
Jornal GGN – Com quatro jornalistas assassinados este ano (veja aqui), o México enfrenta onda de violência de acordo com o jornal El País (veja aqui). O comandante da policia municipal de Santiago Jamiltepec, cidade no norte do México, foi preso por suspeita de ter assassinado Oaxaca Marcos Hernández Bautista, morto com um tiro na cabeça.
por Centro Knight para o Jornalismo nas Américas
Comandante da policía é preso por assassinato de jornalista no México
Silvia Higuera
Um policial municipal foi preso suspeito do assassinato do correspondente de Oaxaca Marcos Hernández Bautista, ocorrido em janeiro passado – o primeiro dos quatro homicídios de jornalistas neste ano no México.
Jorge Armando Santiago Martínez, comandante da polícia municipal de Santiago Jamiltepec, foi preso em 25 de fevereiro, segundo a revista Proceso.
A promotoria identificou um segundo homem supostamente envolvido no assasinato e se comprometeu a continuar as investigações até comprovar sua identidade e determinar os mentores do crime, informou a El Excelsior. As autoridades disseram que o suposto segundo envolvido no crime está preso há vários dias pelo assassinato de uma mulher, de acordo com o Imparcial.
No entanto, as autoridades não confirmaram o motivo do assassinato de Hernández, acrescentou o Imparcial.
Hernández levou um disparo na cabeça enquanto entrava em seu veículo na noite de 21 de janeiro, no município de San Andrés Huaxpaltepec, região da costa do estado de Oaxaca.
Além de trabalhar como correspondente para o Diario Noticias, Voz e Imagen de Oaxaca, ele também era secretário de cultura de Santiago Jamiltepec e colaborador em estações de rádio em Pinotepa Nacional e Santiago Jamiltepec, segundo o Diario Noticias, Voz e Imagen.
Depois de sua morte, a organização em prol da liberdade de expressão Artigo 19 do México informou que o diretor editorial do Diario Noticias, Voz e Imagen disse que “Marcos havia expressado temor porque em algumas publicações havia tocado em temas de interesses políticos e de interesses de autoridades da região”.
Uma fonte disse ao Comitê para Proteção a Jornalistas (CPJ) que Hernández havia sofrido ameaças devido a seu trabalho jornalístico, segundo a organização.
CPJ listou o assassinato de Hernández na categoria “motivo confirmado”, estabelecida para casos em que a organização considera que houve “razoável certeza” de que o jornalista foi assassinado por seu trabalho.
No entanto, a Proceso informou a respeito de uma hipótese de crime relacionada com a possibilidade de que Hernández fosse candidato a presidência municipal de Jamiltepec.
Hernández foi um dos quatro jornalistas periodistas assassinados no México este ano.
Um dia depois da morte de Hernández, o locutor de rádio comunitária Reynel Martínez Cerqueda também foi assassinado em Oaxaca. O corpo da jornalista de Veracruz Anabel Flores Salazar, que havia sido sequestrada em sua casa, foi encontrado no estado de Puebla, em 9 de fevereiro. Recentemente, o proprietário de uma estação de rádio Moisés Dagdug Lutzow foi assassinado no estado de Tabasco, em 20 de fevereiro.
alfredo machado
3 de março de 2016 8:44 pmdesgraça pouco comentada
Nassif,
A matança no México é enorme há muitos anos.
O narcotráfico deve matar cerca de dez mil por ano, e neste grupo tem de tudo, jornalistas, policiais e sabe-se lá o que mais. Durante o governo de Calderón, a matança do tráfico chegou a cerca de 60 mil assassinatos.
Estas quatro mortes de jornalistas devem ter a impressão digital de um ou mais cartéis mexicanos, pois a impressão é de um governo exercido pelos cartéis, ninguém conseguirá esclarecer as circunstâncias que envolveram as tais quatro mortes.
Basta imaginar a mecânica diária de uma favela como a de Neza, com seus 4 milhões de habitantes e com os cartéis funcionando por lá a todo o vapor, como o governo poderia consertar isto ?