6 comentários

  1. Texto
    Texto interessantíssimo!
    Curiosamente semana passada tive que chamar a atenção por três vezes de um amigo coxinha. Ele estava rebatendo argumentos não utilizados.
    Vc fala uma coisa o cara responde outra que não tem qualquer relação com o que foi dito por vc.
    Difícil e aparentemente é a regra!

  2. Brilhante, Nassif.
    Se

    Brilhante, Nassif.

    Se possível, mantenha por mais tempo essa informação no Blog. É imprescindível à reflexão. Mantenha acesa essa chama. Pode vir a ser uma  ferramenta de educação política das mais promissoras.

    “O Diálogo acontece por meio de uma paulatina “dissolução” das individualidades na coletividade, com surgimento de um “ser” coletivo (o grupo). Essa dissolução conduz não a uma cessação dos conflitos mas, paradoxalmente, ela leva a um aprofundamento desses conflitos. Isso porque o conflito já não é mais entre as individualidades daquelas pessoas, e sim apenas entre os pensamentos delas (é isso mesmo: o método propicia uma dissociação entre as pessoas e os seus pensamentos). A partir daí, a exploração dos conflitos permite tomá-los como diversidade, a ser aproveitada pelo grupo como um rico manancial para a construção de soluções inovadoras. No final das contas, aquele que “descobre” a inovação que solucionará o problema não será ninguém em particular, mas o grupo como um todo.”

    Resumo da ópera: Tudo se resolve no coletivo! E possivelmente de modo civilizado. Dialética em estado puro!

    Mas, vá dizer isso pra um Reinaldo, pra um Constantino, pra um WW dos Marinho, pra um determinado rentista, pra um determinado juiz ou pra um banqueiro… (preconceitos de minha parte?)

    Seja como for, valeu, GGN.

    Algumas observações:

    1- “O Diálogo pode ser empregado em toda e qualquer conversação. Bohm, contudo, o viu como ferramenta para uma superação construtiva dos conflitos, por mais graves que sejam.”

    Nesse sentido, há alguma possibilidade de diálogo ou solução pacífica em situação não de conflito, mas, sim, de confronto aberto? E não seria esse o caso da luta pela hegemonia mundial que fomentou e apoiou moralmente o golpe de Estado na Ucrânia e que abre precedente para o acirramento definitivo de uma perigosíssima e derradeira conflagração mundial?

    2- Embora correndo o risco de repetir o texto, entendo que haja o diálogo uma das premissas fundamentais é a motivação. O que por sua vez jamais existirá sem a firme convicção de que o embate de ideias (contrárias) sempre resultará numa síntese ou num consenso necessariamente em nível mais culto, mais humano e mais elevado que as teses ou argumentos iniciais. E mais, nada disso poderá ser alcançado sem a firme decisão em suprimir temporariamente ou em abolir as resistências ou os preconceitos em relação às ideias contrárias, do outro.

    Enfim, o tempo passa e a maiêutica de Sócrates continua irreparável.

    Tese: Karl Marx

    Antítese: Hitler

    Síntese? … Bumm!? Haverá ainda uma síntese possível? Respondam aqueles que ainda tiverem o poder do diálogo.

    Ou… será que na delicadíssima [e ferocíssima] conjuntura atual, apenas um dos termos [ou a tese ou a antítese!], prevalecerá?  Parece que com o fim da URSS a referida luta pela hegemonia mundial tornou-se inexorável, irreversível, e já extrapolou o universo da política ou qualquer possibilidade de negociação, ou não? Entendo que com a globalização tentaram desmontar a China. Deram com os burros n’água! O que querem mais?

    Lembrei-me do “Consenso” de Washington [consenso?]; esse mesmo, o pai ideológico do neoliberalismo efeagacênico.

    Brilhante, Nassif.

    Se possível, mantenha por mais tempo essa informação no Blog. É imprescindível à reflexão. Mantenha acesa essa chama. É ferramenta de educação política das mais promissoras.

    “O Diálogo acontece por meio de uma paulatina “dissolução” das individualidades na coletividade, com surgimento de um “ser” coletivo (o grupo). Essa dissolução conduz não a uma cessação dos conflitos mas, paradoxalmente, ela leva a um aprofundamento desses conflitos. Isso porque o conflito já não é mais entre as individualidades daquelas pessoas, e sim apenas entre os pensamentos delas (é isso mesmo: o método propicia uma dissociação entre as pessoas e os seus pensamentos). A partir daí, a exploração dos conflitos permite tomá-los como diversidade, a ser aproveitada pelo grupo como um rico manancial para a construção de soluções inovadoras. No final das contas, aquele que “descobre” a inovação que solucionará o problema não será ninguém em particular, mas o grupo como um todo.”

    Resumo da ópera: Tudo se resolve no coletivo! E possivelmente de modo civilizado. Dialética em estado puro!

    Mas, vá dizer isso pra um Reinaldo, pra um Constantino, pra um WW dos Marinho, pra um determinado rentista, pra um determinado juiz ou pra um banqueiro… (preconceitos de minha parte?)

    Seja como for, valeu, GGN.

    Algumas observações:

    1- “O Diálogo pode ser empregado em toda e qualquer conversação. Bohm, contudo, o viu como ferramenta para uma superação construtiva dos conflitos, por mais graves que sejam.”

    Nesse sentido, há alguma possibilidade de diálogo ou solução pacífica em situação não de conflito, mas, sim, de confronto aberto? E não seria esse o caso da luta pela hegemonia mundial que fomentou e apoiou moralmente o golpe de Estado na Ucrânia e que abre precedente para o acirramento definitivo de uma perigosíssima e derradeira conflagração mundial?

    2- Embora correndo o risco de repetir o texto, entendo que haja o diálogo uma das premissas fundamentais é a motivação. O que por sua vez jamais existirá sem a firme convicção de que o embate de ideias (contrárias) sempre resultará numa síntese ou num consenso necessariamente em nível mais culto, mais humano e mais elevado que as teses ou argumentos iniciais. E mais, nada disso poderá ser alcançado sem a firme decisão em suprimir temporariamente ou em abolir as resistências ou os preconceitos em relação às ideias contrárias, do outro.

    Enfim, o tempo passa e a maiêutica de Sócrates continua irreparável.

    Tese: Karl Marx

    Antítese: Hitler

    Síntese? … Bumm!? Haverá ainda uma síntese possível? Respondam aqueles que ainda tiverem o poder do diálogo.

    Ou… será que na delicadíssima [e ferocíssima] conjuntura atual, apenas um dos termos [ou a tese ou a antítese!], prevalecerá?  Parece que com o fim da URSS a referida luta pela hegemonia mundial tornou-se inexorável, irreversível, e já extrapolou o universo da política ou qualquer possibilidade de negociação, ou não? Entendo que com a globalização tentaram desmontar a China. Deram com os burros n’água! O que querem mais?

    Lembrei-me do “Consenso” de Washington [consenso?]; esse mesmo, o pai ideológico do neoliberalismo efeagacênico.

    • Prezado Sr. Mário Alves,

      Em atenção às suas duas perguntas, lhe digo que os participantes de um grupo de Diálogo precisam querer construir juntos algum denominador comum – do contrário, eles sequer se sentarão juntos para conversar.

      Por exemplo, no caso da conciliação nacional na África do Sul para superação do refime do apartheid, todos tinham muito a perder caso a conciliação fracassasse, e a transição se efetuasse de forma sangrenta (como aconteceu no país vizinho, Zimbábue). A maioria negra queria salvaguardar o estágio de desenvolvimento já alcançado pelo país (um dos mais desenvolvidos, senão o mais, no contexto africano). E a minoria branca queria resguardar sua pele e suas propriedades.

      No caso do Brasil de hoje, teria que haver tanto predisposição para uma conciliação quanto – e esse é o requisito que mais fará falta – que a maior parte da população se sentisse representada pelos interlocutores.

      Abraços.

       

       

      • Prezado Ruben Bauer

        Prezado Ruben Bauer Naveira,

        Agradeço imensamente sua gentileza e desprendimento.

        E, sim, quanto à realidade local, tenho notado que a desinformação, a distorção e a respectiva manipulação política de parte da população, especialmente dos mais jovens, cresce assustadoramente, o que, parece, exige ação rápida, e de estadistas, inclusive.

        Claro que parte significativa do ódio veiculado através da Internet decorre mesmo da novidade de poder dizer livremente o vier à cabeça, de processos de autoafirmação e do poder comunicacional próprio desta tecnologia e, talvez, até mesmo, pela postura unilateralmente republicana defendida e praticada pelo Governo Federal, o que, por sua vez, permite a multiplicação da insensatez e de atos de barbárie.  Seja como for, creio, no entanto, que se trate de fenômeno comparável a um movimento de onda e que mais dia menos dia refluirá.

        Assim, qual o diálogo possível? Em qual instância ou instâncias, ou em que fórum, ele deveria se dar? E como você bem observou, com qual motivação real e com quais interlocutores?

        O risco é a inexistência de parâmetros que possam ser úteis para medir quando poderia se dar – naturalmente – tal descenso, especialmente se, a exemplo do que ocorreu na Ucrânia, o grosso da manipulação política estiver mesmo sendo fomentada por interesses e recursos publicamente inconfessáveis, decorrentes de geopolítca externa.

        De mais a mais, não temos certeza de quão significativo e em que grau o referido ódio não decorre de influência externa. Ou, a exemplo do que ocorreu na Ucrânia, e no Brasil em 1964, não temos como comprovar se o grosso da manipulação política atual não esteja sendo fomentado por interesses e recursos alienígenas publicamente inconfessáveis e em decorrência de ações externas criminosas. 

        Já no que tange à realidade global, percebo que o imperialismo chegou a um típico divisor de águas: ou domina tudo, globalmente, ou ruirá terminantemente. De fato, parece já não haver mais circunstâncias  para um diálogo em prol da Humanidade. Tese/antítese, sim, é evidente. Síntese… porém, qual? Onde se escondeu a esperança?

        Tudo de bom, mais uma vez, obrigado,

        Abraço,

        Mário.

        PS.: Considerei formidável o parágrafo que mostra a formação do caráter genérico do comerciante.

         

         

  3. David Bohm é um pensador

    David Bohm é um pensador brilhante, profundo e original. Foi uma das, senão a pessoa, que primeiro identificou a Mecânica Quântica como a evidência de que a natureza é não-local. Isso era tabu na época em que li: The Wholeness and The Implicate Order.

    Toda a Física foi construida a partir de uma Matemática local, o cálculo diferencial e seus desdobramentos na geometria, topologia e álgebra. Ao que tudo indica existe uma cumplicidade misteriosa entre a consiência individual e a linguagem local da Matemática e isto explica a estranhesa e a enorme confusão que se faz, hoje em dia sobre a natureza dos processos quânticos. É certo que a visão que se tem hoje de espaço, tempo e espaço-tempo necessitará de uma profunda revisão que abalará todo um quadro estabelecido de modelos da realidade. Talvez a humanidade terá que aguardar o nascimento de um gênio, que ao partejar uma nova forma de Matemática Não-local tornará a formulação dos fatos que possuimos hoje numa grande unificação…

    Os experimentos que estão saindo dos laboratórios atuais nos mostram fatos estarrecedores: coerência a longa distância sem transmissão de informações, decisões tomadas no futuro que influenciam fatos passados, partículas “Santo Antônio” que ocupam diferentes pontos do espaço e são pontuais, atributos de partículas que podem ser transmitidos sem as mesmas e etc. Tudo indica que o Universo é um gigantesco campo (no sentido matemático do termo) do qual toda a criação à nossa volta e nós mesmos não passa de excitações deste.  

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