22 de junho de 2026

Entidades Judaicas Atacam Críticos de Gaza e Ignoram Ativistas Pró-Paz

Grupos fazem protestos e vigílias, denunciando o uso do judaísmo para justificar a violência estatal e clamando por um cessar-fogo.

“Antissemita” – a sentença de morte moral é jogada na cara de todos aqueles que se indignam com o genocídio de Gaza.

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Nos últimos tempos, entidades judaicas atacaram os acadêmicos que protestavam contra o genocídio – “antissemitas” -, os jornalistas que denunciavam a crueldade do assassinato de civis – “antissemitas!” -, até aqueles que mencionavam a influência dos banqueiros judeus – “antissemitas!”.

Um dos livros mais vendidos na Amazon é “Os Reis do Dinheiro”, em que se celebra a grande saga de pequenos comerciantes judeus, que se transformaram nos maiores banqueiros de Wall Street.

Quem conhece a saga judaica, entende. Nenhum povo passa incólume pelos horrores do Holocausto. Famílias sendo despojadas de todos seus bens, velhos, moços, crianças, todos sendo assassinados pela sanha nazista. Ao longo da história, as várias perseguições aos judeus, os preconceitos que sempre os acompanharam, criaram uma suspeita de permanente perseguição.

Por aí, entende-se a ânsia de terem sua terra santa – o termo “sionismo” refere-se a todos aqueles, de esquerda ou direita, que defendem o direito histórico a terras das quais foram expulsos no ano 70 depois de Cristo, processo completado no primeiro século, depois da Revolta do Bar Kokhba.

Nem se discuta o direito de propriedade depois de dois milênios. Entende-se o sentimento de autoproteção. O que não se entende é a falta de empatia com os que, hoje, estão passando pelo mesmo processo imposto aos judeus pelo nazismo. Parece não se darem conta de que o endosso ao genocídio palestino é o maior alimentador da volta do antissemitismo.

Quando a Conib investe contra um professor que critica o genocídio de Gaza, quando faz uma denúncia criminal contra o economista que fala do poder de influência dos banqueiros judeus, ou contra o jornalista que critica suas atitudes, ela não está falando em nome das vítimas do Holocausto, mas daqueles que, hoje em dia, dispõem do poder econômico. Ela está assumindo o papel do opressor, usando seu poder contra pessoas físicas ou contra a liberdade acadêmica, alimentando o antissemitismo. E se valendo das vítimas do nazismo para legitimar sua crueldade.

As tentativas de justificar o injustificável lançam uma mancha sobre toda a tradição humanista do judaísmo.

Como aceitar argumentos assim?

  • Israel está sendo condescendente porque mandou seus jovens matarem palestinos, em vez de soltar uma bomba atômica.
  • está correto bombardear um hospital, porque havia terroristas do Hamas escondido lá.
  • jornalistas foram mortos porque ficaram no caminho das bombas.

Façam como grupos ativistas de judeus norte-americanos, como Jewish Voice for Peace e IfNotNow, que organizam protestos regulares pedindo cessar-fogo e denunciando o uso do judaísmo para justificar a violência estatal. Eles realizam vigílias semanais e ações de alto impacto, clamando por justiça e paz, com o lema “Não em nosso nome”.

Em Nova York, blocos formados por judeus antissionistas participaram de protestos exigindo o fim do genocídio, prisão de líderes israelenses como Netanyahu, embargo comercial e de armas a Israel, mostrando a verdadeira alma do que se poderia chamar a tradição humanista do judaismo.

O protesto de Ilan Volkov, contra o massacre de Gaza, a indignação de um judeu contra um massacre, é o maior antídoto contra o antissemitismo. Pena que a maioria das associações judaicas ignorem.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. Ciro Moroni Barroso

    3 de outubro de 2025 6:39 pm

    Sim, e tudo isto ficou bem documentado na obra de Arthur Koestler, ele mesmo descendente de Húngaros Azkhenazin, radicado em Londres, com obras eruditas… Aparece sem vida em seu apartamento, jnto co a esposa, falso “suicídio”, etc, etc…
    https://governo-washington.blogspot.com/2024/11/52-principio-da-regencia-1.html
    https://governo-washington.blogspot.com/2010/11/22-natureza-parasitaria.html

    https://governo-washington.blogspot.com/2023/10/o-perigo-de-zionnn-2.html
    https://governo-washington.blogspot.com/2010/06/o-perigo-de-zionnn.html

  2. Ciro Moroni Barroso

    3 de outubro de 2025 6:44 pm

    Sim, e tudo isto ficou bem evidente na obra de Arthur Koestler, ele mesmo um Húngaro Azkhenazin, escritor erudito, radicado em Londres… Que aparece sem vida em seu proprio apartamento, junto com a esposa, falso “suicídio”, etc, etc…
    https://governo-washington.blogspot.com/2024/11/52-principio-da-regencia-1.html
    https://governo-washington.blogspot.com/2010/11/22-natureza-parasitaria.html

    https://governo-washington.blogspot.com/2023/10/o-perigo-de-zionnn-2.html
    https://governo-washington.blogspot.com/2010/06/o-perigo-de-zionnn.html

  3. Ciro Moroni Barroso

    3 de outubro de 2025 7:32 pm

    Mr. Koestler conclui:
    “A evidência apresentada nos capítulos precedentes reforça o argumento a favor daqueles historiadores modernos – sejam Austríacos, Israelenses ou Poloneses – aqueles que, de forma independente, defenderam a tese de que a parte mais significativa dos judeus modernos não é de origem Palestina, mas sim Caucasiana. A corrente maior das migrações judaicas não percorreu a região do Mediterrâneo através da França e da Germania, até para o Leste, e daí retornando. A corrente se deslocou numa direção consistentemente para o Oeste, desde o Cáucaso através da Ukrania e até a Polônia e daí para a Europa Central. Quando aquele assentamento em massa sem precedentes na Polônia veio a ocorrer, não havia simplesmente um número suficiente de Judeus na Europa Ocidental para lhe dar explicação. Ao passo em que no Leste uma nação inteira se movia para novas fronteiras.
    “Os Judeus de todos os tempos se incluem em duas divisões principais: Sepharadim e Ashkenazim. Os Sepharadim são descendentes daqueles Judeus que desde a antiguidade viviam na Espanha (Em hebráico Sepharad) até que foram desalojados a final do séc. XV e se estabeleceram nos países vizinhos ao Mediterrâneo, nos Balcãs, e em menor escala na Europa Ocidental. Eles falavam um dialeto hispânico-hebráico, o Ladino, e preservavam as suas tradições e ritos religiosos. Nos anos de 1960, o número de Sepharadim era estimado em 500.000. Os Ashkenazim, no mesmo período, se contavam na casa dos 11 milhões. Com isso, em termos da concepção comum, um Judeu é praticamente sinônimo de Judeu Ashkenazim.”

  4. fabricio coyote

    4 de outubro de 2025 3:18 am

    Aqueles que defendem as armas de destruição em massa usam de um vocabulário empolado para justificar o genocídio.

    Sem olhos em Gaza; Aldous Huxley; 1936

    1. Vladimir

      4 de outubro de 2025 9:25 am

      O genocídio provocado pelos descendentes judeus de Hitler é grave. Gravíssimo!
      Mas não tão grave como a completa indiferença de todas as grandes potências mundiais em frear este absurdo, o que demonstra que o lugar sagrado desses assassinos é somente a sede desta máfia.
      Eles estão incrustados em todos os grandes Estados e agem de forma coordenada para seu projeto de dominação que não tem nada de religioso. Aliás, a religião, assim como sempre na história, é só uma forma de dominação onde os bandidos usam as vítimas como forma de defesa.

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