4 de junho de 2026

BC reduz alíquota de compulsório

BC reduz alíquota de compulsório e injeta R$ 30 bilhões na economia

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Medida vale para depósitos à vista e a prazo a partir desta sexta-feira

BRASÍLIA – O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira mudanças que devem injetar R$ 30 bilhões na economia. A autoridade monetária reduziu a alíquota do compulsório – parte dos depósitos dos clientes que os bancos são obrigados a deixarem nos cofres do BC – sobre depósitos à vista e a prazo. A diretoria da autarquia ainda permitiu que até metade do recolhimento compulsório adicional sobre depósito a prazo seja cumprida mediante aquisição de letras financeiras (LF) e carteiras de crédito. Essa regra passa a vigorar a partir de hoje.


A alíquota adicional incidente sobre os depósitos à vista foi reduzida de 6% para zero, e passa a vigorar a partir de hoje. Em relação ao depósito a prazo, a alíquota adicional foi reduzida de 12% para 11%, e surtirá efeito a partir de 29 de outubro de 2012.

Esse conjunto de medidas deve liberar, nos próximos meses, em torno de R$30 bilhões do estoque atual de R$380 bilhões de depósitos compulsórios, o que contribuirá para alongar o perfil de captação do sistema e melhorar a distribuição da liquidez no mercado interbancário.

“Essa decisão simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, com a eliminação do adicional sobre depósitos à vista, reduz os custos da intermediação financeira e fornece melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente, em linha com as mudanças estruturais por que passa a economia brasileira”.

Segundo o ex-diretor do BC e economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, o objetivo da medida é dar mais um incentivo aos bancos para reduzir o spread (diferença entre os juros que os bancos pagam para tomar capital e a taxa que cobra dos correntistas), uma das bandeiras defendidas da presidente Dilma Rousseff.

— A redução do compulsório aumenta a capacidade que os bancos têm para emprestar e eleva a lucratividade do mercado financeiro. Mas isso não quer dizer que os bancos vão emprestar mais, pois eles estão preocupados com o nível de inadimplência. O spread só vai diminuir se os bancos quiserem mesmo emprestar mais — analisou.

Redação

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