O Ministério Público e a destruição da República, por Aldo Fornazieri

O Ministério Público e a destruição da República

por Aldo Fornazieri

A denúncia dos procuradores da Lava Jato contra o ex-presidente Lula foi classificada de “absurda”, “aberração”, “tresloucada” etc. Todas essas classificações seriam verdadeiras se ela não contivesse uma clara estratégia na sua formulação. Essa estratégia já teve sucesso no golpe contra Dilma e consiste no seguinte: cria-se uma tese, a acusação, e, subsequentemente, interpretam-se fatos e acontecimentos ao sabor dos interesses dos procuradores para construir a “verdade” da acusação. Com Dilma criou-se a tese do crime de responsabilidade e moveu-se a validade da jurisprudência para frente e para trás no tempo para que a “verdade” da acusação se confirmasse. Com Lula criou-se a acusação de que ele era o “maestro”, o “general”, o “comandante” do Petrolão e agora os fatos serão torcidos e retorcidos para provar as “convicções” dos acusadores que prescindem de materialidade e de comprovação empírica das imputações.

No primeiro movimento dessa estratégia, o que fizeram os procuradores? Mesmo que no direito a responsabilidade penal deva ser estritamente pessoal, imputou-se a Lula a responsabilidade geral de todos os crimes incursos no Mensalão e no Petralão para depois oferecer denúncia sobre outra coisa. A situação é gravíssima porque a dinâmica entre acusação, fatos e lei está quebrada. Se este método prosperar, teremos uma Justiça ideológica, típica do stalinismo, do nazismo e do fascismo. Não existirá nem a letra e nem o espírito da lei, mas a lei do movimento político e ideológico estatuída, por procuradores e juízes, apenas no momento do caso a ser julgado e esta lei poderá deixar de valer no momento seguinte, ao sabor dos interesses do arbítrio judicial ou congressual. Lembremos que dois dias após a consumação definitiva do golpe, o Congresso autorizou Temer a emitir decretos que serviram de peça acusatória contra Dilma.

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A lei do movimento é a lei do Estado de Exceção, a lei do poder absoluto que é reivindicado pelos promotores da Lava Jato, pelo juiz Moro e por outros integrantes do Judiciário. Convém lembrar que o Estado de Direito moderno foi construído pelas lutas liberais e democráticas que reivindicavam uma lei fixa e aprovada pelo poder representativo soberano e que os julgamentos deveriam ser feitos por juízes autorizados e conhecidos. É este sentido manifesto do constitucionalismo liberal-democrático moderno que está sendo atacado pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Moro.

A destruição da República

Mas o Estado de Exceção de Curitiba está destruindo também os pilares da República. Esta destruição ocorre a partir de vários movimentos, destacando-se dois. O primeiro diz respeito à fusão entre acusação e julgamento. O sistema processual penal moderno, desenvolvido na Europa, particularmente na França, em substituição aos horrores da Inquisição, estabeleceu duas atividades inapelavelmente distintas e inconfundíveis: a atividade de acusar e a atividade de julgar. Na Inquisição, o acusador também julgava. Este novo entendimento se deveu à compreensão de que nunca haveria um julgamento justo se o acusador era também o juiz.

No Estado de Exceção de Curitiba houve uma fusão, de fato, entre acusação e julgamento. Os procuradores da Lava Jato é o juiz Moro constituem uma mesma entidade. Os procuradores acusam e pré-julgam. O juiz Moro acusa e julga. Além disso, eles agem em conjunto. Polícia Federal, Ministério Público e juiz Moro se instituíram como um Comitê Geral de Julgamento. Tudo começa pelas conduções coercitivas, pela obtenção de delações premiadas forçadas e dirigidas segundo os interesses do Comitê e pela emissão de sentenças que obedecem estratégias políticas determinadas. É preciso frisar de que não se trata de defender corruptos, mas de exigir que o Estado de Direito seja respeitado.

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O segundo movimento consiste no fato de que o Ministério Público é um poder sem controle. E aqui há uma grave falha na Constituição. Na República, ou todos os poderes são controlados num sistema de freios e contrapesos ou não há República. O Estado de Exceção de Curitiba e a Procuradoria Geral da República parecem querer afirmar em definitivo este poder acima da Constituição. A independência funcional do Ministério Público não pode ser absoluta, pois, na República, não deve haver nenhum poder com independência absoluta. Se esta independência é absoluta não há o que fazer quando o Ministério Público viola a Constituição, agride direitos, assume posicionamentos políticos e ideológicos e age para concretizá-los.

Os integrantes do Ministério Público não pertencem a uma ordem de anjos e de santos inimputáveis e isentos de erros e de imputações de responsabilidade. O poder sem controle do Ministério Público, a exorbitância do poder e as ações politica e ideologicamente orientadas dos procuradores exigem o estabelecimento de limites. Infelizmente, o mais provável é que estes limites sejam impostos para brecar investigações, que foi um dos móveis do golpe. Por isto, é preciso travar uma batalha para que sejam estabelecidos limites republicanos, salvaguardadas as funções republicanas do Ministério Público. Na concepção Federalista e norte-americana de República todo o poder deve emanar, direta ou indiretamente, do povo. Por isto, lá não existe Ministério Público independente, sem controles e acima da Constituição. O Ministério Público norte-americano é subordinado ao Presidente e o Presidente está inserido num sistema de controles, freios e contrapesos definido pela Constituição republicana.

Como diria o Federalista James Madison “se os homens fossem anjos, não seria necessário governo algum. Se os homens fossem governados por anjos, o governo não precisaria de controles externos nem internos”. Os procuradores e o juiz Moro são homens ambiciosos, sedentos de poder e de publicidade. Julgam-se os juízes morais da nação, assim como os tenentistas da década de 1920. Os tenentes se tornaram os generais de 1964. Os membros do Comitê de Exceção de Curitiba estão imbuídos do mesmo espírito destruidor da política que era ostentado pelos generais. Na peça que apresentaram contra Lula criminalizam atos políticos de tomadas de decisão do presidente. Se isto for aplicado de forma generalizada e equânime, nenhum governador, nenhum prefeito se salvará. Seria instituído o princípio da responsabilidade penal objetiva, o que é um direito excepcional e discricionário.

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Movidos pelos seus interesses e ambições, os procuradores e o juiz agem sem a prudência necessária e se deixam excitar pelas suas paixões desmedidas.. Tudo indica que o ato espetaculoso de Curitiba tinha alguns objetivos políticos claros: 1) interferir no processo eleitoral, prejudicando os candidatos progressistas; 2) arrefecer o crescente “Fora Temer”; 3) inviabilizar uma possível candidatura Lula em 2018. No campo da política, no entanto, paixões estimulam paixões. Num contexto como o atual, a paixão do ódio corre solta. O Comitê de Exceção de Curitiba parece querer a radicalização das ruas, talvez para justificar o arbítrio judicial e a repressão policial.

Aldo Fornazieri – Professor de Filosofia Política

 

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38 comentários

  1. MINISTÉRIO PÚBLICO (MP) UM

    MINISTÉRIO PÚBLICO (MP) UM “MONSTRO”  (INSITUCIONAL) SOLTO E SEM RÉDEAS  – DENÚNCIA CONTRA LULA -NECESSIDADE DE FREIOS E REVISÃO

    Num contexto de ampla insatisfação parlamentar (tanto dos conservadores como dos progressistas) com o Anteprojeto Afonso Arinos (resultado da Comissão nomeada pelo Governo de José Sarney em 1985) enorme e confuso (436 artigos acrescidos de mais 32 de disposição transitória), contribuindo para um ambiente (crescente) de dúvidas, disputas, propostas, manobras políticas e, por tudo isso,  aberto às novidades – o Ministério Público, através de um lobby corporativo coeso e enorme, atuando (bem antes, durante – dentro e fora – da Assembléia Constituinte), formado por parlamentares constituintes promotores públicos (entre eles Ibsen Pinheiro-RS e Plínio de Arruda Sampaio-SP), influentes parlamentares bem próximos ao MP (como Nelson Jobim), o Procurador Geral de Justiça Sepúlveda Pertence, as Associações Estaduais do MP, a  extensa e sempre presente rede de Promotores Públicos coordenados pelo CONAMP-Conselho Nacional do Ministério Público, logrou implantar dispositivos que o fortaleceram como instituição.

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    A articulação do Ministério Público era antiga. Iniciada pela Associação Paulista do Ministério Público (que formou um núcleo ativo por volta de 1980 para o fortalecimento da instituição visando possível nova CF), despertou todas as demais Associações congêneres do pais. A CAEMP converteu-se na CONAMP e o movimento de mobilização se firmou. Na Comissão Afonso Arinos, o já Procurador Geral de Justiça, Sepúlveda Pertence (PGR de 1985 a 1989) elaborou o capítulo pertinente ao MP que foi adotado pelo então Anteprojeto Afonso Arinos. 

    Excelente, intocável e eficiente trabalho de promoção corporativa – sem dúvida – executaram.

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    Cumpre esclarecer que havia uma aguerrida disputa entre o MP e os Delegados de Polícia para a ocupação de espaços. Também outras atividades jurídicas como as Procuradorias  e Defensorias disputavam espaços com o Ministério Público. A Magistratura, de lado, passiva, assistia a disputa e se posicionava em não ter nenhuma dessas instituições atrelada a ela. Havia, sim, um jogo de interesses corporativos intenso. Até à noite anterior à votação, a posição dominante desfavorecia as pretensões do MP. Os Delegados de Polícia (lobistas) presentes no Congresso – à noite – comemorar a vitória pela contenção do MP. Não obstante, ainda naquela noite, comandados por Nelson Jobim (ex-professor da Escola do MP do Rio Grande do Sul) e Ibsen Pinheiro (Promotor Público, RGS) ocorreu uma reunião de líderes partidários (entre eles alguns Promotores Públicos como o Deputado Federal constituinte Plínio de Arruda Sampaio lider do PT) e foi aprovada a redação atual. Na plenária, sem qualquer debate, os parlamentares constituintes votaram conforme a indicação de seus lideres partidários.

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    Assim, os membros do Ministério Público obtiveram as mesmas garantias institucionais próprias e inerentes aos Juízes sem que – nem de forma aproximada – exercessem as mesmas funções e tivessem as mesmas atribuições e responsabilidades. Atrelaram-se à Magistratura quando o regime anterior (Constituições de 1946 e 1967) já lhes garantia a permanência e independência funcional necessárias ao mister desenvolvido. Mais, avançaram ainda na autonomia administrativa e financeira. Tornaram-se, praticamente, um poder de fato, um “monstro” (nas definição de Sepúlveda Pertence em entrevista ao Globo ao se aposentar do Ministério Público).

    Não fora por isso (lobby corporativo) por que não estendida essas mesmas garantias institucionais à Defensoria Pública, também essencial à Justiça conforme rubrica constitucional, a quem está “incumbida a orientação jurídica e a defesa, em todos os gráus, dos necessitados”(art. 134 da CF)? cujos membros muitas vezes enfrentam a truculência policial, o descaso nas Presídios, às vezes a arrogância de Promotores Públicos, a incompreensão das vítimas e a revolta do cidadão comum insuflado pela mídia… Orientando e defendendo os necessitados não estão – de forma direta, concreta, não abstrata – defendendo à ordem pública? os valores do regime democrático? os interessos sociais e individuais indisponívels???

    E à Advocacia Pública e Procuradores Federais e Estaduais, também essenciais à Justiça conforme capítulo destacado da CF, encarregados da defesa do patrimônio e valores da Administração Pública?…

    E aos Delegados de Polícia que coletam a primeira prova e, às vezes a única de um crime (e por isso deles já se disse, que são os “primeiros Juízes de um crime”) e que, em muitas ocasiões, correm risco de vida no combate direto e pessoal contra o crime…?

    Todas essas funções, essenciais à Justiça, não são menores em importância do que as do MP.

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    Artigo 127 da CF Retundância. Retórica.

    É dever e obrigação de todas às Autoridades Públicas (do Presidente da República ao mais inferior agente ou funcionário público) “a defesa da ordem pública, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”. Sublinhe-se, a titularidade da ação do MP e as atribuições conferidas pela CF não exclui as de outrém e não torna o MP dono de uma ou outra (cf mesmo dispõe o parágrafo do art. 129 da CF).

    Por outra, sob outro aspecto relativo às atividades do MP de ir ao Juízo e solicitar uma providência, uma decisão que sabe não poder ser recusada pelo Juiz se preenchidas as formalidades processuais – muitas vezes, envolve questão de Estado e de Governabilidade, de responsabilidade política de governo, de conveniência e oportunidade, de um Governo escolhido pelo povo. Por isso os Procuradores de Justiça (federal e dos Estados) são nomeados pelo Presidente da República e Governadores dos Estados. Por isso, o Ministério Público não é, e não pode ser, Poder de direito ou de fato. Em países outros, por exemplo, como nos EUA o Procurador Geral de Justiça é o Ministro a Justiça e está subordinado ao  Presidente da República (é geralmente advogado, nomeado e demitido livremente a qualquer tempo pelo Presidente da República) na França, ao Ministro da Justiça. A situação não é diferente na grande maioria dos países: o governo, representando a vontade popular, decide as prioridades de ação do Ministério Público.

    “A responsabilidade da decisão é do político. Cabe ao funcionário público executá-la. O político responde publicamente por essa decisão, o funcionário público, não” (Fábio Kerche. Pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, e autor de Virtude e Limites: Autonomia e Atribuições do Ministério Público no Brasil :Edusp. Hoje em artigo no site Brasil 247).

    Entre nós, os poderes, vantagens e liberdade ampla, esta, ao máximo de inteferir diretamente na administração pública e inviabilizar a execução de projetos de governos escolhido pelo povo, tem impedido a crença, a esperança e a segurança necessárias ao desenvolvimento do país.

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    A DENÚNCIA CONTRA LULA – restauração do Direito Penal do Autor e do Direito Penal do Inimigo, doutrinas básicas do direito penal hitlerista: o indivíduo não é punido pelo que fez, mas pelo risco que respresenta.

    A denúncia ofertada contra Lula, pela força tarefa do MPF, à partir de Curitiba – sem dúvida alguma, é exemplo típico e lapidar de peça acusatória própria do Sistema Político Criminal Nazista da Alemanha Hitlerista, ancorado no Direito Penal do Autor e no Direito Penal do Inimigo (não o comportamento, não a conduta, mas o ser inferior, a pessoa ou grupo estigmatizado, o fundamento da responsabilidade criminal, no nazismo com forte conotação politico-ideológica adicionada à carga rascista, xenófoba, sexista e moralista) em Curitiba, com forte conotação político-ideológica enraizada (Lula-PT-governos estigatizados) – atenta, viola, ultrapassa a nossa ordem constitucional e o nosso sistema criminal do fato, fundado na responsabilidade subjetiva pessoal pela conduta.

    ************

    A democracia se acenta sob dois pressupostos: o sufrágio universal e o exercício dos direitos civis.

    Só a educação plural com compreensão, com conhecimento ampliado e a cidadania despertada, exercitada, sedimentam  a democracia.

    Urge, portanto, que se inclua junto às urgentes reformas do sistema eleitoral, do sistema político e do sistema fiscal, a discusão da reforma constitucional do Ministério Público freando excessos, retrocessos, insegurança, surpresas e aventuras futuras.

    A se ver

    • O MINISTÉRIO PÚBLICO NO

      O MINISTÉRIO PÚBLICO NO BRASIL: RELEVÂNCIA, CARACTERÍSTICAS E UMA AGENDA PARA O FUTURO

      Revista USP • São Paulo • n. 101 • P. 113-120 • março/Abbril/maio 2014

      por Fábio Kerche – é pesquisador da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e autor de Virtude e Limites: Autonomia e Atribuições do Ministério Público no Brasil (Edusp). 

      trechos (destaques em negritos meus):

      (p. 115):

      “… Devido ao pouco e desigual número de dados disponibilizados pela instituição e ao seu baixo grau de accountability, a avaliação do Ministério Público se dá em grande medida pelas ações que repercutem publicamente, especialmente aquelas reportadas pela imprensa. Em outras palavras, as notícias que chegam à sociedade são muito mais baseadas no que os promotores e procuradores fizeram, geralmente relacionadas a grandes escândalos políticos ou crimes de apelo popular, do que naquilo que deixaram de fazer ou na qualidade do serviço prestado, especialmente na ação penal pública para casos de baixa repercussão. É como se um jogador de futebol somente fosse avaliado por seus melhores momentos, e não pelo seu desempenho durante todo o campeonato.

      … Temos aqui, então, um fenômeno algo paradoxal: uma instituição não eleita que é considerada peça fundamental da democracia contemporânea brasileira, mas que, ao mesmo tempo, não está submetida totalmente ao rigor do processo democrático, que inclui procedimentos de transparência e accountability em constante aprimoramento”

      (p. 116):

      “… A autonomia em relação aos atores externos é agravada pelo baixo grau de accountability. o Ministério Público, além de disponibilizar poucos dados sobre sua atuação, como demonstrado por pesquisa recente, não garante instrumentos eficientes para que punições ocorram de forma sistemática e ágil, assegurando uma quase imputabilidade ao promotor e procurador. Mesmo a existência de Cor- regedorias ou do Conselho Nacional do Ministério Público ainda são iniciativas tímidas, embora importantes, muito marcadas pela baixa participação de atores externos e com pouca participação  daqueles que não fazem parte do mundo do direito”. 

    •  
      Ainda sobre o Ministério

       

      Ainda sobre o Ministério Público no Brasil

      “Criamos um monstro.” Por jurista Sepúlveda Pertence

  2.  
    Prezado, emérito e

     

    Prezado, emérito e intrépido jornalista Luis Nassif,

    por favor, solicite do egrégio professor Aldo Fornazieri que relate para nós a *intervenção criminosa feita pela [pseudo]jornalista ‘Renata Não Presta’ no programa ‘GloboNews Painel’ edição de ontem à noite (18/09/2016).

    *especificamente, no momento em que o professor Aldo Fornazieri discorria aceca “da utilização dos movimentos das Leis pelos tais procuradores do MPF”!

    Foi um escândalo e uma ignomínia!

    Respeitosamente,

     

    •  
      errata:
       
      *especificamente,

       

      errata:

       

      *especificamente, no momento em que o professor Aldo Fornazieri discorria acerca “da utilização dos movimentos das Leis pelos tais procuradores do MPF”!

       

      acerca (em vez de ‘aceca’)

  3. Vou repetir o que já escrevi

    Vou repetir o que já escrevi aqui: o Poder Judiciário, em conluio com a Globo, primeiro capturaram o Poder Legislativo e os três juntos capturaram o Poder Executivo.

    A arma utilizada: a falácia do combate a corrupção, que sempre causa furor entre os ingênuos e desavisados (o discurso do Boechat hoje pela manhã na rádio Bandeirantes reforça a tese de que os políticos brasileiros são os mais imundos do mundo.);

    O objetivo: implementar no país um governo fascista de caráter ultraliberal;

    A prova (ou indício muito forte do que vem por aí): ontem estava ouvindo um discurso de Hitler. Dizia ele: “muitos não me perdoam porque eu acabei com o Partido Comunista, mas, meus amigos, não é verdade! Eu acabei com todos os outros também!”. Esta criminalização insada da política e dos partidos teve o resultado que todos conhecemos. Seria diferente agora?

    O resultado: pelo menos 20 anos de retrocesso, ou até a classe média estar suficientemente desesperada e empobrecida para se arriscar a acreditar num partido de esquerda novamente. Resultad final: o Brasil vai perder 100 anos porque sua elite é estúpida e egoísta demais para dividir o mínimo de riqueza que seja.

    O autor da façanha: não é preciso ser um gênio para descobrir, a CIA+FBI+NSA.

    Quem vai sair lucrando: também não um gênio para descobrir: o sistema financeiro internacional com EUA a frente.

    Pobre de nós, mas como eu descobri recentemente: Deus não protege os idiotas.

  4. Todo o nosso JUDICIÁRIO virou

    Todo o nosso JUDICIÁRIO virou um monstro.  O MPF já passou dos limites faz tempo.  Vivem no exterior às custas de outras nações interessadas em bombardear o nosso desenvolvimento.  Basta ver nas ações ambientais descabidas.  O triste é que o mesmo JUDICIÁRIO JUSTICEIRO não chega perto dos coronéis, das famiglias, dos banqueiros e dos corruptores estrangeiros.  Os nossos juízes são DEUSES que tudo podem, e estão DE FATO acima da lei.  Não há povo que suporte isso.

  5. Segundo li há pouco, a VEJA

    Segundo li há pouco, a VEJA já está fazendo a sua parte, movida pelos ventos de Moro. Simplesmente trás a capa com a imagem de Lula envolta em sangue. Não sei o que os impiedosos e crueis escreveram lá dentro, porque me recuso, sempre, a ler essa imundície.

    Aí, penso no recado de Nassif para que Lula se proteja. 

    E lembro do dia em que Dirceu entrou no plenário da Câmara para se defender. Já na entrada um senhor idoso, usou sua bengala para atacar o antes parlamentar fisicamente. Via-se que, se possível, ele teria chegado ás vias de fato, como tantos que até hoje, movidos pela imprensa, sentem esse desejo.

    O que faz a Veja é, pra mim, um crime. Porque não é função dos jornalistas estimular criminosos, mas a dar suas opiniões sobre os fatos, ainda que de forma dura, partidarizada, nunca como estímulo a barbárie.

    Muammar Gadafi foi capturado e morto por pessoas com esse ódio lá na Terra dele. Por que não acreditar que isso possa acontecer aqui? 

    O que não faltam nas redes são insinuações no sentido de seifarem a vida de Lula. Já não o veem como um político, um homem, mas como um ser deplorável, intruso, nojento, que não merece estar vivo.

    Por fim, é o terrorismo de Moro, causando terrorismo na iprensa, e, por conseguinte, insuflando o povo darem a Lula a forma como a VEJA ilustra: um ser de joelhos, ensanuentado, como que copiando os islamitas radicais com suas execuções filmadas.

  6.  
    … Outro exemplo cabal dos

     

    … Outro exemplo cabal dos crimes perpetrados pelos irresponsáveis procuradores integrantes da ‘PORCA-tarefa’ da Operação midiático-golpista ‘Lava [DEMoTucano/PMDBosta a] Jato’:
    o réu confesso DEMoTucano/PMDBosta Sérgio Machado está “livre, solto, todo solto”, gozando as delícias da mansão ‘delle’ em Fortaleza.
    O mesmo Sérgio Machado das gravações que tiveram as pontas amarradas pelo nazigolpista e glutão suarento ‘Rodrigo Gurgel’ (sic), estancando *’Esta PORRA’ que “comeria toda a quadrilha do vampirão golpista usurpador ‘disenterino’ decorativo TEMERário/TEMERo$$$o do CUnha e também o congênere DEMoTucano ‘Aecím 1/3 El Chato 3% da OAS Decadelatado Somente no PETROLÃO Furnas Forever’!…

    *”Esta PORRA” do [mega]corrupto contumaz [ro]mero ‘Jucá(i) é a Lava Jato!

    E que país é este?
    A Republiqueta [das FRAUDES surreais] do ‘CUnha TEMERário/TEMERo$$$o’ do Mundo!

    NOTA:
    enquanto isso os senhores José Dirceu, João Vaccari Neto e Henrique Pizzolato seguem em prisão perpétua, presos políticos que são!
    E um senhor, visivelmente debilitado pela idade e por problemas graves de saúde, voltou ao cárcere, resultado das “convicções” fascistas do (ir)responsável pela ‘Guantánamo da Província de Curitiba’, o tal “juiz” [sérgio] ‘mor(T)o’!

    O senhor referido acima é o pecuarista José Carlos Bumlai!
    Pelo simples fato de ser “amigo” do Lula!
    A máfia do *PIMG é impiedosa!
    É a impunidade, estúpido!
    *PIMG (Partido da Imprensa Mafiosa &$ Golpista)
    Globo organizações criminosas à frente!

     

  7. Quase aos sessenta, eu acabei

    Quase aos sessenta, eu acabei de constatar que o Brasil é, na verdade, bem pior do que eu achava quando tinha quinze.

  8. Análise correta, como se espera de um professor.

    Prezados,

    Após o golpe, eis que os intelectuais ‘esquerdistas’ passaram a escrever crônicas sensatas, como esta do Aldo Fornazieri. A lamentar o fato de que eles esperaram o barco afundar, para escrever aquilo que deles os progressistas cobrávamos há muito tempo. É muito provável que agora o PIG/PPV, com que flertaram até a consumação do golpe de Estado, os abandone agora. Aí, talvez, esses intelectuais percebam a contribuição que deram aos golpistas, pela omissão covarde, pela conivência com os golpistas ou pela vaidade desmedida que os fez ocupar palcos, microfones e holofotes da mídia criminosa e golpista, enquanto eram usados como instrumento, para dar uma suposta ‘credibilidade” às manobras que degolaram a Democracia.

  9. O Ministério Público, as criaturas e o criador

    Na “República dos Estados Unidos de Curitiba” vige uma legislação apartada e adequada ao própósito inicial.

    Não é apenas um enclave a punir uns e ignorar outros. Vai mais além.

    Lá o circo ergueu sua lona sobre o Brasil inteiro e nos fizeram de platéia manipulada. O objetivo central é a liquidação do PT, Lula e apoiadores;  como objetivos marginais, o golpe, a entrega de nossas riquezas à cobiça estrangeira e redução doa país.

    Isso fica claro quando se observa a movimentação dos atores circenses.

    Lula, após anos de investigações e milhares de delações pressionadas, sem qualquer mal feito encontrado, é indiciado por exercer seu papel de presidente do país: reunir-se com políticos e líderes empresariais.  TODOS os presidentes anteriores fizeram isso e apenas Lula é incriminado. Aliás o próprio Lula desnudou o farsante: sou condenado por ter sido ELEITO PRESIDENTE DO BRASIL. Não poderia ter dito algo mais apropriado.

    O santarrão e sua ladaínha apenas comprovam a inocência de Lula pela incapacidade de acharem provas de qualquer delito. Ali condena-se por convição, provas não vem ao caso.

    Nossa maior empresa, dona de patrimônio físico e técnico invejável no mundo inteiro, foi carneada por abutres e, vítima, atacada pelos circenses – que ainda tiram uma casquinha  ???? dos valores recuparados  –  e os golpistas aliviados de incriminações, mesmo com delações/gravações estarrecedoras.

    As empreiteiras que disputam o mercado internacional, estão sendo reduzidas “pelo combate à  corrupção”, combate esse necessário mas que sob a lona não lembra de tucanos envolvidos em gordas maracutaias.

    Os golpistas são descaradamente protegidos por artifícios variados utilizados pelos atores circenses curitibanos e outros refestelados em instituições diversas sob o manto protetor da mídia corrompida, sonegadora e entreguista.

    É a justiça do inimigo e a teoria nazista para atacar os adversários políticos.

    Alguma semelhança ?

  10. Lobby do MP – 2 Notas ao

    Lobby do MP – 2 Notas ao texto:

    Notas:

    1. O lobby do MP paulista – paradigma do país – era comandado pelo promotor público Fleury Filho, então Secretário de Segurança Pública de Orestes Quércia e que se tornou, em seguida, governador de SP (há uma foto história da enorme equipe de lobistas do MP/SP com Ulisses Guimarães). A coordenação nacional cabia a CONAMP.

    2. Não se discuta o poder de Nelson Jobim na Constituinte: acusado de introduzir artigos na Constituição Federal, admitiu ao jornal O Globo ter inserido, sem submeter ao Plenário, dois artigos (dispositivos) na Constituição. Um deles (revelou) era sobre a independência dos poderes. O outro, não revelou.

     

  11. E a Lo Prete ontem Aldo?

    Foi um misto de vergonha alheia, com sanha de vingança observar a correção da entrevistadora ao entrevistado que destoa da claque e cita o santo nome de Moro em vão. Os 95% de não correições em instâncias superiores sempre citados como argumento, demonstram somente duas possibilidades:

    1- Corporativismo e rabo preso

    – A infalibilidade de Moro, várias vezes comprovada (grampos ilegais, vazamento de áudios, intervenções ao vivo via Cristina Lobo em dias de protesto, todos sem correição pelo CNJ contribuindo para a constatada perfeição), apenas corroboram, que essas estatísticas apenas demonstram o corporativismo do judiciário e seu medo da mídia.

    2- Essas estatísticas são comuns pois a magistratura é blindada pelos próprios procedimentos

    – O melhor exemplo sempre apresentado fora de contexto é o caso da arguição de suspeição de Moro, essa é uma estatística curiosa, pois a não aceitação por Moro é apenas a confirmação da prática geral em todas as instâncias do judiciário:

    – O próprio juiz julga sua arguição de suspeição, negando-a majoritariamente; – Em nível recursal a prática é a corporação corroborar a decisão de seu par. É sabido por qualquer advogado que arguição de suspeição fora de casos patentes ( parente de primeiro grau, vizinho, inimigo manifesto sob ameaça patente).

    Absolutamente nunca prospera. Dai mais 100% de arguições derrubadas para serem somadas às espetaculosas estatísticas moriscas.

    PS: Citar Agamben em contraponto a Lo Prete para o público que o assistia… Nem por curiosidade ela vai pesquisar que diabo é isso.

  12. Engraçado que tanto se fala

    Engraçado que tanto se fala sobre os termos da denúncia, mais quem vem falando sequer teve acesso ao inquérito.

    No mundo jurídico me parece pouco crível que alguém faça críticas sem ler os dados das investigações

    A peça acusatória faz referencia a fatos do inquérito, que nem o Nassif, nem o Fornazieri, leram,

    Fica meio pendenga ficar falando sobre isso neste momento, até porque de fato o Lula recebeu vantagens da OAS. que pagou o depósito de seus materiais pessoais por longo periodo

    Aguardemos a apresentação da resposta a acusação, arrolamento de testemunhas, até porque, há de se provar que recebeu esse presente  para fazer ou deixar de fazer algo

    Chegou a hora da defesa técnica, acho que a defesa pública, a tentativa de desqualificar e intimidar PF e Procuradoria  não deu resultado 

    • Creio que a ideia de “defesa

      Creio que a ideia de “defesa técnica” já está perdida faz tempo, desde que a acusação deixou de ser “técnica” para ser político-partidária. A prova de que é assim está em todos os atos desse juiz-acusador Moro, dos procuradores-juízes como Dallagnol, do restrito “clube” das firmas privadas do ramo da comunicação social, de massa, o Instituto Millenium, basta examinar esses atos. Um dos mais gritantes atos é a falta absoluta de isonomia no trato da questão dos presentes que Lula recebeu durante sua presidência: que outro presidente do Brasil foi tratado da forma como ele está sendo tratado?

      ***

      Pessoalmente (como se isso fosse importante) não sei se seria amigo pessoal do Lula. Pelo que vejo nas manifestações e pela mídia, meus amigos pessoais são, em geral, de outro “jeito”. Mas não voto pelo sentimento de familiaridade com o candidato, não me sinto amigo nem do “simpaticíssimo moço da Bom-Brill”. Procuro votar no candidato que me parece mais adequado ao meu país no momento, no caso de eleições federais, ao meu estado, para as estaduais e por aí vai…

      • Vai deixar de se defender,

        Vai deixar de se defender, para afirmar que foi injustiçado ?

        Vai ter que fazer defesa técnica, até porque os advogados do presidente dizem que os fatos não se sustentam.

        Se não se sustentam, a defesa técnica é a medida

        Ficar jogando para a sua torcida, coisa que de fato os advogados vem fazendo, não resolve o problema,.

        Se nega a ir prestar depoimento na PF, afirma que não reconhece o Juiz como sendo o competente (quando o STF diz que o é) me parece uma estratégia equivocada

        O Lula precisa contratar um advogado com o qual ñão tenha relação pessoal. Os cumpadi Zanim e Texeira não estão fazendo a defesa do cidadão Luis Inácio, e sim do amigo Lula

        O mundo jurídico sabe que esse tipo de relação pessoal só atrapalha a defesa

        • Você está parendo com um

          Você está parendo com um judeu brigando por uma batata na fila da câmara de gás.

    • Engraçado que a defsa técnica

      Engraçado que a defsa técnica de Filma no Senado provou de tal forma que ela não cometeu crime de responsabilidade que muitos dos que a condenaram disseram que ela não cometeu crime, mas condenaram assim mesmo. 

      As acusações são políticas, a defesa tem que ser política.

       

    • Defesa técnica??? Vc tá

      Defesa técnica??? Vc tá brincando, né? Pode chamar todas asmaiores e melhores bancas pq processo político não tem defesa.  AP470 não teve defesa, dilma não teve defesa e Lula tb não terá pq foram denunciados pq precisavam das condenações. O que o MPF faz não é denúncia é encomenda. Está encomendando ao Judiciário condenações pra que haja simulação de julgamento.  Ninguém precisa ler nada de inquerito ou de denúncia pra saber o que está em jogo.

    • Seu posicionamento não

      Seu posicionamento não prospera. O IP é uma peça assiliar  da AP, tanto é que esta pode ser instaurada sem o IP. Ademais o IP é sigiloso, não se faz contraditório. Não existe ter que ler o IP para entender a Denúncia, a denúncia é a peça acusatória. Não existe querer imputar algo ao longo do processo por parte do MP, a denúncia tem de ser específica e direcionada na peça acusatório, com toda base de autoria e materialidade. Não existe denúncia genérica. Aconselho ler um pouco sobre CPP. 

      Ad agrumentandum, os IPs que investigavam tanto o Sítio como o Triplex foram arquivados. 

  13. Que liberalidade é essaProcuradores xingarem Lula,,Dilma no Face

    e em manifestações e depois emitiremi ndiciamentos inconsistentes e pendentes só de um lado do expectro plítico?

    Que liberalidade é essa Pocurador xingar PTi nas redes sociais, Juíz Moro virar  Palestrante regular  da LIDE do Senhor João Dória, do PSDB e candidato a Prefeito de São Paulo?

    Já repararam que esses caras nunca foram a uma entidade popular pra dizer a quem servem?

    Que liberalidade é essa do Juíz Moro faltar ao serviço para viaar regularmente aos Estados Unidos sem dar satisfação aos Brasileiros? 

    Sem transparência eu posso ficar na dívida: O quê que esse cara tá aprontando lá?

    As viagems são de carater pessoal ou institucional.?

    Se é institucional essas viaens foram decididas por quê critério? È uma decisão monocrática ?Qual o fundamento ao decidir tantas viagens logo e só  aos Estados Unidos? Pelo que sei osEUA não são a suorema corte mundial.

    Se pessoal ele pode faltar tanto ? dar tantas palestras ? Viagar tanto  e depois ser tão  rápido nas condenações?

     

     

  14.  
    … Fizeram gravações

     

    … Fizeram gravações ilegais e jogaram na Globo e no restante da máfia do *PIMG, grampos telefônicos criminosos envolvendo a legítima presidente da República Dilma Rousseff, reeleita [REELEITA!] democraticamente, mais de 54 milhões de votos.
    À época a Presidência da República anunciou que iria processar o mandante do crime hediondo, o tal DEMoTucano “juiz” **fascista [sérgio] ‘mor(T)o’!
    Mais um processo da série ‘ninguém sabe, ninguém viu”, bem ao estilo do ex-ministro da Justiça ‘Zé Tucano Cardoso’!

    *PIMG (Partido da Imprensa Mafiosa &$ Golpista)
    **o (ir)responsável pela gloriosa (sic) ‘Guantánamo da Província do Paraná’!
    O mesmo DEMoTucano que não consegue localizar o CEP da mansão da dondoca cheirosa ‘Cláudia Cruz Credo CU(nha)’!

    EM TEMPOS NAZIGOLPISTAS:
    em relação ao macabro episódio relatado acima,
    invoquemos o Ciro Gomes:
    “Se fosse nos EUA, o sérgio moro seria condenado à pena de morte.”

    E que joça de país é este?
    A Republiqueta das [FRAUDES surreais] do ‘CUnha TEMERário/TEMERo$$$o’ do Mundo!

    “Venham pra cá contar piadas de português e/ou subestimar a qualidade dos produtos paraguaios!”
    Risos!
    Para não chorar lágrimas de sangue!

    Ô!

  15. Uma denúncia que carrega em

    Uma denúncia que carrega em si própria a absolvição.

    Se o Partido dos Trabalhadores e seu presidente Lula, eram os responsáveis pelo esquema da Petrobrás, desde 2003, então porque a investigação da AP 470 – desde 2005 até 2012, que é chamada pela imprensa de Mensalão, não produziu, em seus oito anos, sequer um fato que relacionasse criminalmente o PT ou o ex-Presidente Lula à toda corrupção que posteriormente se descobriu na Petrobrás.

    Por impositivo trago novamente considerações, algumas já adiantadas por ocasião do julgamento da AP 470 “mensalão”, para refutar a nova investida do Ministério Público Federal contra o Partido dos Trabalhadores e mais especificamente contra o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva.

    Tais considerações nunca foram tão atuais, sendo que agora, com o tempo decorrido desde então, se mostram mais fortes e coesas.

    A acusação ao colocar os pejorativamente chamados mensalão e Petrolão, para fins de criminalização do PT, na mesma situação fática, faz com que esta, já em sua gênese, traga o germe da sua desconstrução.

    No caso, a AP 470, vulgo mensalão, constituiu-se num esforço descomunal para criminalizar o Partido dos Trabalhadores e o então presidente Lula.

    Na oportunidade, foi desenvolvido uma “força-tarefa” imensa, que envolveu todas as instâncias do poder, Câmara dos Deputados, Senado, o Ministério Público Federal, a Justiça Federal, desde sua primeira instancia até as últimas, consistentes nas figuras do Procurador Geral da República e dos Ministros do Supremo Tribunal Federal,  a Polícia Federal, a Justiça Estadual, do TCU à parte da Receita Federal, e todos tentando colher provas contra o Partido dos Trabalhadores e Lula, isso durante longos oito anos, para, ao final,  nada sendo encontrado, suprema ignomínia, condenarem Jose Dirceu e, à míngua de provas para tanto, arguirem fundamento espúrio, uma distorcida e deformada teoria do domínio do fato.

    Condenação esta expressa pela Ministra Rosa Weber numa frase que, por excelência,  sintetiza o absurdo levado a cabo, “não tenho provas mas a literatura jurídica me permite”.

    Pergunta-se novamente, frente não somente a estas colocações, mas considerando todo o tempo e as investigações que transcorreram em todos os anos em que se desenrolou este processo.

    Como é possível que durante todos os oito anos em que se desenrolou a AP 470, em que o PT foi sistematicamente investigado –  todo o tempo e sob todas as formas -, pois já naquela época queriam incriminar o Lula – nada encontraram, nem sobre o chamado mensalão, nem sobre nenhuma outra culpa, inclusive, por pertinente ao caso em tela,  RESSALTO, não encontraram nenhuma menção a Petrobras ou a corrupção nela existente.

    Reitera-se, não é possível que se houvesse envolvimento de Lula ou do Partido dos Trabalhadores, em relação a corrupção existente na Petrobrás, que nesse período em que foi devassada toda a história e condutas do partido,  não tivesse sido encontrada nenhuma prova, não tivesse sido colhida nenhuma evidência.

    Nenhum membro do Congresso Nacional viu, nenhum membro do Congresso Nacional soube de nada, o Ministério Público não viu, não soube de nada, a Polícia Federal não viu, a Policia Federal não soube de nada, a Justiça não viu, a Justiça não soube de nada.

    E não se fale que não houve esforço, pois houve, o que não havia, eram fatos incriminadores, nem culpa.

    Nesse caso, meus caros, a resposta é simples e lógica, e tem a força das coisas irrefutáveis, pois alicerçadas em fatos notórios, de conhecimento de qualquer um do povo.

    Pois bem.

    Primeiramente simples, porque este esquema não era, e não é do PT.

    Em segundo lugar, lógica, porque, se naquela oportunidade em que houve verdadeira devassa contra o PT e seus dirigentes, se houvesse alguma coisa, qualquer coisa, teria sido impossível que estas não tivessem sido usadas contra o PT, notadamente coisas em relação a Petrobras e as fraudes perpetradas pelos executivos e políticos de então, agora descobertas.

    Afastadas estas premissas, concluo e explicito a questão.

    É que, a fraude e a corrupção na Petrobras tem origem privada, e é isso que sistematicamente tenta se esconder, a corrupção ocorreu dentro de nosso sistema econômico privado, e não em razão da opção feita pela construção de um estado forte e com preocupação com o bem estar social.

    Por isso a corrupção na Petrobrás envolve políticos de vários partidos (PMDB, PSDB, DEM, PP e até do PT) mas, principalmente, envolve executivos mancomunados com grandes empresas, com o grande capital, que se especializou em corromper o estado (e políticos corruptos) e usá-lo para satisfazer seus interesse particulares em detrimento da coletividade, tudo isso mediado por todo um sistema de comunicações que não deixou durante todo este tempo, que investigações, ainda que incipientes viessem a público, e fossem denunciadas, divulgadas ou ampliadas.

    En passant, desta forma, eventual privatização da Petrobrás seria entrega-la aos que durante todo este tempo a roubaram.

    Finalizando este primeiro ponto.

    Assim, se por um lado, a investigação do “mensalão” que teve por objeto principal destruir o PT, em parte atingiu seu intento ao ver condenados, ainda que sem provas, alguns de seus maiores líderes (José Genoino e José Dirceu), por outro lado, demonstrou que nada havia na conduta do Partido dos Trabalhadores que pudesse incriminá-lo.

    Tentar agora, falaciosamente, unir coisas diferentes, é prova, primeiro de incompetência,  segundo de falta de honestidade intelectual e, terceiro, de ausência de imparcialidade e boa fé processual.

    Feitas estas considerações que, sem dúvida razoável, implodem este frágil castelo de cartas, passo a analisar outros pontos igualmente descabidos.

    Na denúncia, de igual sorte, outras ilações também não resistem a simples argumentações.

    Sobre a nova tentativa de revolver a natimorta tese de Projeto de Poder, trago novamente a colação considerações que colocam por terra tais teorias (http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-falta-de-logica-na-tese-do-stf-de-projeto-de-poder)

    A insustentável tese de Projeto de Poder.

    A tese levantada novamente na denúncia do MPF na Lava Jato, acerca da existência de um projeto de poder, consubstanciado na compra de apoios no Congresso, e que teria sido engendrada pelo PT e se configuraria em verdadeiro golpe, resulta em uma impossibilidade lógica e não resiste nem mesmo a um simples raciocínio. 

    Constituição Federal do Brasil – Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

    Como ninguém desconhece o Estado brasileiro é organizado de acordo com a teoria da tripartição do Poder do Estado (sistema idealizada por Montesquieu, em “O Espírito das Leis”), o qual  consiste em atribuir o exercício do Poder do Estado a órgãos distintos e independentes, cada qual com uma função específica, prevendo-se ainda um sistema de controle entre poderes, de modo que nenhum dos integrantes dos três Poderes pudesse agir em desacordo com as leis e a Constituição.

    Pois bem.

    Em um projeto de poder, não há margem para a existência de vestais, em nenhum dos poderes.

    Um partido (imbuído de tal intento) quando chega “ao poder”, controla o Executivo e, se tiver maioria no Congresso poderia controlar também este outro poder.

    Nesse contexto, a acusação feita pelo Ministro, de golpe e projeto de poder, prende-se à seara do Legislativo (objeto a ser controlado), uma vez que, como componente lógico, o Executivo seria a base de tal golpe (sujeito).

    Mas, e a última haste do tripé sobre o qual se sustenta o Estado??

    Num sistema em que o Presidente nomeia os Ministros da Suprema Corte, qual seria o sentido de um “projeto de poder” que não se ocupasse de tal mister???

    Quando se fala em projeto de poder, e golpe, não há meio termo, ou é poder, e ai, envolve as três esferas, ou, não há projeto.

    Assim é que, quando posta nos termos exatos, a tese de projeto de poder, não tem a mínima sustentação, e isso, por um singelo motivo, bastaria ao Executivo nomear pessoas comprometidas com o referido projeto (e os interessados, na qualidade de núcleo de poder teriam influência para tanto, ao menos minimamente).

    E, não se diga que tais nomes não seriam referendados pelo Congresso (Senado), pois esta componente também estaria sendo considerada previamente.

    Chegamos, deste modo, a este pequeno óbice a teoria do golpe.

    Neste ponto, eu chamo a atenção, e de plano afasto a possibilidade.

    Os Ministros  Cézar Peluso, Carlos Alberto Menezes Direito, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Lewandovski, Carmem Lúcia, Eros Grau…   ou seja, nenhum deles tem compromisso com qualquer projeto de poder do PT.

    Isso sem falar nos Procuradores Gerais da República (chefe do Ministério Público, que é por muitos considerado o quarto poder da República), onde Lula e Dilma sempre indicaram o escolhido em lista votada pelos  membros do próprio Ministério Público, sendo que, bastaria fazer como o Fernando Henrique Cardoso e indicar alguém de confiança, como o Geraldo Brindeiro, que ficou conhecido como engavetador geral da república, a despeito de não ser o mais votado da lista.

    E ai eu pergunto…  que projeto de poder é este … se está ausente um dos três componentes essenciais do poder de Estado… 

    Sem um deles não há poder…  sem um deles não há projeto de poder.

    E chego a conclusão simples…  tal tese é inconcebível…

    E, com a devida vênia…  não há domínio… não há fato…

    Prosseguindo.

    O absurdo da acusação de Lula, na qualidade de líder do Partido dos Trabalhadores, ser o Comandante Supremo dos esquemas de corrupção que lesaram a Petrobrás.

    Refiro-me a falta de nexo entre a acusação de Lula ser o responsável por toda a corrupção existente não só na Petrobrás, mas na Eletrobrás e inclusive no Ministério do Planejamento.  

    A absoluta falta de sustentação lógica deste tipo de factoides, travestido de denúncia, com vista a ter repercussão na mídia, que ocorre sem a mínima criticidade, causa espécie.

    Neste espaço vou ater-me a mais dois fatos.

    Foi veiculado, preteritamente que, durante a campanha eleitoral da presidente Dilma em 2010, que, segundo o delator Paulo Roberto Costa, que Antonio Palocci teria pedido ajuda para arrecadar 2 milhões de reais, para custear os gastos da campanha, e que este teria repassado tal pedido ao doleiro Youssef (alerta o delator, entretanto, que não sabe se o tal dinheiro teria sido repassado e, Youssef, que desconhece o pedido).

    Na mesma linha, inclusive está na denúncia, acerca de um pedido de empréstimo bancário, mediante contrato devidamente formalizado pelo Partido dos Trabalhadores, para honrar suas contas, no valor de R$ 12.000,000,00 (doze milhões de reais).

    Dados os fatos passo a análise.

    Convenhamos, tal denúncia, ao acusar Lula de instrumentalizar a Petrobrás e de ser o Comandante Supremo, o culpado-mor pelos desvios, acaba, por linhas tortas, nesta sua tentativa de criminalizar a ele e ao partido dos trabalhadores, de forma paradoxal, com estas narrativas, a inocentá-lo, pois a farsa montada não resiste nem mesmo a uma análise superficial.

    Explico.

    É logicamente inconcebível que, se fosse Lula ou mesmo o PT que detivessem o controle das ações criminosas de Cerveró, Barusco, Paulo Costa e de Youssef, que envolvem bilhões que este tivesse pedido dinheiro para a campanha para estas pessoas.

    Isso por um singelo motivo, quem detém o controle não pede participação, ao contrário, é quem destina o dinheiro.

    Ademais.

    O montante mencionado corroboraria a não participação do PT, nestes esquemas.

    Neste ponto, este é acusado de ter “pedido” 2 milhões de reais, num anunciado desvio de bilhões de reais.

    Repito novamente, tal ilação afigura-se absurda, pois ofende a lógica.

    Qual a participação de Lula, na qualidade de chefe de uma organização partidária, que seria responsável pelo desvio de vários bilhões, que, por inadmissível, ficaria “pedindo” ajuda para arrecadar  2 milhões, e, ao que consta nas reportagens da época, não levando nada.

    Na mesma seara, se Lula e seu Partido, fossem os chefes da corrupção de bilhões, como se explica que tiveram que se socorrer de empréstimo bancário devidamente formalizado para obterem R$ 12.000.000,00 e assim pagarem suas contas.

    Sim, estas contas que o partido não teve como pagar e por isso fez um empréstimo, seriam aquelas que alegam seriam pagas com valores da corrupção (de bilhões, diga-se de passagem).

    Porque fazer um empréstimo, com todo o rigor e formalismo que este tipo de operação envolve, se, conforme o Ministério Público, bastaria ter havido doações ou mesmos caixa 2, a serem determinados pelos Chefes do esquema.

    Não há nexo, não há lógica, apenas ilações, e por isso, a falta de provas.

    O que é inconcebível, não pode ser objeto de prova, por impossível por sua própria natureza.  

    Tais acusações, pela sua total falta de nexo, deveriam ter sido descartadas de plano, por inverídicas, no entanto, foram replicadas por diversos acusadores, políticos MP, Juízes, veículos da grande mídia e agora, por absurdo, passam a fazer parte integrante da denúncia, que por sua falta de verossimilhança revela-se inepta.

    • Estamos entregues ao delírio

      Estamos entregues ao delírio de quem pensa que o Brasiil cabe em seus atormentados devaneios.

  16.  
    ATENÇÃO PARCELA DO BEM DA

     

    ATENÇÃO PARCELA DO BEM DA NAÇÃO BRASILEIRADepois das próximas eleições municipais, a quadrilha nazigolpista irá fechar o regime!Sem dó nem piedade!”Ocês” lembram das medidas impopulares?Serão muito, muito pior! $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ Sobre a fase 2 do golpe, as eleições e o passaporte Por egrégio, intrépido e visionário jornalista Renato Rovai 16 /09/2016 (…) FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2016/09/16/sobre-a-fase-2-do-golpe-as-eleicoes-e-o-passaporte/

  17. Fornazieri deve ter entrado

    Fornazieri deve ter entrado pro index prohibitorum da Globo, depois de sua participação no recente programa Painel, com a Renata Lo Prete tendo que tirar a máscara de suposta imparcialidade “jornalística” com que cumpre seu papel de golpista. Mas para atenuar o papel da senhora, se estivesse o William Waak no comando do programa Fornazieri não teria sido convidado. 

  18. É por isso que sinto que

    É por isso que sinto que estou a viver em um país ocupado. Não há mais garantia alguma de que a Constituição e as leis sejam respeitadas pelo judicario de nossa antiga república. Há uma espécie de Estatuto em vigor, um Estatuto de ocupação que está acima da nossa antiga Constituição, e que é conhecido em sua inteireza penas por alguns poucos sintonizados com poder de ocupação. Um Estatuto que rege o país em nome de uma força maior dominadora. Nem sequer sabemos quem ou o que é de fato esta força superior e quem está a seu serviço direta ou indiretamente. Mas que me sinto em um país ocupado, sim, isto é verdade. 

  19. Turma de preto

    Prezado Fornazieri

    Bela análise. Só faltando, incluir abordagem sobre a eficiente participação da informação, de há anos fora de controle do Estado. Sem isso, o golpe seria muito complicado. Quem sabe, impossível. Depois que a turma de preto resolveu mostrar as caras nessa guerra suja contra Dilma/PT, bem à vista de todos, inclusive, nas gigantescas badernas pelas capitais contribuindo decisivamente para minar o formidável clima de confiança, interna e externa, na economia Dilma/PT de até junho de 20013, nada mais de muito importante poderá ser realizado no Brasil, sem levar em conta a grande força dessas facções. Certo?

  20. Ministério Público e a destruição da República.

    Os procuradores não podem ser juízes morais da nação. Isso é igual a pretenderem substituir a Deus e a todas as instituições políticas nacionais, inclusive ao povo. Temos de nos ater a duas coisas para fazer justiça: aos fatos e à lei. “Quando se cria uma lei movimento midiática, o que os nazistas faziam muito bem, não tendo uma lei fixa e que Moro e os procuradores estão fazendo, por exemplo, na condução coercitiva que contradiz a lei É a criação de um estado de exceção permanente onde cada ator faz o que quer ao arrepio da lei”. Quem são esses deuses de barro? Quanto mais controle social melhor! Educação Cidadã.

     

  21. Algumas reflexões:1 –

    Algumas reflexões:

    1 – Criminalizar a política é favorecer candidatos liberais, aqueles com o discurso de “vamos levar à vida pública as práticas da iniciativa privada”, ou seja, favorece ao PSDB e às empresas da iniciativa privada, entre ela – e capitaneando-as, a firma “Globo”. Assim, quando se fala em criminalização da política está se falando em enaltecimento do PSDB e em criminalização da democracia. Esse ponto me parece fundamental já que partidos liberais como esse PSDB surfam bem na onda de criminalizar a política, são partidos que querem que o que é, por sua natureza, público diminua, mingue… Eleger um privatista é detonar a coisa pública infiltrando-se nela.

    2 – A Lava Jato, coordenada pela iniciativa privada estrangeira e tendo apoio de firmas como a firma “Globo”, não titubeou em detonar com empresas nacionais, muito mais do que com seus gestores. Fez isso com as empresas de engenharia e com a Petrobras. Quantos desses 12 milhõe de desempregados trabalhavam não apenas nessas empresas mas em empresas fornecedoras? O que abrange desde, por exemplo, empresas que fornecem… que-sei-eu, brocas especiais até o cozinheiro do restaurante onde o pessoal dos escritórios das empresas almoçava. O moralismo da Lava Jato, comum a acusadores religiosos, não consegue atinar com essas questões. E nesse caso caberia a algum órgão com trânsito entre a Economia e a Justiça acusatório equilibrar esses dois lados. E antes que alguém venha com o argumento da economia globalizada, lembro que a globalização fortalece alguns país e desprivilegia a grande maioria de outros. Será que só empresas “globais” de outros países podem prosperar?

    3 – Leis pela “moralização” da Política só fazem os políticos buscarem novas formas para driblá-las. O que precisaria é um estímulo massivo ao desenvolvimento de uma nova cultura na forma de relacionarmo-nos todos com o estado e entre nós, uma cultura em que a lisura fosse “moda”. E estímulo insistente, durante anos, décadas, como política de estado e não de governo. Infelizmente tal estímulo deveria ser responsabilidade das empresas que atuam no ramo da comunicação social. E para piorar parece que querem transformar a TV Brasil, de produtora de conteúdo em simplesmente repetidora do sinal da TV Alckmin… ops! TV Cultura.

    4 – Por último e falando de comunicação social, é preciso ter em mente, creio, que o que está ocorrendo é uma grande, enorme e profunda propaganda política e não um acontecimento do Direito, tocada pela firma Globo, lembrando-nos de que propaganda política é muito mais do que mostrar candidato em horário político.

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