4 de junho de 2026

Cármen Lúcia compara ditadura a “erva daninha” e defende vigilância diária pela democracia

Durante evento literário, a ministra do ressaltou que a democracia é uma escolha cotidiana e depende da atuação de todos
Crédito: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Ministra Cármen Lúcia destaca vigilância da sociedade para defesa da democracia durante conferência no Rio de Janeiro.

STF determina início do cumprimento de penas de condenados por tentativa de golpe de Estado, incluindo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Cármen Lúcia ressalta importância da democracia como escolha diária e relembra planos de “neutralizar” ministros do STF.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou, no último sábado (29), no Rio de Janeiro, que a defesa da democracia exige vigilância constante da sociedade. Durante participação na conferência Literatura e Democracia, parte da 1ª Festa Literária da Fundação Casa de Rui Barbosa (FliRui), ela comparou regimes autoritários a “ervas daninhas”, que precisam ser cortadas para evitar que voltem a ameaçar o país.

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A declaração ocorre poucos dias após o STF determinar o início do cumprimento das penas dos condenados do Núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado, grupo formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, militares e ex-integrantes de seu governo. Para a ministra, regimes de exceção surgem “como plantas indesejadas”, capazes de comprometer todo o ambiente democrático.

“A erva daninha da ditadura, quando não é cuidada e retirada, toma conta do ambiente. Ela surge do nada. Para a gente fazer florescer uma democracia na vida da gente, no espaço da gente, é preciso construir e trabalhar todo o dia por ela”, afirmou.

Cármen Lúcia ressaltou que a democracia é uma escolha cotidiana e depende da atuação de todos. “Por isso, digo que democracia é uma experiência de vida que se escolhe, que se constrói, que se elabora. E a vida com a democracia se faz todo dia. A gente luta por ela, a gente faz com que ela prevaleça.”

A ministra também relembrou documentos apreendidos durante as investigações sobre a tentativa de golpe, que mencionavam possíveis ações violentas contra autoridades. Ela destacou que qualquer ruptura institucional atinge primeiro a Constituição.

Segundo a ministra, os planos mencionavam “neutralizar” ministros do STF. Ela ironizou o uso do termo. “Nesses julgamentos que estamos fazendo no curso deste ano, estava documentado em palavras a tentativa de ‘neutralizar’ alguns ministros do Supremo. E como eu falei em um dos votos, neutralizar não era harmonizar o rosto, para impedir que apareçam as rugas. Neutralizar é nem poder ter rugas, porque mata a pessoa antes, ainda jovem.”

Democracia

Durante o evento, Cármen Lúcia defendeu que debates sobre democracia ultrapassem os limites do universo jurídico e alcancem espaços culturais e literários, considerados por ela mais “acolhedores e plurais”. A Fundação Casa de Rui Barbosa, segundo a ministra, tem tradição histórica na defesa das liberdades fundamentais, refletida na trajetória de Rui Barbosa.

Na terça-feira (25), sete integrantes do chamado Núcleo 1 começaram a cumprir pena após decisão do STF. Os réus foram condenados em setembro, por 4 votos a 1, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Eles também ficaram inelegíveis por oito anos.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    30 de novembro de 2025 11:24 am

    Dona Cármrm Lúcia sempre tem uma frase que vira manchete.

    Quase sempre “bullshit”.

    E a imprensa sempre a ajuda.

    A conversa mole liberal alimenta a exteema-direita ainda não se tocaram ?

  2. Rui Ribeiro

    1 de dezembro de 2025 8:43 am

    O nosso Doutor em Filosofia Luiz Felipe Pondé, é um doutor muito despreparado. Por conta desse despreparo, ele vai Rolando Lero. Ele afirma que se o Lula for reeleito: “Dos 11 membros (do STF), nove serão petistas. E não tentem nos enrolar dizendo que “a competência os torna independentes”. No Brasil de hoje, a independência de ação e pensamento se conta nos dedos. E é passível de punição legal e profissional. A independência gera demissões. A “irmandade ideológica” destruiu a vida política nacional e o intelectual público, aliada a clássica corrupção de caráter”.

    https://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2025/11/corrupcao-ideologica-destruiu-a-vida-politica-e-o-intelectual-publico.shtml

    Chamar os Ministros do STF de petista é uma análise muito rasa da realidade. O que o STF fez com o PT no processo chamado mensalão e o que fez depois contra o mesmo partido, conluiado com a Lava Jato, se chama anti-petismo, embora muitos Ministros tenham sido indicados pelo PT.

    Felipe Pondé, porque o Senhor não pede prá cagar e vai evacuar? Você deve estar muito enfezado. Após a descarga, talvez suas análises se aprofundem mais. Tente.

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