O movimento bolsonarista: o processo de destruição do outro e de si – 6, por Adriana Macedo

As trocas intersubjetivas, negociadas, consensuais, elaboradas, e as transubjetivas, que envolvem eventos compartilhados, são extremamente importantes para a transformação social.

Agência Brasil

O movimento bolsonarista: o processo de destruição do outro e de si

Parte 6 – Os afetos, a manipulação hegemônica e a luta

por Adriana Macedo

O movimento bolsonarista: o processo de destruição do outro e de si consistiu num conjunto de seis artigos que buscou compreender alguns mecanismos da produção da adesão a uma proposta política de eliminação do outro e de supressão dos próprios direitos. Tal aquiescência deu passagem a um líder fascistoide que implementa um projeto neoliberal e de extermínio. Uma conjunção específica entre diversos fatores configurou esse arranjo: a) o silenciamento de vozes dissonantes contra-hegemônicas que vinham ganhando visibilidade; b) um projeto neoliberal que, encontrando limites na vontade popular nas urnas, lançou mão da desqualificação das instituições do Estado Democrático de Direito e da política em geral; c) redes sociais que ampliam as vozes, mas também, através dos big data,segmentam a sociedade criando bolhas informacionais através de algorítimos; d) a invenção do outro como inimigo a ser eliminado; e) a aparição do líder com os quais os liderados não mantém uma relação de representação, mas de identidade; f) as redes de fakenews, que carrearam medo, construíram o inimigo e se valeram da segmentação das informações nas redes sociais. Os vários artigos da série endereçaram esses aspectos:

O primeiro artigo destacou o aprofundamento do sofrimento no neoliberalismo e o seu antagonismo fundamental às necessidades humanas mais essenciais. A inexorável insatisfação social foi direcionada por grupos reacionários nas redes sociais gerando processos de identificação e sensação de pertencimento, criando um canal de gestação da repulsa e direcionamento da ação a partir da construção do inimigo, tema do segundo artigo. Na produção do inimigo no interior dos processos de dominação, o dominador é concebido como modelo (cidadão de bem) e como vítima daquele que não é como ele se idealiza1; e o inimigo é apresentado como perigoso e responsável pelo sofrimento social inerente ao sistema. Nessa base, diversas formas de violência são socialmente construídas como boas e justas2. A ideia forjada do inimigo afeta o pensar, o sentir e o agir de toda a sociedade.

O ataque ao inimigo se acentua (1) quando as escolhas nas urnas não permitem radicalizar a implementação da agenda neoliberal e (2) com a ampliação, nas redes sociais, das vozes silenciadas, vozes que revelam as contradições dos discursos dominantes. Esse último tópico foi o tema do terceiro texto. A interação dos sujeitos com diferentes histórias de vida e saberes tem potencial para desencadear transformações nas formas como os sujeitos se vêem e pensam o mundo e o outro. Com isso abre-se o potencial de mudança das dinâmicas sociais injustas. Porém, novas formas de controle se desenvolvem. Algoritmos tanto filtram e direcionam informações, quanto disseminam fantasias produzidas sob medida para manipular eficazmente pessoas de diferentes “perfis”3. Essas novas técnicas psicopolíticas4 usadas pelo movimento reacionário acentuaram as resistências psíquicas1, erguendo barreiras ao conhecimento, silenciando novamente as vozes dissonantes. Veena Das afirma haver “contextos sociais nos quais o rumor às vezes pode desempenhar uma função crítica, enquanto em outros momentos pode criar condições letais para a circulação do ódio” 5. Os ventos de verdade potencializam a transformação estrutural, já os fantasmas podem gerar o caos.

Os artigos quarto e quinto observaram o trabalho árduo de desqualificação do sistema representativo para ganhar apoio popular ao golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, permitindo, assim, o forte avanço da agenda neoliberal. As emoções dos indivíduos foram mobilizadas de tal forma que desencadearam uma intensa aversão à política, inviabilizando os candidatos preferenciais do sistema. A direita tradicional perdeu o controle do processo por não conseguir abarcar a potência do desejo de ruptura com o sistema. Assim, a dominação “civilizada” do PSDB deu lugar à violência explícita de Bolsonaro. Buscou-se também compreender a relação entre a criação de um sentimento de ameaça constante, através da circulação de afetos como o medo, e o processo de identificação com o líder; relação que direcionou os sujeitos para o autoritarismo através de um mecanismo de vitimização e autodefesa. A ultradireita promoveu adesão mobilizando o medo e dirigindo a revolta para um movimento de ruptura com a democracia. A captura da insatisfação pela extrema direita poupou a lógica capitalista, e, sem romper com a fonte produtora do mal-estar, acentuou o sofrimento.

As estratégias psicopolíticas, direcionadas à mente humana4, são centradas na manipulação do pensamento a partir das emoções. Sendo a afetação um elemento fundamental nos processos de identificação, este último artigo da série debate os afetos. Se por um lado os afetos estão sujeitos à manipulação política, por outro, podem diminuir as resistências à alteridade e promover a união das lutas por justiça social e vida digna para todos. A identificação pelo que nos é comum é mais fácil. Contudo, é com a diferença que devemos dialogar na perspectiva da luta pelas liberdades e igualdades. O diferente pode assustar, mas também pode completar, acrescentar, trazer uma relação de prazer com o conhecimento. Mas, é necessário desconstruir a dimensão fantasmagórica que gera medo e coloca oprimidos como rivais.

A respeito dos conflitos entre hindus e sikhs no século XX na Índia, Veena Das observa como os rumores desencadeados a partir de determinados acontecimentos acionaram seletivamente elementos do passado, associando-os ao evento contemporâneo através de narrativas específicas. Essas formulações se centraram na motivação ou no caráter do outro grupo, atuaram “construindo imagens de si e dos outros”, gerando conflitos e desencadeando “atos reais de violência”5. A autora ressalta que embora indivíduos desses grupos se conhecessem, interagissem e se relacionassem, a “subjetividade da experiência”, da vida cotidiana, foi desfeita pelos rumores e assumiu a primazia uma “subjetividade descrita” que tem o potencial de “nos fazer experimentar eventos, produzindo-os no próprio ato de contar”5. Veena Das diz ainda que “Nessa produção e circulação do ódio, as imagens do perpetrador e da vítima eram frequentemente invertidas, dependendo da perspectiva a partir da qual as lembranças de eventos traumáticos e da violência cotidiana fossem vistas e revividas”. Nesse sentido, os grupos observavam o mesmo evento de perspectivas diferentes, e muitas vezes invertidas. No Brasil de hoje também vivenciamos tal dinâmica social em decorrência da circulação do medo como afeto central.

Dos elementos ressaltados por Das, é relevante destacar a provocação do estranhamento entre indivíduos que mantém laços comunitários, ou seja, que compartilham condições inerentes à mesma classe social, ou que são eventualmente da mesma família. Outro ponto importante é o deslocamento da “subjetividade da experiência” para a “subjetividade descrita”. Tal deslocamento indica a potência da magnitude da afetação emocional sobre a racionalidade, afastando o sujeito de todo o conhecimento trazido pela sua experiência na interação entre sujeitos com posições dissonantes. A experimentação sustentada da emoção negativa “no ato de contar” atesta o perigo que o outro representa, mesmo quando suas próprias vivências indicam o contrário. Um vizinho, sempre bem quisto, pode se tornar a ameaça, ser hostilizado e denunciado. Seu corpo o alerta do perigo.

Para Zizek, esse novo sujeito pressuposto, produzido pelo ódio e pela ameaça, “[…] não é, portanto, outro ser humano com uma vida interior rica e cheia de histórias pessoais, que narra a si mesmo a fim de adquirir experiência de vida dotada de sentido, uma vez que uma pessoa assim não pode, em última análise, ser um inimigo. “Um inimigo é alguém cuja história não se ouviu””. Para esse autor, “as barreiras simbólicas protetoras” mantêm os “outros a uma distância adequada”. A “dimensão fantasmagórica”, construída, é o inimigo tornado real, a quem se tenta destruir. Há “uma ligação direta entre a violência ontológica e o teor da violência social (da manutenção das relações de dominação impostas) atinente à linguagem”. “Não se trata daquilo que são […], mas de uma determinação que determina o próprio ser e a existência social dos sujeitos interpretados”2. Essas passagens de Zizek apontam outro elemento importante: aquele amigo que pertence ao grupo inimigo é visto como uma exceção e a pertença é vista como uma falha, uma contradição.

A polarização faz parte da sociedade, que tem em seu interior grupos com interesses conflitantes. Assim, a polarização não é, em si, uma preocupação. O que é nefasto para a vida social é o fato das técnicas psicopolíticas sustentarem, ao longo do tempo, efeitos semelhantes aos relatados por Veena Das e colocarem em conflito sujeitos cujas diferentes condições de vulnerabilidade social são combustível para a sustentação da ordem social injusta vigente, dificultando a identificação entre eles e sua mobilização. Outra questão crítica é a suspensão de qualquer possibilidade dialógica entre esses indivíduos num contexto no qual a pessoa é rotulada ao falar e a escuta é automaticamente fechada. A recusa é afetiva antes de tudo e as relações superficiais e procedimentais dificultam enxergar o outro grupo para além da sua aterrorizante dimensão simbólica forjada. É com esses indivíduos em mente que este texto é escrito.

Os afetos e o resgate da memória têm papel central na construção das representações sociais. Considerando que “um homem que pensa é sempre um homem afetado” e que a memória é impregnada “de certo olhar sobre o mundo e sobre os outros”, Le Breton conclui que as emoções “obedecem a lógicas pessoais e sociais”6. As novas técnicas de poder4 agem eficazmente criando e sustentando um abismo2 entre os dominados a partir da própria interação de cada sujeito nas redes, mantendo as vozes hegemônica e anti-hegemônica separadas e em conflito, não só nas redes, mas também no cotidiano. Veena Das nos diz que “impulsionadas aos espaços públicos”, as “imagens negativas e odiosa”, de ambos os lados, formam “a gramática do inconsciente” por meio do qual os eventos são “gerados e interpretados”. Os dispositivos de controle psicopolítico foram tão potentes no Brasil que, especialmente a partir de 2013, interromperam o diálogo entre familiares e conhecidos, não deixando espaço para trocas intersubjetivas sobre temas tabu. O silenciamento das vozes dissonantes está operando radicalmente dentro e fora das redes.

De acordo com Le Breton, “o mundo é um vai e vem entre a sensação das coisas e a sensação de si”. Considerando que “antes do pensamento, há os sentidos”, a representação da realidade decorre de “uma infinidade de percepções […] segundo os ângulos de aproximação, de expectativas de pertenças sociais e culturais”7. Uma soma de mudanças vem fechando esse movimento de vai e vem e o contato entre as diferentes representações sociais. O interesse empresarial na expansão da educação à distância minimiza as trocas mais diretas, tornando o outro, enquanto sujeito, mais distante. Adicionalmente, as trocas subjetivas e intersubjetivas emancipadoras são bastante limitadas pelas redes sociais, pois, os algoritmos e as fakenews dirigidas sob medida para grupos específicos gestam e mantém o ódio, criam inimigos e fecham a escuta justo onde deveria haver troca, na diferença. As trocas subjetivas já possuem seus limites e as bolhas informacionais transformam os limites em abismos. Eventos atuais no campo musical servem de exemplo de como essa margem já era estreita.

Muitas músicas são potentes na denúncia da opressão, na exposição do sofrimento social, na crítica das dinâmicas sociais estruturadas e estruturantes e na afirmação do desejo de mudança. Muitos sujeitos se identificam em tais letras. Porém, não necessariamente eles compreendem a partir de que lugar a crítica é pensada. A interpretação dada pelos sujeitos pode se descolar do contexto no qual a letra foi criada. Músicas adotadas por movimentos de direita levaram à justificada revolta de seus cantores e compositores pelo uso impertinente8. Adicionalmente, músicos foram criticados por fãs ao defenderem a posição política que está incorporada nas letras tão apreciadas por eles9,10.

As trocas intersubjetivas, negociadas, consensuais, elaboradas, e as transubjetivas11, que envolvem eventos compartilhados, são extremamente importantes para a transformação social. Abordamos, em trabalho anterior12, a importância das emoções e das trocas inter- e transubjetivas no conhecimento. Sem tais trocas, torna-se mais difícil a expansão da consciência e, consequentemente, o avanço na construção de bases sociais mais justas e cooperativas, que abarquem a todos.

Nos artigos iniciais tratamos da atomização cada vez mais acentuada do sujeito na contemporaneidade e do sofrimento relacionado à carência de relações sociais substanciais, não abarcadas pela lógica utilitarista capitalista. É central que os grupos progressistas atentem para essa necessidade social de fazer parte. Os avanços das últimas décadas se deram majoritariamente no campo material, mas as necessidades humanas vão para muito além disso. Embora a sociedade como um todo tenha demonstrado, em eleições presidenciais consecutivas, o acordo com as políticas de inclusão, esse apoio não resistiu a uma política que se direcionou às emoções e à psique. É fundamental considerar o desejo de pertencimento, acolhimento, reconhecimento, segurança e prazer, e desvendar a impossibilidade de realização de tais desejos na lógica capitalista.

Neste artigo que finaliza esta série, tornou-se imperativo destacar que o processo de conscientização não é exclusivamente intelectual, é preciso envolvimento, é preciso afetar e ser afetado. Veena Das5 tem o cuidado de ressaltar que os grupos não são homogêneos, havendo indivíduos capazes de tomar a perspectiva do outro. É fundamental que não façamos generalizações. Marta Kohl observa que o pensamento é heterogêneo por natureza. Diferentes atividades e práticas culturais, sentidos e significados, distintas histórias de vida e experiências, com meios semióticos ou instrumentos peculiares, dentro de uma mesma sociedade, resultarão em diferentes modos de fazer e de pensar13. Assim, é importante que a desconstrução se dê na vida cotidiana, sendo necessário o afastamento do exclusivismo da lógica racional-procedimental capitalista e a valorização das trocas substantivas.

O movimento de aproximação sem um trabalho de expansão da consciência é nasce amputado; nessa categoria estão os trabalhos comunitários que se restringem à assistência e à prestação de serviços. Do outro lado, o trabalho de conscientização sem acolhimento também deixa um vazio a ser preenchido por quem abarca o sofrimento. Grupos reacionários de base político-religiosa, por exemplo, souberam fazer muito bem essa leitura e implementar esse duplo movimento. Os grupos de pertença tiveram grande peso em meio à circulação de informações e contrainformações que causaram sensação de não saber no quê ou em quem confiar. Em meio à dúvida, se crê no grupo ou nos líderes nos quais se confia, o crédito é dado à informação, mesmo que falsa, gerando o fechamento da escuta a vozes divergentes, ainda que verdadeiras. Pessoas progressistas que participavam de diversos grupos se viram minoria em muitos deles, desacreditadas antecipadamente quando o assunto mudou para algo que era pouco debatido, ou seja, quando a política chegou ao espaço público. Os encontros no trabalho, no curso, nas atividades físicas e de lazer não permitem pensar a sociedade para além dos limites da lógica capitalista.

Le Breton afirma que “toda socialização é a restrição de uma sensorialidade possível”7. As dinâmicas de controle hegemônico cerceiam as potencialidades e o alcance do conhecimento dos sujeitos. Se algumas arenas são de confronto e embate, os espaços do cotidiano têm momentos de construções mais tranquilas e negociadas e não devem ser abandonados. A tensão sustentada cansa, mas o prazer no saber não. Entre nós, é necessário que os afetos positivos circulem, e os debates e lutas também. É preciso pensar o pensamento14 no concreto da vida, ou criar espaços nos grupos para abarcar necessidades de diversas ordens, inclusive de acolhimento, pertencimento, reconhecimento. É ainda importante a compreensão coletiva dos limites de atuação dentro das instituições desse sistema. Essa perspectiva afasta as desilusões tão marcantes nesse movimento reacionário construído em torno do tema da corrupção, que é inerente à dinâmica capitalista. Não há salvadores, o que há somos nós em processo constante de busca pelo conhecimento e por mudança, logo, em processo de transformação.

Os sujeitos contemporâneos pertencem a e transitam em vários grupos. Por afinidade e a medida em que se transformam, se afastam de uns e se aproximam de outros, de acordo com seu entendimento da realidade, com suas necessidades e afinidades eletivas. Grupos são heterogêneos e pessoas estão em etapas diferentes no processo de desconstrução. Não se trata de propugnar por uma homogeneidade, mas sim que as ideias possam circular livremente, sem algoritmos e formação de ilhas, de forma a gerar reflexão e descolonização das mentes. As transições não podem ser forçadas. As barreiras psíquicas e sociais são grandes e a desconstrução não se dará sem que se considere a centralidade dos afetos gerados nas relações. Alguns se abrem à curiosidade, outros criam barreiras defensivas. A necessidade de relações sociais substantivas é algo que não pode se realizar no sistema capitalista, voltado para o uso do outro. Falta abarcar essas necessidades tão essenciais de pertencimento e reconhecimento visando ao fortalecimento dos laços, das redes e das lutas.

Na interação com representações sociais não hegemônicas, a sensibilização será maior em relação a certos temas que a outros. Os indivíduos são tocados de formas diferentes, a partir de suas trajetórias e experiências de vida. O “sujeito colonizado” foi forçado a “desenvolver uma relação consigo mesmo(a) através da presença alienante do outro branco”1, homem, rico, heterossexual, do norte global. Assim, a capacidade de olhar a si e ao mundo pela perspectiva do outro é processual e não se dará sem a construção de laços, sem identificação. A intersecção entre raça, gênero, classe, orientação sexual e ecologia não deve ser perdida de vista, o intercruzamento desses fatores na dinâmica capitalista deve ser desvendado. Kilomba1 aponta que o reconhecimento dos privilégios é o primeiro passo para a conscientização da necessidade de reparação dos erros históricos e da construção de relações sociais em novas bases. Nesse sentido, a política do cancelamento só corrobora o movimento de fechar o diálogo que já está em curso nas técnicas da psicopolítica. É necessário um movimento contrário.

Agradecimento: A Gisele Araújo, uma orientadora especial e generosa que não só me ajudou a chegar à forma final desse conjunto de seis textos, como também viabilizou sua divulgação. 

1KILOMBA, Grada. A máscara. In: Memórias da plantação: episódios do racismo cotidiano. Rio de janeiro: Copogó, 1.ed, p. 22-46, 2019.

2ZIZEK, Slavoj. Violência. 1. ed. São Paulo: Boitempo Editorial, 2014.

3Privacidade Hackeada. Direção de Jehane Noujaim e Karim Amer. Netflix. 2019.

4HAN, Byung-Chul. Psicopolítica – o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Belo Horizonte: Editora ÂYINÉ. 2018. Tradução de Maurício Liesen.

5DAS, Veena. Vida e Palavras: a violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Unifesp, 2020.

6LE BRETON, David. Antropologia das emoções. Petrópolis: Vozes, 2019.

7LE BRETON, David. Antropologia dos sentidos. Petrópolis: Vozes, 2016.

8UOL. Arnaldo Antunes vai à Justiça contra música dos Titãs em ato pró-Bolsonaro. Uol, 2020. Disponível em:< https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/02/25/arnaldo-antunes-vai-a-justica-contra-musica-dos-titas-em-ato-pro-bolsonaro.htm>.

9SEABRA, Daniel. Ficou surpreso com o posicionamento de Roger Waters? Não foi a primeira vez. Conheça a carreira do ex-Pink Floyd. Estado de Minas, 2018. Disponível em:<https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2018/10/10/interna_politica,996213/ficou-surpreso-com-o-posicionamento-de-roger-waters-nao-foi-a-1-vez.shtml>.

10Revista Rolling Stones. Fãs se revoltam ao descobrirem que Rage Against the Machine e System of a Down são bandas políticas – pois é, em pleno 2020. Rolling Stones, 2020. Disponível em:< https://rollingstone.uol.com.br/noticia/fas-se-revoltam-ao-descobrirem-que-rage-against-machine-e-system-down-sao-bandas-politicas-pois-e-em-pleno-2020/>

11JODELET, Denise. O movimento de retorno ao sujeito e a abordagem das representações sociais. Sociedade e Estado. v. 24, n. 3, p. 679-712, 2009.

12MACEDO, Adriana Ribeiro; SILVA, Sérgio Luiz Pereira. O lugar do corpo na escola: ensaio sobre o corpo no debate dialógico sobre direitos humanos. In: PASSOS, Pâmela Santos; MULICO, Lesliê Vieira. Educação e Direitos Humanos na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Vol 6, João Pessoa: IFPB, 2019.

13De OLIVEIRA, Marta Kohl. Ciclos de vida: algumas questões sobre a psicologia do adulto. Educação e Pesquisa, v. 30, n. 2, p. 211-29, 2004.

14ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. O esclarecimento. In: Dialética do esclarecimento. Rio de janeiro: Zahar, 1985.

Adriana Macedo é Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Extensão e Pesquisa Social (LIEPS/IFRJ) e do Núcleo de Estudos do Movimento Humano (NEMOH/UFRJ). É especialista em Biomecânica, Mestre e Doutora em Engenharia Biomédica (COPPE/UFRJ) e Graduada em Ciências Sociais na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

Os cinco primeiros foram publicados no GGN nos seguintes links:
Parte 1 – O movimento bolsonarista: o neoliberalismo e a defesa do autoritarismo, por Adriana Macedo | GGN (jornalggn.com.br)
Parte 2 – O movimento bolsonarista: o processo de destruição do outro e de si II, por Adriana Macedo | GGN (jornalggn.com.br)
Parte 3 – O sujeito neoliberal, a vulnerabilização de si e o autoritarismo, por Adriana Macedo | GGN (jornalggn.com.br)
Parte 4 – A figura do líder e o tiro que saiu pela culatra na política brasileira, por Adriana Macedo – GGN (jornalggn.com.br)
Parte 5 – Medo, fakenews e os sujeitos neoliberais que se autodestroem pens (jornalggn.com.br)

1 Comentário

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Manoel Delgado Martins

- 2022-01-30 07:25:31

A consciência aflora e cresce na luta, na ação direta; conseguimos conquistar adversários, quem pensa diferente. Acredito que a ação vale mais que o discurso, como por exemplo, Gandhi e Guevara. A comunicação e a empatia são importantes. Pode parecer fútil, mas prefiro dizer diferentes níveis de consciência a atraso das massas. Também necessitamos muita humildade e autocrítica sobre os equívocos ocorridos no nosso campo democrático popular!

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