O Estado de São Paulo tem 40% dos presos do país, não obstante tenha menos de 30% da população. O governador, tentando explicar a disparidade e porque 135 dos 155 presídios tinham superlotação, certo de que não poderia dizer que o paulista é mais propenso a delinquência, preferiu afirmar que no Estado a polícia prende mais. O Estado tem 206.954 presos e déficit de 83.506 vagas.
Como se diz abertamente em política, construir presídios e redes de esgoto, não dá voto. Em todos os estados elas são deficitárias.
O que assusta é o crescimento do número de presos, que dobrou nos últimos dez anos.
Uma das explicações está nos valores vigentes no capitalismo liberal. Quanto mais crescimento econômico, ao contrário do que se poderia esperar, cresce bem mais a criminalidade. Por isso, São Paulo bate os demais estados e, por isso, os EUA deixam longe qualquer outro país do mundo tem termos de população carcerária.
Tudo indica que também cresce mais do que a economia a deterioração dos valores sociais e humanitários, e o número de indivíduos que quer cortar caminho para situações privilegiadas na sociedade de consumo.
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