21 de maio de 2026

Pente-fino tira 1,8 milhão de beneficiários do Bolsa Família após uso eleitoral para reeleição de Bolsonaro

A equipe de transição de Lula já tinha identificado que 2,5 milhões de beneficiários não atendiam aos critérios do programa.

O governo federal cancelou o benefício de 1,8 milhão de inscritos no programa Bolsa Família entre janeiro e maio após pente-fino. A informação é do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, por meio da Lei de Acesso à Informação, solicitada pelo jornal Poder 360.

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Antes conhecido como Auxílio Brasil, o programa de transferência de renda é investigado por uso indevido durante as eleições, quando o governo de Jair Bolsonaro (PL) teria usado o benefício para compra de votos para se reeleger.

De acordo com o Benedito Gonçalves, corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve a utilização da máquina pública durante as eleições. Bolsonaro teria concedido benefícios financeiros aos cidadãos brasileiros durante o período eleitoral, com o “claro intuito de angariar votos, portanto, influenciar na escolha dos eleitores brasileiros, de modo a ferir a lisura do pleito”.

Empréstimos

O então Auxílio Brasil foi usado ainda para conceder, indiscriminadamente, crédito consignado aos beneficiários. Apenas durante o segundo turno, a Caixa Econômica Federal destinou R$ 7,6 bilhões a 2,9 milhões de pessoas, o que equivale a 99% do total de empréstimos feitos em 2022.

Após a vitória de Lula, apenas R$ 67 milhões foram liberados para 53 mil pessoas.

A Caixa nega que o volume de empréstimos tinha como objetivo favorecer o candidato à reeleição e informou que atuou conforme as autorizaões emitidas pelo Ministério da Cidadania.

Equipes de transição

Desde a transição, realizada em novembro e dezembro, a equipe do governo Lula já tinha indícios do uso indevido do Auxílio Brasil na compra de votos.

Além da inclusão de mais de 2,5 milhões que não atendem aos critérios para receber mensalmente R$ 600, havia também a suspeita em relação aos empréstimos consignados, que podem ser entendidos até como má-fé do governo, uma vez que muitos dos assistidos pelo programa recebem o dinheiro sem saber que teriam de pagar por ele depois, com juros e desconto do total do auxílio.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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