
Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”
por Rui Daher
Preferem? Melhor assim? Pelas reações negativas ao meu texto de ontem, publicado no BRD, Blog-Boteco Rui Daher, e sucursal FD, Fígado Diário, hospedados neste GGN, espero que o título-antípoda de hoje sirva de pedido de desculpas a quem tanto se indignou.
Quem me conhece sabe que sou uma moça e nunca ousaria ferir os estamentos da paróquia feminista, pois estaria ferindo a mim mesmo.
Enquanto escrevia já previa tais reações. Nojo, vergonha alheia, pior que o Danilo Gentili, mau gosto, merda, grossura. No fundo, censura e patrulha. A mesma que já acontecera quando postei um texto ilustrado pela foto de uma atriz linda em casto maiô. Disseram eu ter tratado a mulher como objeto. Brilhantes intelectuais que são, poderiam ter optado entre reificação (Marx) ou coisificação (Adorno).
Posso ter, inconscientemente, errado pela fadiga com a baba correta que sai de uma esquerda que tal e qual “Carrie, a Estranha” anda alucinada por ter entregue de bandeja ao acordo secular de elites o esparadrapo para cobrir o pequeno arranhão que a inserção social lhe provocara.
Quem mal interpretou meu texto vive a pedir esquerda refundada, novos rumos e vanguardas. Palestram, se falam, e se armam de AK-47 muito mais potente que a minha. Eu apenas brinco.
Primeiro
Aos que pediram que o GGN suprimisse meu texto por não ser digno desta publicação, informo que fotos, músicas e textos são de minha inteira responsabilidade. Nunca usei alcunhas em minhas colunas do GGN e na CartaCapital. Escrevo aqui e lá desde 2013 com total liberdade. Foram mais de 700 textos nunca censurados. Não se façam, pois, de bestas me atacando com a seriedade alheia, principalmente rock-stars economistas que nunca apreciaram meus textos sérios sobre agronegócio, mesmo sem entenderem a diferença entre grão e grã.
Último
Sou um dos poucos colunistas que se esforçam para responder a todos comentários que seguem minhas postagens. Sempre de forma cordial, mesmo quando agredido. Hoje não o farei. Para quem lá comentou ou no Facebook, a resposta é esta com a seguinte pergunta:
Quando foi para cair na gandaia da fase “bela, recatada e do lar” todas vocês, meninas, participaram e gargalharam, certo? Pelos recatada e do lar, apenas. Vocês, molecas, são “do peru” e trabalham para cacete fora do lar.
Comigo, o problema foi ressaltar a beleza. Coisifiquei, né? Bons economistas sabem. A indústria de cosméticos é uma das que mais crescem no mundo. Por quê? Vocês usam? Compram? Pesquisam no exterior o que de melhor? Ou vocês pensaram mesmo que eu falava sério em o Temer sair e deixar a Marcela?
Não preciso pedir-lhes perdão. Vinícius de Moraes já o fez.
https://www.youtube.com/watch?v=KCKN7-IF9ms
Braian Gehlen
26 de maio de 2017 1:47 pmVolte uma casa no tabuleiro
Se era pra ser uma retratação, deu errado.
Falta de modéstia do autor, texto rancoroso e vingativo.
Além disso, a tentativa frustrada de dar ares intelectuais ao texto, só expôs
a necessidade de usar figuras de línguagem para se esconder.
Não merecia dividir espaço com outros artigos e materiais tão bons do GNN.
Fábio Henrique
26 de maio de 2017 2:04 pmNão me pareceu ser uma
Não me pareceu ser uma retratação. Volte três casas.
Rui Daher
26 de maio de 2017 3:12 pmGNN,
nunca me retrataria de algo que não fiz.
Fábio Henrique
26 de maio de 2017 2:03 pmDeixo aqui meu apoio ao
Deixo aqui meu apoio ao colunista. Quem não gostou do seu artigo, tem o direito de não gostar, mas daí a pedir que seja retiradodo GGN é comportamento típico de pessoas autoritárias. Censura, enfim. Não existe hoje movimento mais “patrulheiro” do que o feminismo. Como o colunista mesmo apontou, as mulheres vivem se coisificando, mas quando um homem supostamente o faz, é uma ofensa.
Interessante que quando as mulheres falam que é um homem é “lindo”, “gostoso” ou qualquer outro adjetivo que o valha, ninguém as acusam de estarem ofendendo ou coisificando o homem. Já o inverso, dá nisso aí…
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 6:42 pmSou contra a censura, mas tb contra a MÁ FÉ
Nao seria a favor de retirarem o texto do GGN. Mas que era machista está claro que era. Esse discurso velho de “patrulha” toda vez que alguém denuncia o machismo é mais velho que Matusalém. Machismo é um preconceito, faz mal a mulheres e a homens tb, é preciso denunciá-lo como a qualquer preconceito: racismo, homofobia, antissemitismo, preconceito linguístico.
E abaixo os falsos paralelismos. Se uma mulher diz que um homem é gostoso, isso NAO TEM O MESMO PESO do que o contrário, porque os homens nao sofrem normalmente assédio desse tipo desde quase que nasceram, e nao se sentiriam oprimidos pelo dito.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:38 pmJá que era,
continuo perguntando, onde? Em contrapor a beleza dela à feiura dele? Só? Ou sua lucidez é tão forte que além do meu texto você lê almas?
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 9:04 pmApresentar uma mulher, e figura pública, pela beleza, é machismo
Que vc nao consiga compreender isso só mostra como o machismo é “natural” na sociedade.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:35 pmFábio,
vivo ouvindo mulheres nos coisificando. Não só para o belo. Também, como gordos, carecas, vesgos, tontos, babacas, etc.
Abraços
Maria Silva
26 de maio de 2017 2:05 pmOxen …
Houve essa reação toda por causa daquela postagem?? Censura? Retirada do post?? Que ridículo. Foi um dos melhores, bem humorado, leve. Machista sim, mas não aquele machismo grosseiro, ofensivo, simbolicamente violento. Determinadas atitudes fazem parte da mentalidade masculina. Não tem como extirpar. Babar , fantasiar, por causa de uma moça bonita, seja Marcela Temer, seja qualquer outra que passa, como a garota de Ipanema, não ofende ninguem. Se ofende, então por favor, censurem a canção do Tom Jobim.
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 6:46 pmAh bom Porque o machismo é frequente nos homens devemos aceitar?
Eu tb seria contra a retirada do post. Mas daí a defendê-lo… Machismo é sempre opressor, mesmo o “machismo leve” (que eu chamo de machismo b*b*ca). E é exatamente porque faz parte da mentalidade geral (infelizmente nem só da dos homens) que é preciso denunciá-lo.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:32 pmTá vendo?
Babaca. E eu que faço ofensas. Quer saber? Não, melhor não saber.
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 9:06 pmEu deixei ambíguo. Vc escolheu a leitura que fez…
Que tal machismo “boboca”? E além do mais, nao te chamei nem de babaca nem de boboca, qualifiquei esse tipo de machismo desse modo.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:30 pmMaria,
essa a compreensão que esperava. Só gente louca ou xiita para ver no texto ofensa, violência ou grosseria. Nem foi o caso, como você diz, de fazer parte da mentalidade masculina. É que não pode haver ofensa quando se exclama o belo. Simples assim. Obrigado e abraço.
P Araujo
26 de maio de 2017 2:54 pmexagero
achei as criticas exageradas
e achei a citação à beleza comparativa dela também meio exagerada, deve ter primeira dama mais bonita por aí.
até porque ela tem a juventude ao seu favor. e se for comparar com nossas primeiras esposas, a Maria Thereza Goulart era mais bonita, não acham?
mas a avaliação exagerada da Marcela serviu bem pra tiradinha
que, repito, gerou reaçoes exageradas, na minha opinião
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:25 pmAraujo,
bem que gostaria de conhecer as primeiras-damas de todo o planeta para organizar um concurso. Faria no México. O país é bom nisso. Pena Cazuza não estar vivo para cantar “Exagerado”.
Abraços
stanilaw Calandreli II
26 de maio de 2017 3:06 pmSe for para criticar, devemos
Se for para criticar, devemos criticar o segundo texto:
Que negocio é esse de mandar a Marcela embora e ficar o Temer? Nada disso. Vai o Temer, fica a Marcela, sim!
Ugo
26 de maio de 2017 3:35 pmSem remorso
Sem culpas.
FORA TEMER, fica Marcela!!
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:22 pmStanislaw e Ugo,
seus machistas inconsequentes! São palavras assim que fazem as mulheres ganharem menos do que os homens, terem os piores empregos, serem desancadas pela Veja. Revejam seus conceitos.
Abraços
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 9:10 pmNao. Sao palavfras assim q fazem as mulheres serem assediadas
Ouvirem gracinhas, fiu-fius, ou mesmo gestos “delicados” que as põem em posiçao de frágeis. Isso dia após dia, ano após ano. Vc nem tenta entender o que isso significa para as pessoas envolvidas, né? Te basta o seu superior julgamento de macho.
Ugo
26 de maio de 2017 9:27 pmlivre pensar é só pensar
Rui, errou na avaliação, naquilo que o País virou, a chacota é a única resposta, a mesma do palhaço da corte quando da critica jocosa e ferina ao rei.
Será que os machos e machismos exibidos em Curitiba com a Primeira Dama Dona Marisa não mereceriam umas linhas de repudio? Marisa e Claudia merecem o mesmo respeito? O mesmo repudio?
stanilaw Calandreli II
26 de maio de 2017 10:30 pmAgora entendi, Rui! É a
Agora entendi, Rui! É a beleza que as colocam em desnível, Não sabia disso.
stanilaw Calandreli II
26 de maio de 2017 5:31 pmFica e vai
Fica Marcela e vai Temer.
Fica Cláudia Cruz e vai Cunha (segundo a vontade de Moro).
Fica Rosangela Wolff Moro e Vai Moro.
stanilaw Calandreli II
26 de maio de 2017 10:35 pmÒ linda imagem de mulher que
Ò linda imagem de mulher que me seduzAh se eu pudesse tu estarias num altarÉs a rainha dos meus sonhos, és a luzÉs malandrinha não precisas trabalhar
Lâmpada de Diógenes
26 de maio de 2017 3:07 pmTotal apoio ao RD!
A meu modo (então, estou me lixando pra quem discordar) entendi e gostei desse texto e do anterior. Às vezes ironias, sutilezas (ou nem tanto) não são compreedidas ou não agradam a todos mesmo. E daí?
A propósito essa da “Carrie, a Esquerda”, digo, “Carrie, a Estranha”, alucinada por ter entregue de bandeja (…), foi muito boa.
RD, cara fique firme. Estamos por aqui, esperando teus próximos artigos.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:19 pmObrigado, Lâmpada de Diógenes
Serei o último colunista machista que você irá encontrar. Abraços.
Rui Ribeiro
26 de maio de 2017 3:12 pmO Brasil não parou e não vai parar, portanto, deixem o Temer
O Brasil não parou e não vai parar. O Brasil vai continuar sua marcha ré rumo ao século passado.
Enquanto o Brasil recua, o Temer tem absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela [Temer], do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:16 pmXará,
eu também faço pela casa e pelo lar. Nos domingos, sou eu que cozinho. Abraços
Válber Almeida
26 de maio de 2017 3:56 pmAntropofagia às avessas, Rui
A cultura antropofágica é marca de nossa identidade política, Rui, mas nem sempre busca incorporar o que há de melhor e grandioso no outro. A direita também pratica, vide Jucá em relação à Aécio. Mas…. a esquerda é show de bola nesta área: quando encontra o menor deslize no discurso de um companheiro, automaticamente o converte em inimigo figadal e lança todas as armas contra ele para o destruir. A herança, o capital cultural, político, social e ideológico que o companheiro representa é jogado fora, a água d banho com a criança dentro… Não espere muito mais desta gente: o suplício em Praça pública vai continuar. Mas, hoje é sexta-feira: ótimo tema para um boteco… Bom chopp!!!
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:14 pmVálber, meu caro
É bem isso! Como serão os chopes acompanhados por uma boa cachaça de Salinas. Apenas preciso encontrar um bar frequentado pela direita, pois se for a um da esquerda estou ferrado. Unhas me arranharão, dentes me morderão. Abração.
Jackson da Viola
26 de maio de 2017 4:03 pmNem que a vaca tussa…….
10×0 pra Marcela…….mesmo que talvez ela seja um pouco “muito” ………dollar…….tem o merito de ser “colirio” para velhos olhos…….
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:11 pmJackson,
E quantos colírios assim existem no Brasil, né? Deveriam andar com uma placa “Proibido olhar”.
Abraços
Gilson AS
26 de maio de 2017 4:22 pmFaz o seguinte para não ter
Faz o seguinte para não ter problema.
Fora Temer, e carregue junto, Marcela, Michelzinho e babá.
Com isso o povo brasileiro economiza só da babá, 5 mil.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:08 pmBoa Gilson,
A levada é essa. Na galhofa. Abraços
ze sergio
26 de maio de 2017 4:27 pmeditorial…..
Estou achando graça pois quando li o título já sabia do texto. Até você batendo de frente à patrulha da Gestapo Ideológica? E estes lunáticos sustentam que são democratas abertos ao diálogo. Imagina se não fossem? 2017. É dificil explicar o Brasil? abs.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:02 pmZé Sérgio, caro
O Brasil não é difícil de explicar. A esquerda quando erra e quer se reinventar, sim. Abraços
Válber Almeida
26 de maio de 2017 4:38 pmVou entrar na roda de samba
Vou entrar na roda de samba com você, Rui, e me candidatar ao suplício em praça pública. Talvez nem seja o que você pense e talvez até me condene também, mas é como tenho pensado no momento. Tenho analisado, nas rodas de boteco que frequento, este tipo de polêmica da seguinte forma. Uma variação do feminismo tem transformado o discurso da beleza física, o hedonismo corpóreo em pecado, crime, machismo. É uma variação da pecamização medieval do corpo e da sexualidade e parte do mesmo princípio religioso da satanização dos instintos. Renega ou desconhece, portanto, o papel importante da sexualidade -de parte a parte, homens e mulheres juntos e misturados, do mundo desenvolvido ao subdesenvolvido- na construção das relações, no impulso à sociabilidade, nos jogos de poder, nas transações econômicas e na própria sublimação artística e intelectual da angústia que a violência da existência nos impõe. Renega, também, a busca de emancipação sexual da mulher presente nos primórdios do feminismo, emancipação que não significava proibir o homem de desejar, mas desproibir (se me permitem) e despecamizar a sexualidade feminina assim como a do homem o era. Deste modo, exaltar a beleza física da mulher, algo que remete aos prazeres instintvos, por serem os instintos inferiores, habitat de sombras e demônios, seres asquerosos e pequenos, é pecado, crime, machismo. A exaltação só vale para os atributos intelectuais, morais, a famosa “beleza interior”, habitat dos verdadeiros deuses da salvação humana, do aeternum e, portanto, do atemporal, daquilo que está livre dos apelos efêmeros do tempo e dos instintos. Estamos diante de uma esfinge platônica com alma de ouro e a-histórica. A beleza, agora, só deve ser dita às escondidas e em ciclos fechados, é preciso negar a natureza que nos habita ou na qual habitamos para fingir que somos feitos do mesmo tempero dos deuses do olimpo dispostos a aniquilar os deuses do aqueronte. Pra que tanta ira contra a natureza e quem gosta de contemplá-la? Em fim, como toda boa variação do cristianismo medieval, ou você se converte ou tem a sua identidade, a sua humanidade e a sua história destruídas. Como diria o Ortega y Gasset: “A história está cheia de retrocessos e é, certamente, a estrutura da vida em nosso tempo o que mais impede o homem de viver como pessoa”. Tempos de medievalismos, também temos os nossos…
vera lucia venturini
26 de maio de 2017 5:02 pmEntão tá…
“Uma variação do
Então tá…
“Uma variação do feminismo tem transformado o discurso da beleza física, o hedonismo corpóreo em pecado, crime, machismo. É uma variação da pecamização medieval do corpo e da sexualidade”
Vi esse mesmo discurso na Veja para descrever uma mulher de esquerda. Faltou você falar que somos feias e não nos depilamos como saiu na Veja. Menos, muito menos. Inclusive porque a liberação da sexualidade e do direito ao prazer veio com a luta feminista.
Válber Almeida
26 de maio de 2017 5:19 pmSério? Às vezes a Veja
Sério? Às vezes a Veja publica coisa que vale à pena ler ainda. “Faltou você falar que somos feias e não nos depilamos como saiu na Veja”… As afirmações ficam por sua conta, mas refletem o quanto esta posição defensiva resvala para o ridículo das ilações abjetas: teoria do domínio do fato seduzindo as mentes “críticas” da esquerda? Ah, por sinal, adoro pelos em mulheres, até prefiro.
vera lucia venturini
26 de maio de 2017 5:56 pmEntão a Veja publica coisa
Então a Veja publica coisa que vale a pena ler ainda? Essa bobagem saiu na Veja há muitos anos e eu nunca mais a li.
FábioAC
26 de maio de 2017 7:09 pmÓtima
‘Teoria do domínio do fato’ foi ótima! Encaixou com perfeição!
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:59 pmInteiramente de acordo, Válber
tanto que a pessoa aí embaixo lhe responde com um funesto exemplo da Veja e diz que a sexualidade foi impulsionada pelo feminisno. Outro dia fui fazer uma pesquisa para um trabalho acadêmico num baile funk de Paraisópolis. Essas moças precisavam ir para entender o que é sexualidade feminina com machismo bem aceito.
Abraços
Bolívar
26 de maio de 2017 4:45 pmSejam siceros
Desde quando elogiar a beleza feminina virou machismo?
Marcela já é um objeto, feito assim por seu marido.
Contudo, é a única coisa bela que sobra nessa merda toda feita por Michel, o breve.
O que a patrulha revela não é só uma raiva contra o belo na figura de uma mulher, mas também um ranço contra o humor, contra a leveza em tempos ásperos.
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:52 pmBolívar,
você não poderia ser mais exato quanto ao desvio no conceito de machismo e o ranço contra o humor. Abraços
Ann_
26 de maio de 2017 5:07 pmÉ ignorar e apenas sorrir, Rui.
Sem prazer, ainda que visual (é, a moça é mesmo bonita!), de que vale caminhar por aqui? Patrulha é uma coisinha chata, para todo e qualquer lado. Às vezes, os atavismos nos fazem escorregar, mas “menos, bem menos…”
A moça é bonita, os textos – os dois – muito bons como sempre, e a vida, chata como anda, pede a verve, o rir-mo-nos (desculpe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!) de nós mesmos um pouquinho para numa boa risada, respirarmos, exercitarmos o diafragma em espamos que não de dores como as quem temos sentido nos últimos meses.
Coisa de quem não consegue rir de si mesmo, Rui.
Vida que segue…
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:50 pmAnn,
acho que é isso. Pouco me levo a sério, já ela(e)s. Abraços.
pbiondo
26 de maio de 2017 5:12 pmLiga não…
Liga não Rui, não vi maldade no seu texto. Se ela é vista como objeto a culpa não é sua. E que estômago deve ter essa moça para suportar o sr mesóclise!!!
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:47 pmNão houve maldade, meu caro
Garanto e até agora procuro por ela. Abraços
Jota Lopes
26 de maio de 2017 5:18 pmTanto barulho por nada. Se
Tanto barulho por nada. Se escrevo o que quero, tenho de arcar com as consequências da exposição. Agora pensar que divergir de mim é censurar e patrulhar, cá pra nós, é muita presunção de minha parte.
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 6:52 pmFalou e disse.
Repito, eu seria contra a retirada do texto. Mas chamar de patrulha a justa reclamaçao contra o machismo? Ele tá defendendo o quê. o livre “direito” de ser machista a vontade, sem que ninguém possa criticá-lo por isso? Ora, ora.
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:45 pmOra, ora, Lúcida
já comentou muito de meus artigos. Me elucide sobre onde o machismo. Até agora não sabia ser assim. Posso reformular.
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 9:14 pmÉ só ouvir o q a Vera disse, e eu em outros comentários
Mas vc nao quer reformular nada, quer insistir em que está certo.
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:43 pmLopes,
há formas de divergir sem agredir. E já aguentei consequências piores. Só que quando respeito a divergência respondo. E muitos pediram censura ao GGN. Deveria evitar citar o fato?
Fr@ncisco
26 de maio de 2017 5:33 pmJaburu & Adjacências
Já que não dá para agradar a todos, combinemos assim: Saem os quatro.
Michelzão, dona Recatada & do Lar, Michelzinho e a Babá promovida a assessora.
PS: O Daher permanece pelo menos até explicar a diferença entre grão e grã.
Rui Daher
26 de maio de 2017 8:07 pmFrancisco, Francisco,
taí, humor do bom. Existem alguns significados para grã. O mais usado, um corante vermelho. Não vou cobrar nada. É que já trabalhei em fábrica de tintas. Abraços
vera lucia venturini
26 de maio de 2017 5:53 pmErrou de novo. Fora Temer
Errou de novo. Fora Temer corrupto golpista e fora Marcela, mulher de um corrupto golpista.E fora Marcela sabe porque? Porque pagamos com dinheiro público a babá do seu filho enquanto “a bela” não foi capaz de contestar o marido quando este reduziu a verba para educação e saúde que vai atingir milhões de crianças durante 20 anos. É que o papel dela não é ser cidadã, é ser bela. Serve para deleite dos homens e não tem papel a exercer na sociedade.
E errou novamente na generalização da “bela, recatada e do lar” e ao nos chamar de burra(o)s, a(o)s que o contestaram, por não termos entendido a piada. Se eu contesto Danilo Gentili porque haveria de aceitar a sua gracinha. Porque você cita Marx e Adorno?
Quanto a poesia digo que não é porque é de Vinicius de Moraes tem que ser aceita sem restrição. Essa receita de mulher descrita na poesia do Vinicius de Moraes, poeta nascido na elite do país e que retrata um outro tempo, é velha e machista. Nós, mulheres, não cabemos numa receita masculina porque isso nos transforma em objeto. E objeto não pensa. E a submissão ao deleite masculino nos custou durante séculos a educação precária, o não direito a escolha do papel que queríamos exercer na sociedade, o não direito ao prazer e à sexualidade e a sermos sub remuneradas no mercado de trabalho. E a infelicidade eterna quando não conseguíamos um homem que … se deleitasse conosco.
No mais, ouça Chico Buarque e suas mulheres de Atenas. Chico é contemporaneo e entende o papel que a sociedade insiste em nos impor. Ou leia a poeta Adélia Prado.
Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.
Anarquista Lúcida
26 de maio de 2017 6:54 pmClap, clap, clap, clap, clap
Tocou nos pontos essenciais dessa questao.
Eliane Faccion
26 de maio de 2017 7:08 pmExcelente !
Muito, muito bom, Vera Lucia ! Você nos representa !!!
Rui Daher
26 de maio de 2017 7:40 pmVera Lúcia,
respondo a você porque percebo ser quem comanda a retirada de estrelinhas de quem gostou de meus textos. Por favor, sou um Danilo Gentili piorado. Burro, portanto. Diga-me onde o meu machismo? Escondido no mesmo lugar onde vocês guardaram as gargalhadas intelectuais sobre recato e lar de Marcela.
Além do mais, você poderia considerar mais de cem textos meus condenando o impeachment, Temer, a babá, o golpe, e tudo o mais que a esquerda condena. Velho, o que você pode ou não ser, fui a manifestações contra o golpe, mas nesses dois textos eu não estava discutindo ou validando o desgoverno.
Sua sanha pelo machismo que acha que viu nem a deixou perceber que o maior atingido pelo 1º texto era o Doriana Jr.
Então, onde o machismo? Na foto que peguei a esmo na internet com parte dos seios à mostra? Bem quem se veste assim e se deixa fotografar não deve se incomodar com a reprodução. No fato de admirar sua beleza, claro que não insuperável, citadas outras primeiras-damas (e não importa a legitimidade, hoje ela é), como Maria Tereza Goulart?
Não a(o)s chamei de burra(o)s, mas intolerantes com as minhas “gracinhas”. Todo o direito seu e, preferencialmente, de não mais ler o que escrevo, pois no momento que o fizer estarei procurando alguém bem humorado na esquerda.
Chico Buarque e Adélia Prado? Quem são? Nunca ouvi ou li.
Luís Henrique Donadio
26 de maio de 2017 8:55 pmOlha, o primeiro texto até
Olha, o primeiro texto até dava pra relevar. O segundo não dá, e os comentários ensandecidos, fazendo-se de grande vítima da opressão feminista, menos ainda.
Fora Temer, e que a bela e recatada passe a ser bela, recatada… e da fila da visita íntima.
Rui Daher
27 de maio de 2017 2:07 pmVixe Maria, Luís Henrique
se elas lerem isso, temo pela sua vida. Abraços.
serralheiro 70
26 de maio de 2017 10:41 pmRui minha solidariedade.
Você continuará sendo minha leitura obrigatória, Isto pelo seu conhecimento sobre o mundo agrícola, seu bom senso e seu seu bom humor, não esquecendo seu amor pela Salinas e pela AK-47. Mas, vou ficar com “fora temer,fica Marcela”
Rui Daher
27 de maio de 2017 2:04 pmObrigado, Serralheiro
PÔ, cara, não achava que a minha pouca munição incomodasse tanto a elas. Vieram com mísseis norte-coreanos. Abração
Marcos C
26 de maio de 2017 11:26 pmSolidariedade
Prezado Rui,
Gostei do seu artigo original e deste atual. Infelizmente não se pode elogiar a beleza feminina, sem que pessoas feias portadoras de nomes idem se sintam ofendidas, pessoalmente. A propósito, até o nome Marcela é bonito.
Rui Daher
27 de maio de 2017 1:59 pmObrigado, Marcos
Como disse um amigo, é o feminismo 4.0
Abraços
Serjão
27 de maio de 2017 1:18 amPoesia de resultados
Nada contra o texto, muito menos com esse re-texto.
Acho sim, muito exagero nas críticas.
Mas o Vinícius era muito esperto. No bom ou no mau sentido, não interessa aqui.
A cantada mais canalha que conheço, é essa dele.
“Me desculpem as feias, mas beleza é fundamental….”
e o arremate:
“Que seja eterno enquanto dure…”
Depois dessa, o titio faturou. Faturou muita ninfetinha insegura zona-sul.
De seis em seis meses uma beldade diferente no colinho do titio.
Rui Daher
27 de maio de 2017 1:57 pmSerjão,
o que fez o titio se despedir feliz da vida. Abraços
Clever Mendes de Oliveira
27 de maio de 2017 2:33 amQuod non potest Michel mulier evincit
Rui Daher,
Não li o seu post anterior, ao que este me obriga. Um truque jornalístico a se olhar de soslaio se não for possível uma avaliação menos perfunctória. E aos que preferirem o acesso rápido o link para o post “Fora Temer, mas deixe a Marcela, por Rui Daher” de quinta-feira, 25/05/2017 às 08:12, aqui no blog de Luis Nassif é:
https://jornalggn.com.br/blog/rui-daher/fora-temer-mas-deixe-a-marcela-por-rui-daher
Agora, vamos e venhamos e convenhamos, aquela foto da fidalga de maiô foi uma das mais vexaminosas apelações adentradas aqui no blog. Ficará como uma jaça indelével no seu currículo. É bem verdade que a minha avaliação talvez tenha sido influenciada pelo que, só agora, já quase nos meus 63 anos, para ajudar enteada em curso de Direito, eu vim a saber da existência da retórica da pornografia de que a ilustre, mas para mim ignota Catharine Mackinnon fala.
E outros pontos há a demandar correição. A esquerda não entregou de bandeja o esparadrapo. É só fazer a conta. A esquerda teve 22 votos no Senado, assim mesmo contando com os votos da Katia Abreu e do Armando Monteiro. E isso sabendo que em 2010 com toda a virada da economia, ali sim, causada por uma forma de corrupção do governo que se dedicou a fazer o país crescer com muito dinheiro público, foram eleitos 54 senadores.
Não bastasse saber que a esquerda talvez nem mesmo esparadrapo tinha, quanto mais bandeja, não se pode desconhecer o que prega Deleuze em vídeo que ontem já não estava mais lá no post “Para Deleuze, esquerda ou direita é uma questão de percepção” de segunda-feira, 18/04/2016 às 11:04, aqui no blog de Luis Nassif, em sugestão de Jair Fonseca. O endereço do post “Para Deleuze, esquerda ou direita é uma questão de percepção” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/para-deleuze-esquerda-ou-direita-e-uma-questao-de-percepcao
Ontem, já na madrugada de hoje, fui atrás do vídeo e não o encontrei e acabei deixando um link lá para outro endereço da apresentação do filósofo francês.
E para finalizar penso que o certo, em relação ao presidente provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, seria manter o Michel Temer. As medidas que ele está tomando não são exatamente o que se pensa. A Emenda do Teto depois da queda de 8% do PIB só vai atingir o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público que terão que ser mais atenciosos com os gastos públicos. O executivo com a queda de receita terá nos próximos dois anos os maiores déficits públicos da história e, portanto, não dá nem para falar que o Estado vai adotar política de austeridade.
O executivo tem mil e uma alternativa não só pelo lado da receita como pelo lado dos gastos. O governo pode criar um fundo com dinheiro emprestado dos Bancos para comprar todos os imóveis públicos empanturrando a União de recursos e o fundo passa a viver da renda do aluguel para a União. Os gastos da União podem ser terceirizados como nas privatizações das rodovias. E o governo pode definir o quanto quer receber de receita.
A lei da terceirização provavelmente não vai ser aceita pela Justiça do Trabalho e se aceita vai representar uma queda tão grande na arrecadação que o próprio governo vai ter que alterar alguma coisa e vai sobrar para as empresas pagarem o que estiver sendo retirado dos cofres do governo.
A reforma trabalhista também vai levar muito tempo para ser aceita. A aposentadoria para funcionário público com 65 anos ficaria de bom tamanho, se não agora dentro de uns dez a vinte anos. O mesmo se pode dizer em relação ao tempo de serviço para aposentadoria que deveria passar dos 35 para 40 também nos próximos 10 a 20 anos.
É claro se lá na frente se verificar que os robôs estão substituindo o trabalho humano, o mundo todo vai alterar seja nos prazos para a aposentadoria seja nas horas de trabalho. E o Brasil poderá recuar.
E a grande vantagem do presidente provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, é permitir que se fique sabendo que o país pode funcionar mesmo que se possa acusar o presidente de tudo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 26/05/2017
Rui Daher
27 de maio de 2017 1:55 pmOra, ora, Cléver
a maldita foto. Já disse que peguei a esmo na internet. É uma das primeiras que aparece dela. E mais: se assim se veste, com todo o direito, sabe que será fotografada e assim permite. Agora se “aquela foto da fidalga de maiô foi uma das mais vexaminosas apelações adentradas aqui no blog. Ficará como uma jaça indelével no seu currículo”. Uma parte de seios à mostra? Então tá. Suicido-me.
AleaJactaEst
27 de maio de 2017 9:42 am“Perderemos a primeira-dama
“Perderemos a primeira-dama mais bonita do planeta.”
Ok, ele fez uma afirmação hiperbólica, mas de onde extrariam machismo disso?
Onde estaria o discurso de supressão dos direitos femininos? Discordo que seja a primeira-dama mais bonita, mas dado que é uma referência a decepção de Pestana para fins cômicos, a ideia não era para ser levada a sério.
Teria sido pelo uso da palavra “perder”? O contexto indica claramente que se refere a perda de um cargo informal que nem sequer é efetivo. Seria necessário um contorcionismo semântico tremendo para enxergar que o sujeito oculto “nós” de “perderemos” estivesse se referindo estritamente ao gênero sexual masculino. Acompanhado de uma interpretação digna de Freud para ver no sentido de “perder” a ideia de “deixar de possuir”. Somente assim para o inconsciente conjurar algo como “Nós, machos, deixaremos de possuir como propriedade a primeira-dama. Muahahaha!”.
Rui Daher
27 de maio de 2017 1:46 pmAlea,
segundo um amigo, é o feminismo 4.0. Suprimiram o elogio à beleza feminina da boca dos homens. Mas se entopem de cosméticos para ficarem mais bonitas. Abraços.
Luís Henrique Donadio
27 de maio de 2017 2:13 pmDaher,
eu geralmente gosto
Daher,
eu geralmente gosto dos seus textos. Me surpreende que você, inteligente como é, tenha se deixado embretar na posição em que se colocou. Não dá para acreditar em defesas de uma suposta “leveza” e de um suposto “bom humor”, quando expressadas com tanta e tão evidente amargura. Não foi só uma piada, Daher, por que ninguém, a não ser o Danilo Gentili, se dispõe a brigar a sério por uma piada. (E não, não estou comparando você com o Gentili, até por que este é incomparável na função que escolheu, a de humorista sem graça, cuja única verdadeira piada é a de pretender ser humorista. Mas Gentili é um patamar muito baixo de comparação. Quase todo mundo é melhor do que o Gentili, até mesmo eu; então ser melhor do que ele não é exatamente motivo de orgulho.)
Mulheres são seres humanos, não são objetos decorativos. Marcela merece ser julgada pelo seu caráter – aquilo que a faz comentar que “a querida agora vai ter de procurar emprego”, não pelas suas feições. E julgá-la pelo seu caráter é decididamente não tolerar que ela continue a ocupar o espaço que injustificadamente ocupa na nossa infeliz república – o de “Maria Antonieta” tropical, deslumbrada pelo poder e absolutamente insensível aos problemas e dificuldades dos brasileiros comuns, cuja aposentadoria e direitos trabalhistas estão sendo impiedosamente tosados pelo primeiro-marido.
É só isso, Daher. Faça piada com a primeira-dama, mas faça respeitando o direito dela de ser julgada e condenada pelo que é, e não de ser absolvida pelo que parece – como um vaso chinês introduzido na casa por alguém de moral duvidosa, mas que deixamos ficar por que afinal, é bonito, e é apenas um vaso. Marcela é gente, e exige-se dela conteúdo, não apenas forma externa.
Por isso, em primeiro lugar, Fora Temer. Em segundo lugar, fora toda sua patota, ministros, ministrecos, secretários, assessores, puxa-sacos, nomeações para o Supremo, babás pagas com dinheiro público. E, como parte inseparável disso, fora Marcela.
Clever Mendes de Oliveira
28 de maio de 2017 12:12 amÓtimo comentário ainda que ao elogio caiba um mas
Luís Henrique Donadio,
Reconheço que seu comentário foi instrutivo, mas você também saberá reconhecer que sua opção é a mais fácil. Fora todos é o discurso que qualquer um pode fazer, até para escapar de ser também defenestrado.
Há muito o que se saber sobre o presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer. Uma indagação não respondida seria avaliar se ele batalhou pelo golpe lá de longe ou apenas montou-o quando o cavalo passou arreado. Um post com muita informação sobre a questão do oportunismo ou insídia do presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, está bem apresentada no post “O raio X da política e o fator Temer” de sexta-feira, 07/08/2015 às 19:45, aqui no blog de Luis Nassif e com texto dele e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/o-raio-x-da-politica-e-o-fator-temer
Há muito no post “O raio X da política e o fator Temer” não tanto pelo que Luis Nassif diz. Como ele termina o post é ilustrativo de que ele não diz muita coisa. Ele o termina assim:
“O aval de Temer poderia ser o ponto final no golpismo, permitindo algum espaço para que Dilma comece, finalmente, seu segundo governo.
Repito o que tenho dito: há inúmeros elementos de modernidade no ar, um país pronto para se soltar. Se Dilma decifrar o enigma do projeto nacional, levará o barco até o fim. Se não decifrar, será devorado pela esfinge”.
É bem provável que o presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, pudesse ser o ponto final no golpismo. Isso seria verdade apenas se ele fosse o condutor do golpe. O que é exatamente o que queremos saber.
E o que Luis Nassif diz em relação à ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff é uma esfinge. Que enigma do projeto nacional é este que se a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff tivesse decifrado permitiria que ela levasse o barco até o fim?
Enfim, não é no post propriamente dito que podem ser vistos alguns esclarecimentos sobre a forma e conteúdo da participação do presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer. Chamei atenção para este post pelos links que eu deixei em comentário que enviei para Luis Nassif segunda-feira, 31/08/2015 às 01:40. Esse meu comentário é o primeiro em um post com atualmente 263 comentários.
E chamei atenção para este post pelo link que Luiz Felipe de Alencastro deixou em comentário que ele enviou sexta-feira, 07/08/2015 às 23:56. O comentário dele consiste apenas de um link e do título que é o seguinte: “O desequilíbrio entre Dilma e Temer comentado há 5 anos”. O link é para o artigo que ele publicou na Folha de S. Paulo há mais de sete anos e meio, mais precisamente no domingo, 25/09/2009, e eu reproduzo o link a seguir:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2510200908.htm
Enviei sábado, 08/08/2015 às 11:39, um comentário para Luiz Felipe de Alencastro, em que eu transcrevo um comentário de Marco Antonio Castello Branco que ele enviou quinta-feira, 26/06/2014 às 01:45, para o post “Para entender o desgaste do governo Dilma” de segunda-feira, 16/06/2014 às 16:47, publicado aqui no blog de Luis Nassif. Vale a pena dar uma lida no comentário de Marco Antonio Castello Branco. Ajuda-nos a entender bastante sobre a ex-presidenta às custas do golpe Dilma Rousseff. O link para o post “Para entender o desgaste do governo Dilma” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-o-desgaste-do-governo-dilma
Tudo esse périplo foi para dizer que a opção mais fácil e que consiste em dizer fora todos não me parece ser a escolha mais apropriada para a esquerda. Primeiro há algumas medidas que são difíceis para a esquerda tomar, mas que são necessárias. Eu as relaciono no primeiro comentário meu aqui neste post de Rui Daher “Editorial. “Fora Marcela, mas deixem o Temer”, por Rui Daher” de sexta-feira, 26/05/2017 às 10:32, e que eu enviei sexta-feira, 26/05/2017 às 23:33, para Rui Daher.
Segundo, é preciso que a esquerda perceba o quão importante é defender a Constituição no momento atual. Qualquer descuido e é bem possível que a direita consiga emplacar um Constituinte que põe a nossa Constituição por terra.
E terceiro ponto a considerar é que o presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, já está, como se poderia dizer, fiel e totalmente retratado para a população. É melhor que seja ele quem trate com o atual Congresso Nacional do que um outro da direita, mas com o retrato ainda limpo.
Somente para a direita o discurso fora o presidente antes provisório agora definitivo às custas do golpe, Michel Temer, faz sentido. Em relação ao fora Marcela ou fique Marcela eu concordo com você.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/05/2017
Luís Henrique Donadio
29 de maio de 2017 11:34 amMas que “fora todos”, Clever?
Mas que “fora todos”, Clever? Fora Temer e sua quadrilha. Volta Dilma, Volta Lula. Fica Érika Kokay, fica Paulo Pimenta, fica Gleisi Hoffman.
Fora todos” é o discurso do PSTU, de uma infantilidade sem par. Não é isso que eu penso, nem é isso que eu digo. Fora Luís “Temer” XVI e fora Maria “Marcela” Antonieta. Fora a quadrilha que se aboletou no planalto, inclusive a sua Maria Bonita. Criminalização da política é outro departamento, do qual não faço parte.