O novo programa Bolsa-Família deve ser anunciado pelo governo federal na próxima semana, e os inscritos deverão voltar a cumprir contrapartidas exigidas para recebimento do benefício, como manter as crianças matriculadas na escola e com a carteirinha de vacinação atualizada.
O programa também deve ter como foco a atualização do Cadastro Único e integração com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), com a busca ativa para incluir quem está fora do programa e a revisão de benefícios com indícios de irregularidades.
“Semana que vem vamos anunciar o novo Bolsa Família de R$ 600 e mais R$ 150 por criança até 6 anos de idade, para que a gente possa, na infância, em que a criança mais precisa estar nutrida, garantir que a mãe possa comprar alimentos para essas crianças”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (15/02).
Os novos valores foram garantidos com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que estabeleceu que o novo governo terá R$ 145 bilhões para além do teto de gastos, dos quais R$ 70 bilhões serão para custear o benefício social.
O anúncio federal é um contraponto direto ao anúncio feito pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que sancionou nesta terça-feira (14) uma lei que põe fim à exigência do comprovante de vacinação contra a Covid-19 no estado.
Tarcísio baseou sua decisão no fato de que mais de 90% dos paulistas foram imunizados contra a doença, mas garante que o trabalho de conscientização sobre a importância da vacina continua por meio de campanhas.
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