4 de junho de 2026

As reações às medidas da gestão Haddad

Sugerido por Assis Ribeiro

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Da Carta Maior

Tocar fogo em SP: meta do conservadorismo em 2014

Saul Leblon

Haddad lidera reformas indispensáveis para tirar a cidade do caos. A velocidade dos ônibus já deu um salto de 45%. Mas o dinheiro grosso barra novos avanços.

A velocidade dos ônibus em São Paulo registou um salto de 45% em 2013 (de 14,2 kms/h para 20,6 kms /h).

Três milhões de pessoas ganharam 38 minutos por dia fora das latas de sardinha, que agora pelo menos andam.

Embora a maioria ainda desperdice mais de duas horas diárias em deslocamentos pela cidade, é quase uma revolução quando se verifica a curva antecedente.

Ninguém pagou mais por isso: as tarifas estão congeladas desde junho sob a pressão de protestos legítimos liderados  pelo Movimento Passe Livre.
Financiar a tarifa e modernizar  o sistema com 150 kms de corredores exclusivos (as faixas já passam de 290 kms) , seria a tarefa do aumento progressivo do IPTU previsto pelo prefeito Fernando Haddad.

A coerência entre os meios e os fins  é irretocável.

1/3 dos moradores mais pobres de SP não pagariam nada de IPTU em 2014; os demais, em média, contribuiriam com  um adicional de R$ 15,00 ao mês. Os boletos dos mais ricos, naturalmente, transitariam acima da média.

O matrimônio de interesses expresso na aliança entre Fiesp, PSDB e a toga colérica  implodiu esse reajuste.

Como Nero, eles querem ver São Paulo pegar  fogo para culpar os adversários (os cristãos, no caso do imperador).

Em meio às labaredas emergiria o palanque conservador como a escada Magirus  que  os reconduziria com segurança  ao Bandeirantes e, quem sabe, ao Planalto.

O dinheiro grosso fornece a gasolina; o tucanato fino de Higienópolis entra com o maçarico.

‘Bum!’, diz a mídia obsequiosa que estampa a foto de Haddad com a legenda: o culpado é o oxigênio.

Depois de subtrair  R$ 40 bi por ano do sistema público de saúde, ao extinguir a CPMF, eles não hesitam agora em usar o sofrimento da população como recheio do seu pastel de vento eleitoral.
 
É o de sempre, ataca Haddad: a coalizão da casa-grande contra a senzala.

Eles retrucam estalando o chicote da mídia.

A rede de ônibus da capital (linha e fretados)  transporta 68% das população e ocupa somente 8% das vias urbanas.

A frota de automóveis transporta 28% e ocupa cerca de 80% do espaço das vias.

A informação é da urbanista Raquel Rolnik, em artigo reproduzido no Viomundo.

A rigor, portanto, a mobilidade melhorou  para a maioria dos habitantes da cidade, com uma redistribuição pontual do uso do espaço  viário.

Mas a emissão conservadora atiça o fim de ano da classe média com bordão do caos no trânsito –por culpa do privilégio concedido  aos ônibus.

Na edição de sábado (21/12), o jornal Folha de SP estampa a manchete  capciosa em seis colunas, no caderno  Cotidiano: ‘Trânsito piora, e ônibus anda mais rápido’.

No manual de redação dos Frias , trânsito é sinônimo de transporte individual.

Há um traço comum  entre esse entendimento do que seja interesse coletivo e individual   e o belicismo conservador  contra o programa ‘Mais Médicos’.

O programa  subverteu a lógica protelatória e alocou médicos estrangeiros, cubanos em sua maioria, ali onde os profissionais locais não querem trabalhar: periferias conflagradas e socavões distantes.

Produz-se assim uma mudança instantânea na vida de 23 milhões de brasileiros  até então desassistidos.

Quantos não morreriam  à espera do longo amanhecer incremental preconizado pelo conservadorismo?

A dimensão estrutural desse  antagonismo perpassa a luta pelo desenvolvimento brasileiro desde Getúlio.

Reformas de base ou a delegação do futuro da economia e do destino da sociedade aos mercados?

Em 1964 o pelourinho midiático, a Fiesp e o tucanismo, na versão udenista, resolveram a pendência da forma sabida.

Meio século depois, São Paulo reproduz  em ponto pequeno a mesma confluência de interesses que se reivindica o direito consuetudinário de tocar fogo no canavial e estalar o açoite para fazer a moenda girar.

Primeiro, a garapa; resto a gente conversa depois.

Com a tigrada guardada nas senzalas.

Ou imobilizada em ônibus-jaula.

A gestão Haddad precisa modular o timming de suas ações para discuti-las antes com a população.

Tem agora um inédito conselho de participação popular para isso.

Mas é indiscutível que o prefeito lidera hoje um conjunto de reformas  imperativas, as reformas de base da São Paulo do século XXI.

Sem elas a cidade afundará no destino que lhe reservou a elite brasileira branca e plutocrática: ser um exemplo de viabilidade  de uma das mais iníquas versões do capitalismo no planeta.

Esse é o embate dos dias que correm na metrópole.

Diante dele, o silêncio de quem liderou  os protestos de junho chega a ser desconcertante.

Mas não é inédito.

Há inúmeros antecedentes gravados na história com os predicados de cada época .

E nenhum deles é inocência.

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22 Comentários
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  1. Lionel Rupaud

    26 de dezembro de 2013 1:39 pm

    A grande “batalha política” do Brasil

    está acontecendo na cidade de SP.

    As máscaras estão caindo rapidamente: a do P. Skaf, um não-industrial que usa FIESP, SESI, SENAI para se autopromover, e se posicionar do lado dos sonegadores (“impostômetro”), a da mídia que usa títulos cada vez mais “goebelianos”, atiçando o ódio da tal “classe média tradicional” contra tudo o que lembra mesmo de longo o PT. O Movimento Passe Livre em silêncio total sobre o “trensalão”, desvio de R$ 1 bilhão ou mais não aplicados no transporte público da grande SP.

    Teremos um ano muito interessante.

    Inclusive tudo o que acontece está me levando a me movimentar politicamente em direção ao PT, eu que votei PSDB sem falhas de 1994 a 2006 (sim por favor não precisa me apedrejar), em 2010 votei Dilma, Protógenes (dep.fed PCdoB), e anulei para governador e senador. Vou, obvio, votar Dilma, e os candidatos do PT para governador e senador, e para dep.. fed gostaria muito votar na filha do Genuíno.

    Será que sou o único?

    1. André LB

      26 de dezembro de 2013 8:50 pm

        Único? Que nada.
        Em casa

        Único? Que nada.

        Em casa a gente chegou a votar no Pitta. Só de lembrar tenho vontade de apedrejar a mim mesmo. E no PSDB. Com o passar do tempo, vi que o PT é um mar de gente, e em geral bem-intencionada, e o partido passou a colecionar meus votos de 1998 pra cá.

        O engraçado é que ando meio cheio do governo federal (juros, SECOM, etc), então andei pensando em votar diferente – mais à esquerda. Agora, com a irresponsabilidade demonstrada em junho por essa pivetada do MPL e os partidos que os apoiam, a exemplo de um PSTU, acho que vou ficar no PT mesmo.

        Quanto ao PSDB… se fosse pra votar em ladrão, eu votaria só em gente como o Maluf. É uma corrupção mais romântica, mais dribladora, e que de vez em quando deixa por aí uns km de metrô e de viadutos, diferentemente da corrupção-força, da corrupção de resultados do PSDB, que arrebenta tudo até a décima geração e não levanta uma guarita.

  2. André.

    26 de dezembro de 2013 1:49 pm

    Acho que o governo e seus

    Acho que o governo e seus simpatizantes como o bloguista desse espaço não entenderam a maior parte do recado das ruas. A população está entendendo que pagar 40% do PIB em tributos deveria ser mais do que suficiente para financiar essas obras que tanto o Haddad conclama. Acho que ele está sendo um cara de iniciativa, mas não o vi mostrando que a prefeitura tem caixa desperdiçado e que com gestão ele conseguiria por no sistema bilhões de reais a mais. Afinal, é mais fácil cobrar mais do que fiscalizar né?

    Também me posiciono contra o IPTU por entender que não tem tão mais de progressivo em taxar um patrimônio, que na maioria está na classe média (já tão combalida pela fome do leão), e que nem sempre esse patrimônio gera renda para se auto-regenerar da mordida. Em uma eventual necessidade de cobrança de mais impostos,que repito que ainda não se mostraram necessários, este deveria vir sobre renda/lucro e preferencialmente do setor comercial de alta geração de divisas.

    Mais uma vez, parece que se busca atacar o elo fraco com um discurso de que serão destinados a ele algo que nunca foi feito. Aumentar velocidade do ônibus não garante conforto dentro do ônibus e não necessariamente tira o carro da rua. O que se precisa são de medidas que vão além da próxima eleição, como um replanejamento da cidade para tentar distribuir as milhões de pessoas para pontos diferentes da cidade. Isso não só em São Paulo, como no Rio de Janeiro e outras tantas capitais.

    A classe política continua sem entender nada o que se passou em junho. Mas tudo bem… junho de 2014 me parece que o recado volta.

    1. Juliano Santos

      26 de dezembro de 2013 3:06 pm

      “Mais uma vez, parece que se

      “Mais uma vez, parece que se busca atacar o elo fraco”

      Elo fraco? Os “pagadores de impostos” não tem nada de fracos. São protegidos pelo pig e também pelo STF. O JB já acabou com esse problema. Mas só porque foi contra governo petista, esse sim, junto com o povão da periferia, o elo fraco. Os tucanos aumentaram o Iptu sem manchetes e liminares, numa boa

      O problema não é os “sei lá quantos por cento” de impostos. A questão é a forma injusta como é cobrado. O Haddad tentou fazer com que os ricos (elo fraco?!) pagassem mais e os pobres menos. Que ingênuo, como se ganhar eleição desse algum poder hoje em dia.

      PS: Aumentar velocidade do onibus não é melhorar o conforto? Diga isso para um trabalhador que gastava 3 hs e agora passou a gastar 1 hora da casa ao trabalho e vice versa. Ou melhor, não diga não, o cara pode ser nervosinho

      PS2: Concordo com voce, esse repertório coxinha deve voltar em junho de 2014, tudo no formato “padrão Fifa isso, padrão Fifa aquilo”

      1. André.

        26 de dezembro de 2013 5:20 pm

        De certo você não leu ou não

        De certo você não leu ou não teve interesse em ver o projeto detalhadamente. Lembre-se que quando se fala em taxar o patrimônio, primeiramente você está cometendo uma bi-tributação, pois já taxou a renda que originou na compra desse patrimônio. Mas analisando sem os detalhes jurídicos, até porque o IPTU já é convencionado como legal neste país, é preciso ver que uma grande parte das áreas desse projeto são de classe média. E eu acho que não estamos cometendo nenhuma justiça social tributando essa classe.

        Você subir o IPTU baseado em valorização de mercado, parte do pressuposto que todo possuidor do imóvel é um especulador e que por isso tem que ser tributado como preço de mercado. Muitos ali moram a 30 anos no mesmo lugar ou tiveram o bem como herança (já tributada na troca de mãos). Estes não obtiveram nenhum ganho pela bolha especultativa que paira sobre São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, …. É uma medida que ataca sim este “elo fraco” com um discurso de que está fazendo justiça.

        E eu ouso em dizer que isentar o IPTU ainda é uma péssima medida, pois pode estimular ainda mais a especulação imobiliária onde o custo é menor. Continuo enxergando essa medida como algo que vai elitizar mais ainda alguns bairros de classe média e empurrar mais gente para as periferias. Claro que isso não vai ser visto amanhã ou depois, mas é um processo que se iniciaria.

        E a argumentação de que tudo é culpa da Globo e do STF já não cola mais. É preciso reconhecer os erros, refletir sobre eles, para sair mais fortalecido. Houve alguns crimes cometidos, reconhecido pelos presos (em parte). Como vamos fazer melhor? Pare com essa síndrome de injustiçados.

        As ruas não direcionaram contra a Dilma ou o PT, mas sim contra a inércia do poder público brasileiro. Foi contra o PT de Brasília, contra o PSDB de São Paulo, PMDB do Rio, …. No Rio, o prefeito já fala de dar o aumento dos ônibus que ficou retido mais o desse ano de uma vez… O que ele entendeu? nada… Lá questionam em uma CPI como é feito a planilha de custo que é usada e descobriram que quem faz são as empresas de ônibus, maior interessada. Tinha até companhia que declarou aumento no aluguel da garagem, sendo que o imóvel era dela mesmo. Mas o prefieto preferiu o jeito fácil. É isso que as ruas querem… Que seja feito planejamento e organização.

        Nada contra o Haddad, que mesmo cometendo um erro (opinião minha), tem mostrado alguma vontade em fazer diferente. Mas eu prefiriria que ele nada fizesse no início, a não ser planejar para que executasse direito. Sua base de apoio fez lambança nos trâmites da lei e do regimento, que deu de presente para a oposição conseguir uma liminar.

        1. Jussara Lourenço

          26 de dezembro de 2013 6:17 pm

          IPTU legal

          O IPTU também é legal aqui no Canada e sofre reajustes periódicamente. E olha que o que eu pago de imposto de renda por ano não é brincadeira…

          Nessas horas o brasileiro não gosta que as coisas sejam como no hemisfério norte.

    2. Alexandre Bitencourt

      26 de dezembro de 2013 4:41 pm

      Eu entendi o recado das ruas …

      Eu entendi o recado das ruas. Era um “Fora Dilma!” e “Fora PT” travestidos de “estamos indignados com os políticos”.

      Uma galera que levantou a bunda e foi às ruas, não porque se preucupa com o povo, mas porque assistiu da “telinha da Globo” a truculência da polícia. Revoltados com a PM, foram criticar o governo federal. Reacionários travestidos de revolucionários!

      São os mesmos que enchem as redes sociais de compartilhamentos alertando que a Globo manipula, mas aplaudiram a prisão dos “mensaleiros” no molde truculento do STF seguindo as diretrizes da vênus platinada.

      Esperava que esses saíssem às ruas em favor do reajuste do IPTU? Eu não esperava! Um reajuste que reduziria o imposto em 11,5% da Cidade Líder e aumentaria em 29,48% em Alto de Pinheiros? Esperava sim um argumento preucupado ” … em taxar um patrimônio, que na maioria está na classe média …” . Sim, esta é a preucupação deles, pouco se importam se o mesmo imposto será reduzido na periferia.

      Mas as pérolas não param por aí, dizem que ” … Aumentar velocidade do ônibus não garante conforto dentro do ônibus …”. Como se 40 minutos mais cedo em casa e 40 minutos a menos em pé fosse mera impressão de conforto. Será que quem diz isso já ficou 3 horas e meia de uma sexta-feira em pé dentro de um ônibus parado no transito dos carros? Duvido muito!

  3. Claudio Augusto

    26 de dezembro de 2013 2:21 pm

    Não adianta os onibus andarem

    Não adianta os onibus andarem mais rapido se há menos onibus e linhas para atender a demanda.

    Ou que os corredores e faixas fiquem vazios a maior parte de tempo.

    1. AlvaroTadeu

      26 de dezembro de 2013 5:16 pm

      A lambança de um bobo.

      Taí, Claudio Augusto, boa tarde. Seu comentário seria sério e pertinente se você provasse que houve diminuição na quantidade de onibus em circulação e que por isso, aumentou o tempo de circulaçãqo dos passageiros. Como você comenta sobre o que não sabe, e pior, você não sabe que não sabe, para você só há um remédio: cale-se, cálice, cale-se!

    2. Artaud

      26 de dezembro de 2013 6:00 pm

      Sete milhões de automóveis, cada qual com seu Mané.

      Em qual região há menos onibus e linhas? Não sei de nenhuma. Diminuição de linhas significa a supressão delas. Não se suprime uma linha sem uma reação visível dos usuários. 

      A idéia dos corredores “vazios”  é exatamente essa: corredores desimpedidos para que a circulação dos onibus seja fluente. Corredores “lotados” significariam que a idéia de mobilidade foi pro vinagre. 

      O paulistano, eu incluso, precisa, deve, ter a obrigação de entender que não há mais a possibilidade de usar o carro sem encarar congestionamentos gigantes em qualquer região da cidade. Não há como construir mais ruas, túneis, viadutos, elevados, avenidas. Não há espaço nenhum para isso. A menos que se construam viadutos soprepostos uns aos outros. Ou túneis sob outros túneis.

      Aliás nao sei como ainda um desses prefeitos demo/tucanos que infestam a cidade não teve essa brilhante idéia.

      De acordo com medições do DETRAN e da CET temos uma frota de 7,5 milhões de veículos na cidade.  Desse montante 3,5 milhões entram em circulação diariamente. A grande maioria desses veículos são automóveis.

      E a grande maioria desses automóveis transportam unicamente uma pessoa, de acordo com o que vejo diariamente, o sujeito socando o volante e praguejando, como se o congestionamento fosse obra exclusiva “dos outros” e não do mané.

      http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/06/1296855-transito-em-sao-paulo-esta-cada-dia-mais-lento-diz-estudo-d5a-cet.shtmlo

    3. Inskandar Hamadrias

      27 de dezembro de 2013 11:22 am

      Na linha de ônibus que eu

      Na linha de ônibus que eu tomo o intervalo aumentou de 20 para 30 minutos, e sempre vem lotadíssimo. E no que a minha diarista toma, passavam três linhas que iam ao seu destino com um intervalo de 10 minutos entre eles. Mas cancelaram duas delas e agora ela chega a esperar 30 minutos pelo ônibus. Tudo isso em Novembro.

  4. Juliano Santos

    26 de dezembro de 2013 2:41 pm

    O unico que percebeu o

    O unico que percebeu o descalabro das administrações tucanas, que parou no combate à inflação e só fez cagada no resto? Claro que não. Só demorou um pouco né Lionel? Em 2002 isso já estava bastante claro. Mas antes tarde do que nunca.

    1. Juliano Santos

      26 de dezembro de 2013 2:44 pm

      Esse comentário é em resposta

      Esse comentário é em resposta ao Lionel. Só que foi parar no lugar errado. 

      Nassif, dá uma olhada nas falhas técnicas, pequenas mas chatas

      1. Lionel Rupaud

        26 de dezembro de 2013 5:41 pm

        Mas fui honesto, o que já é uma qualidade

        ou não?

  5. Carlos Roberto de Andrade

    26 de dezembro de 2013 2:58 pm

    Opinião

    Tentar voltar com o assunto CPMF e um pouco demais um imposto péssimo regressivo.

    Quanto ao IPTU creio ser saudavel a isenção dos mais pobres mas da forma como esta sendo conduzida

    sou contra não pode ser isento aptos pequenos em locais super valorizados como ocorre hoje, tem que isentar

    locais verdadeiramente pobres da periferia e não como hoje, já a atualização da planta generica deve ser feita mas

    aos poucos porque a renda não cresce na proporção deste aumento cavalar e o comercio pequeno tem passado

    por problemas graves em virtude de aluguéis abisrdamente altos.

    Os corredores tem que continuar fazendo privilegiando a maioria da população que é quem usa o onibus, preciasa

    aumentar a quantidade e melhorar a qualidade. 

    .

     

     

  6. NNN

    26 de dezembro de 2013 7:27 pm

    Pessoal ruim de aritmética…

    Se o caboclo fica menos tempo dentro da (mesma) “lata de sardinha” é sinal que a frota diminuiu. Do contrário as “latas de sardinha” ficariam mais vazias, uma vez que elas circulariam mais vezes durante o dia. Outra coisa que ninguém notou e que deveria ter ocorrido, se tudo fosse a maravilha que pintam: diminuição do intervalo entre os ônibus das mesmas linhas. Foi assim que as empresas ganharam o aumento.

    Ou alguém me prove que a quantidade de usuários aumentou…

    De resto, o “libelo de centro acadêmico” é a bobagem de sempre: nós contra eles, branco contra preto, rico contra pobre…

  7. ulderico

    26 de dezembro de 2013 8:53 pm

    São Paulo está cansado de

    São Paulo está cansado de pagar impostos. Até porque é o que mais paga e financia a demagogia municipal e federal.

    A Fiesp representa os interesses da operosa indústria paulista, a que mais emprega enquanto os outros fazem discurso. Precisa se defender da sanha tributária socialista.

     

    1. Ulisses s

      26 de dezembro de 2013 10:13 pm

      Só pode ser piada

      um comentário tão ridículo assim! O desaparecimento da verba do dessoreamento do Tieté, roubalheira tucana do ROUBOANEL e Paulo Afrodescendente ” Não se abandona um companheiro na beira do caminho” ou o TRENSALÂO tucano, com roubo acima de 1 bilhão de reais não é demagogia não! São fatos mesmo. Aí não existe demagogia, existe é qudrilha, assalto ao contribuinte. Assim como na gestão passada, a prefeitura do Kassab e Serra com seus fiscais e o assalto de 500 milhões, o subprefeito dono de meio mundo de prédios em São Paulo.

  8. josé maria de souza

    26 de dezembro de 2013 9:49 pm

    O Haddad está agindo

    O Haddad está agindo corretamente. Mesmo sob risco de desgaste devido à manipulação das notícias pelas  famiglias jornalísticas,  pelos tucanos e pelos joaquins.

    josé maria

     

  9. carlos_ribeiro

    26 de dezembro de 2013 10:42 pm

    Classe média NUNCA vai andar

    Classe média NUNCA vai andar de ônibus.

    Nunca q eu iria iria enfrentar uma lata de sardinha q me economiza 40 minutos em troca do meu carro com ar condicionado, som 3D, bluetooth, internet rápida e que me leva até à porta da minha casa pra ficar em pé apertado entre gente q não conheço.

    Classe média só usa Metrô, e olhe lá, pq é rápido.

    Classe média que fica enfurnada (ops, ar condicionado) em carro engarrafado vai dar o troco bonito em 2014.

    1. Adma Andrade Viegas

      27 de dezembro de 2013 2:39 pm

      Eu sou classe média e ando de

      Eu sou classe média e ando de ônibus.

      Bom, mas a parcela mais reacionária da classe média  já vota no PSDB há milênios em SP. Vota e vai continuar votando. Então o PT não vai perder esses votos, porque não os tinha.

      Olha só a pérola:  “Nunca q eu iria iria enfrentar uma lata de sardinha q me economiza 40 minutos em troca do meu carro com ar condicionado, som 3D, bluetooth, internet rápida e que me leva até à porta da minha casa pra ficar em pé apertado entre gente q não conheço.

      Uma coisa é criticar a má qualidade dos ônibus. Outra é a visão elitista e umbiguista.  Gente individualista que pensa assim vai votar na esquerda? Nunca!

       

       

      1. Cíntia Costa

        28 de dezembro de 2013 9:47 pm

        Classe média paulistana: pândega ou esquizofrênica?

        Uma classe média encantada…, muitos e muitos deslumbrados com a velha Paris, entre outras. Inclusive, quando podem, passeiam, fazem compras por lá, e, obviamente, não abrem mão do carro com ar-condicionado por aqui, até por que deve ser bem difícil encontrar alguém no buzão usando Channel.

        Mas, essa mesma classe mé(r)dia é incapaz de perceber que na “Cidade das Luzes”, por exemplo, o carro fica na garagem, enquanto o serviço de transporte coletivo é amplamente utilizado pelos parisienses – logo, aqui, o problema não está no povão, mas sim na complexada classe mé(r)dia; aliás, complexos típicos de país colonizado, cujo efeito mais daninho e perverso  se manifesta exatamente na “elite”.

        Provavelmente, os incautos pândegos/esquizôfrenicos digam: “ah, mas o sistema de metrô de Paris funciona e cobre a cidade”. É verdade, mas é bom lembrar que a dinastia tucana (PSDB) governa o Estado de São Paulo há quase 20 anos (e o sistema de metrôs e trens é de responsabilidade do Governo do Estado… nem vou falar da corrupção/ cartéis, panes constantes nas linhas; é bom registrar que metrôs e trens também andam como latas de sardinha, isso não é uma exclusividade dos ônibus), enfim, em 20 anos, a dinastia  já devia ter feito um pouqinho mais, né?!? Enquanto o coitado do Haddad tem que resolver tudo em menos de 01 ano. Francamente!! Sem falar dos 08 anos em que a cidade/capital ficou nas mãos da turma do Serra (PSDB/PSD).

        Acho que para o perfil do eleitorado tucano, no geral com algum nível de dificuldade para observar as verdadeiras imagens refletidas, o ritmo de trabalho do PSDB em São Paulo, sobretudo no Estado, nem de longe se aproxima daquele sonho de que o Estado mais rico da federação deva e/ou possa se aproximar de padrões europeus de qualidade.

        … hummm… mas os caras estão fazendo o “Bom Prato” – eles têm gasto tanto dinheiro com publicidade agora no final do ano que dava até para aumentar o número de restaurantes do programa. Eureka, fica a dica, então: é possível passar Channel, pegar o carro com ar-condicionado e almoçar por R$ 1,00 – ah, mas é bom sair com bastante antecedência, por que, além do trânsito, a fila nos poucos “Bom Prato” passam de 01 hora e meia de espera e, infelizmente, os  chiques e cheirosos não podem fazer reserva com antecedência. Mas fiquem tranquilos, nesses espaços a moçada pobre da periferia não costuma fazer “rolezinho”….

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