Sobre os Cagnazzos e Graffiacanes que vomitam injustiças no STF, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Sobre os Cagnazzos e Graffiacanes que vomitam injustiças no STF

por Fábio de Oliveira Ribeiro

A acusação de plágio que pesa sobre Alexandre de Moraes é grave. Mais grave, porém, é o silencio obsequioso dos 10 membros do STF que sentarão ao lado dele caso o Senado aprove a indicação de Michel Temer.

Os senadores encarregados de entrevistar Alexandre de Moraes são ou serão réus em processos a cargo do STF. Infelizmente, a regra do jogo permite a eles escolher e empossar os membros daquele Tribunal. Não é segredo guardado na Venezuela ou em Cuba, que o STF ora obedece as regras ora as contorna, sempre para prejudicar petistas ou para beneficiar tucanos e peemedebistas.

No Mensalão do PT todos os réus foram julgados pelo STF, inclusive aqueles que renunciaram e originalmente não tinham foro privilegiado. No Mensalão do PSDB a regra foi outra: quem renunciou ao cargo ganhou o inexplicável privilégio de ser julgado na primeira instância de seu próprio Estado.  

Lula foi impedido de assumir um Ministério apesar de não ser delatado na Lava Jato. O Angorá, que as vezes também atende pelo nome de Moreira Franco, foi autorizado pelo STF a ser Ministro justamente porque recebeu propinas (como vários deputados, senadores, governadores e até membros do Judiciário).

Dilma Rousseff não foi julgada de acordo com as regras. A fraude do Impedimento é evidente por dois motivos singelos:  quando assumiu interinamente a presidência durante viagens de Dilma ao exterior o vice-decorativo Michel Temer também assinou pedaladas fiscais; após a presidenta eleita pelos brasileiros ser deposta, o vice-golpista foi autorizado a pedalar e tem feito isto constantemente para felicidade geral dos banqueiros. A petista Dilma Rousseff não pode escolher os membros do tribunal que cassaram seu mandado. Os inimigos políticos dela poderão garantir seus próprios mandatos com ajuda de Alexandre de Moraes e de outros ministros do STF.

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A economia brasileira afunda, mas a imprensa defende com garras e dentes o usurpador que distribui largamente verbas publicitárias enquanto reduz os direitos sociais da população carente. Mais propaganda e menos educação e saúde. É fácil sumarizar o sucesso midiático do (des)governo Michel Temer.  Mas ele não teria chegado onde chegou sem a ajuda providencial do STF, pois o tribunal se recusou a mandar Eduardo Cunha para a prisão antes dele iniciar o Impedimento mediante fraude. E depois garantiu o tramite daquela excrescência jurídica rejeitando todas as medidas judiciais interpostas pela vítima.

Tudo bem pesado, o plágio cometido por Alexandre de Moraes é apenas um pecadilho sem maior importância se comparado ao assassinato da soberania popular e à destruição do regime constitucional promovido por deputados, senadores e ministros do STF com ajuda da imprensa. De fato e de direito o candidato indicado pelo usurpador Michel Temer para a vaga deixada por Teori Zavacki será apenas mais um Cagnazzo ou Graffiacane na infernal Divina Comédia que segue sendo, por maioria de votos, julgada procedente nas catacumbas do STF.

Em algum momento, porém, a população brasileira perderá a paciência.  E então todos, inclusive os supremíssimos cidadãos-bandidos eternamente acima das Leis, serão obrigados a descer à terra ou a ser devorados pelos vermes embaixo dela. Toda revolução é produto de um déficit de justiça. E no Brasil, país em que milhares de juízes, promotores e procuradores ganham acima do teto, a própria justiça já está provocando déficits fiscais. 

3 comentários

  1. “A acusação de plágio que

    “A acusação de plágio que pesa sobre Alexandre de Moraes é grave. Mais grave, porém, é o silencio obsequioso dos 10 membros do STF que sentarão ao lado dele caso o Senado aprove a indicação de Michel Temer”:

    Nenhuma das quais pesa a acusacao de plagio.

    Por enquanto.

    Ta com a terrivel impressao diki?  Eu tambem.

  2. Fabio, não podemos contestar

    Fabio, não podemos contestar que os juízes do STF aplicam um princípio fundamental em suas decisões: a justiça NUNCA VEM AO CASO. 

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