Cafezá – Catarina e Jarirí, uma paixão sobre-humana

 

Entonces, Cafezá, a chuva engroçô. Os dia anteriô tinha cido quente, caspanéla das nuvi frevenu u cardo, misturanu os ingrédienti divagarim, pá duma veiz só pénerá bastante água boa pá tierra. I as nuvi tinha açuzentadu, iscurécenu seus carderão murtifórme, móstranu qui u papá tava cuzido, prontinho pá sê dispéjadu nu pratu da tierra, préla dá di cumê pásuas famia, seus bicho, seus inchétu i sua mata. I u cortejo siguia iscurridu nu mei déla, imbaçadu pele lente imbaçada da luz. Bódim, entonces, falô:

Eh, chuvão gotoso! Lava tudos os póro das péle dajienti, inté acueles qui fica iscundido. Escova da natureza, pá lavá dos cuórpos a trizteza. Chuvilinda é o nome déissa qui chegô agóra. Éila ié fuórti i béla, cum seus vento na jinéla.

Indaí, Jarirí falô:

Pena cocê num tá cásua vióla, mestre Bódim. Ucê tá rómantrigu i inspiradu, inté tá parécenu qui é ucê qui vai casá.     

Ié a Chuvilinda qui mi inspira, Jarirí. A minha bela cantora.

 

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