5 de junho de 2026

PGR pede que crime relacionado à escravidão seja imprescritível

Procuradoria diz que medida é necessária para reparar tecidos afetados pela escravidão moderna; ação foi distribuída para Nunes Marques
Ministros do STF tomaram decisão de forma unânime de repercutiram-na para todos os processos envolvendo o assunto. Foto: Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) pedindo que o crime de redução a condição análoga à escravidão seja considerado imprescritível.

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A medida busca garantir a reparação dos tecidos social e individual afetados pela escravidão moderna. A ação foi distribuída ao ministro Nunes Marques.

A PGR ressalta que a imprescritibilidade visa respeitar os princípios constitucionais da dignidade humana, do valor social do trabalho, da sociedade livre e solidária, da prevalência dos direitos humanos, da liberdade e da igualdade.

Entre os números apresentados pelo procurador-geral Augusto Aras, 2.575 pessoas em situação análoga à escravidão foram resgatadas apenas no ano de 2022.

No primeiro trimestre deste ano, o número chegou a 918 pessoas, uma alta de 124% em relação ao mesmo período de 2022.

Contudo, entre os anos de 2008 a 2019, 111 dos 2.625 réus denunciados pela prática tiveram condenação definitiva, o que corresponde a 4,2% de todos os acusados.

De acordo com as penas aplicadas, somente 27 condenados não poderiam se beneficiar da sua substituição por sanções restritivas de direitos, ou seja, somente 1% dos réus estaria efetivamente sujeito à prisão, se não alcançados pela prescrição.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Paulo Dantas

    4 de abril de 2023 11:26 pm

    Todavia se matar os caras o crime prescreve …

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