselheiro Técnico da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, ou foi do Conselho Econômico no Ministério da Fazenda? Ou foi da Comissão de Controle dos Acordos de Washington? Ou foi o representante brasileiro na Conferência Monetária e Financeira das Nações Unidas? Ou o Chefe da Delegação Brasileira na Conferência das Comissões de Desenvolvimento Inter-Americana em N. York? Ou teria sido o responsável do Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia? Ou foi o negociador da Dívida Externa de 31 a 46? Ou foi tudo? Ou não foi nada? Ou o simples esposo da Editora do O observador que recebia homenagens em almoço com embaixador americano à mesa? Ou, então, seria, “aquele que fala com autoridade que lhe confere o Ministro da Fazenda de quem seria um dos assessores técnicos, como consigna O Globo de 1944? O excerto do jornal de Santos caiu como uma luva: […] abriu-lhe as portas o embaixador americano…

    Americano não abre porta sem estopa. A dupla Aranha & Bouças merece uma biografia. Há de ser feita. A Reunião de Consulta, no Rio de Janeiro, logo após Pearl Harbour, talvez seja a fonte mais fidedigna de como gostamos do nosso país e como não podemos ver um americano sem lágrimas nos olhos. Acordermos!!!! 

    Mas quem foi Valentim Bouças? 

    Foi tudo! Não foi nada!  Americano precisa de borracha. Então vamos para Amazônia. Claro, tem americano tem Bouças. Leia-se a entrevista de um morto-vivo da batalha da borracha. Diz o principal livro sobre o assunto: na Amazônia morreram mais de 30 mil… Quem era o responsável pelos trabalhadores? Quem? Responda rápido. Se não souber eu digo: Valentim Bouças. Deixo claro que nessa entrevista Bouças é citado pelo irmão explorado, vilipendiado, exterminado de tudo   

    O homem cordial é isso. Elogios e mais elogios.  Mas apredi que da verdade não se extrai mentira. 

    E concluo com 1 afirmação e uma questão: 

    A questão me serve para dar um doce para quem me der um título público para Valentim Bouças. (entreguista não serve porque isso não é título é natureza) 

    A afirmação me serve para caracterizar a inteligência superior de um verdadeiro analista político: uma semana antes de estourar a II Grande Guerra, Bouças aterissa na Capital Federal e é cercado  pela imprensa:

    – O Sr. acha que estamos às portas de alguma invasão das forças de Hitler…?

    – DE jeito nenhum – disse ele – a Europa está calma e trabalhando. Não senti clima de guerra em lugar nenhum. 

    Um gênio!

    Bilionário… claro! Se não seria!

  6. “FHC tem sua biografia já

    “FHC tem sua biografia já pronta, não consigo perceber o que ganha com esses obas-obas, parece apenas vaidade”

    AA, voce é um dos colaboradores que mais abrilhantam o blog do Nassif. Mas as vezes voce é meio ingênuo. Como assim “apenas” vaidade? Em FHC a vaidade nunca é “apenas”.

     

  7. A gringolandia tem que beijar

    A gringolandia tem que beijar os pés que esse senhor pisa, o que ele fez quando presidente nenhum outro terá coragem de fazer, ainda tem muitos fatos por vir de seu desgoverno, enterrar o programa nuclear brasileiro foi só a cereja do bolo, vender as empresas estatais a preço de banana, principalmente a Vale, que já estavam de olho desde aquele regabofe de uóshinton, foi só mais um capitulo de seu desgoverno farsante; esse senhor não é o homem do ano apenas para a gringolandia, é o homem do século, em poucos anos realizou o sonho que há tantas decadas vinham acalentando e se não deu para vender o que restou é perdoavel, ninguem é perfeito, e a Amazonia é muito grande para pegar de uma vez, vão comprando e grilando aos poucos, que é melhor.

  8. Então………………….

    “Meu caro, o “SEXTO” grupo, dos INTERLOPES é o que predomina hoje na sociedade brasileira.”

    “Quanto ao post do André, me parece que falta mencionar o papel da Maçonaria nestes eventos.”

    “AA, voce é um dos colaboradores que mais abrilhantam o blog do Nassif. …”

    “O sexto e perigoso grupo era dos “interlopes”, cabotinos, aventureiros, arrivistas, chantagistas.”

    “Aí não foi, por razões obvias, citado ninguém.”

    Bom, realmente esta foi uma aula deste período, e só temos a agradecer a contribuição dos senhores aquí no blog, o que muito esclarece.

    Contudo, algumas perguntas ao meu ver, ficaram sem respostas, e exporiam ainda mais os assuntos, e por isto as pincei dos comentarios, para, se possivel melhor fossem esclarecidas.

    Ao AA, meus cumprimentos pela oportunidade de aprender um pouco mais sobre este período. 

     

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