Acompanhe a cronologia.
- As dúvidas na privatização
- Conforme o artigo “EMAE e o golpe das privatizações de Tarcísio de Freitas” o golpe das privatizações segue um modelo em três atos.
- Blindagem ideológica
A mídia reforça a narrativa de que empresas estatais são ineficientes, enquanto privatizações são sinônimo de modernização e progresso. Essa construção simbólica prepara o terreno para a aceitação pública da venda de ativos estratégicos. - Arquitetura financeira sofisticada
O controle das empresas é adquirido com uma fração do capital total, por meio de estruturas como fundos de investimento, debêntures e garantias cruzadas. O caso da EMAE é emblemático: o Fundo Phoenix FIP comprou 30% da empresa por R$ 1 bilhão, usando ações da Ambipar como garantia — ações que, segundo a CVM, foram artificialmente valorizadas. - Rapinagem sobre o caixa e os ativos
Após assumir o controle, os novos gestores priorizam distribuição de dividendos, desmonte de ativos ou investimentos em empresas do próprio grupo, em detrimento da qualidade dos serviços. A EMAE, por exemplo, investiu R$ 250 milhões em títulos da Light S.A., empresa ligada a Nelson Tanure, e emprestou R$ 10 milhões à Milos Participações, também associada a ele.
O roteiro EMAE-Banco Master
- O governo Tarcísio de Freitas privatiza a Emae, vendendo o controle ao Fundo Phoenix FIP, cujo investidor de referência é Nelson Tanure. Valor: algo em torno de R$ 1,0–1,04 bilhão.
- Já privatizada e sob gestão vinculada ao Phoenix/Tanure, a Emae aplica R$ 160 milhões em CDBs de um banco do conglomerado Master em 30/9/2025.
- Na sequência, em 7/10/2025, depois de ter comprometido 5,88% do caixa da Emae com o Master, Tanure revende a empresa para a Sabesp por cerca de R$ 1,13 bilhão.
- Pouco mais de um mês depois, em 18/11/2025 o conglomerado Master (Banco Master, Letsbank) foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central. Ou seja, Tanure conseguiu vender a Emae sem registrar o prejuízo futuro com a liquidação do Banco Master.
- O cunhado de Daniel Vorcaro (dono do Master), Fabiano Zettel, foi o maior doador pessoa física da campanha de Tarcísio (R$ 2 milhões).

São muitas as dúvidas sobre essa aplicação no Master.
- Quem autorizou a aplicação?
- Onde estão as atas do conselho?
- Houve análise formal de risco?
Critérios técnicos
- A EMAE respeitou:
- Limites de risco por emissor?
- Política interna de rating mínimo?
- Limite de concentração bancária?
Conflito de interesses
- Aplicação em banco ligado a familiar de grande doador do governador = coincidência?
- O banco foi escolhido por taxa, relacionamento ou pressão política?
Leia também:
Rui Ribeiro
2 de dezembro de 2025 7:52 amO Tarcísio afirmou que chegou a hora de dar basta ao crime organizado.
Porque ele decidiu tão tardiamente que chegou a hora de dar basta ao crime organizado?
Mas finalmente ele decidiu que a hora do basta chegou. Quem sabe faz a hora, não espera ela chegar. Antes tarde do que nunca.
Rui Ribeiro
2 de dezembro de 2025 8:04 am“Em 1º de dezembro de 2022 ele se dirigiu pela primeira vez à tropa com uma série de projetos em mente, querendo, de fato, fazer a diferença, construir uma sociedade mais segura. Três anos depois, nós temos muito o que celebrar”. – Tarcísio falando sobre o Derrite
“Neutralizamos centenas de líderes dessas organizações criminosas”. – Derrite
Eles estão celebrando execuções sumárias. Porventura existe pena de morte?
Porque os ladrões das forças de segurança tapavam suas câmeras corporais durante a megaoperação no Alemão/Penha?
Ora, prá praticar crimes impunemente. Ladrões e assassinos.
CLESIMAR JUNIOR
2 de dezembro de 2025 7:15 pmMaster, venda para o BRB. Governador do DF privatizando a companhia de eletricidade de Brasília.
Será que essa privatização é ligada ao master?
José Machado
3 de dezembro de 2025 7:38 amPrivatização significa “golpe” em cima do bem público.
Privatizar é sinônimo de golpe, ou desvio de patrimônio público mediante desinformação e enganação, uso de
discurso falso. É como todo golpe um estelionato político.
Político, porque a atividade política (toda atividadade política) objetiva o bem da coletiva. Esse é o objetivo da política.
Mas, o estelionatário usa a ideologia política para roubar (usando a afetação do bem comum) o mesmo ocorrre na religião
dos pastores evangélicos. É o mesmo golpe, tanto o uso da política (como bem comum), como do uso religioso (a fé
humana), na busca religiosa, que envolve não só fé, mas esperança de uma vida melhor). Caindo tudo no bem comum.
Os estelionatários (como demônios) usam esse sentimento da busca pelo bem, tanto na política quanto na religião.
Sim, são demônios, não se importam com isso, se comprazem, querem apenas enganar os inocentes (quem cai no conto)
e a busca é por dinheiro (e quando possível, sexo, poder, bens, etc.).
Marcos Coelho
3 de dezembro de 2025 7:56 amAs estatais em geral não fazem investimentos contínuos de modernização como as empresas privadas, o que gera ao longo do tempo a ineficiente. Além disso as estatais são usadas como cabides de empregos para cabos eleitorais, amigos e familiares de políticos.
Milton
4 de dezembro de 2025 7:55 amVerdades. Mas a solução não é a privatização e sim maior atuação dos órgãos fiscalizadores MPF, Assembleias Estaduais e a imprensa. Mas talvez seja esperar demais das instituições carcomidas por dentro. Imprensa omissão ou, pior, interessada.
RAFAEL ALFIERI PERRACINI
3 de dezembro de 2025 1:47 pmPorque a matéria só tem um lado da coisa e não mostra as ligações do governo e do PT da Bahia também?
José Machado
3 de dezembro de 2025 3:54 pmAs estatais fazem investimentos sim, quem não faz é são as empresas privatizadas. Isso é uma MENTIRA.
Se não fosse a TELEBRÁS, isso mesmo a velha TELEBRÁS que foi ESTATIZADA pelo presidente Lula, e
retornou na operação, a nossa internet ainda seria pela VELOX da Oi até hoje.
A Telebrás, reestatizada fez um trabalho extraórdinário e nos colocou a frente na internet. Hoje é normal
internet de 1gb de fibra ótica, por preços baixos. E no país inteiro.
A mesma coisa é essa conversa fiada de que as estatais é cabide de emprego. Isso foi a mídia que
criou essa enganação para o povo brasileiro. As privatizações derrubam os salários dos funcionários,
demite pessoas e precariza o serviço público. Tudo em nome do lucro para distribuição de dividendos
ou endividamento da estatal (super endividamento).
Beto
3 de dezembro de 2025 6:04 pmO mesmo cara fazendo todas as respostas tudo se compra tudo se vende estatal é prejuiso para o cidadão não para o governo na privatização entra dinheiro no cofre do governo que investe em infra estrutura para o povo rodovias segurança pública e boas empresas fora das mãos do governo se tornan ótimas empresas
Marcos Tavares
3 de dezembro de 2025 8:34 pmO povo, já tão oprimido pela narcoditadura, que extorque, implanta tribunal, executa, controla serviços( gás GLP, internet, água mineral, segurança), não quer saber nem nada entende das arece complexidades bancárias/ acionárias. O povo quer saber quem, força pública, desfechará implacável luta contra o narcoterrorismo. E subjaz uma há corrente ideia de que não será o atual Governo federal.
Tarcísio Melo
3 de dezembro de 2025 9:49 pmTem “governador” em Estado vizinho copiando o passo a passo para fazer iqualzinho com as duas mais importantes Estatais. Oi Nassif quando é que sai o artigo sobre o jeca?
Tati
4 de dezembro de 2025 8:50 amPrivatização é falácia! Nunca foi sinônimo de eficiência! Esse discurso foi amplamente semeado pela mídia desde o governo FHC que fez virar pó as ferrovias do país. O que ocorre é que quem ganha são ” investidores” acostumados a jogar no mercado. Nenhum desses grupos de fato pensa em pegar uma empresa pública e transforma-la em uma empresa privada que seja eficiente para a população. O que conta é o lucro imediato da transação e a previsão de em uns 10, no máximo 20 anos, sugarem toda vantagem que puderem, sem investir um tostão de seu e depois cair fora alegando falência. É um negócio em que o governo entra com toda a infraestrutura já pronta e os espertos só com o tal “know-how” e muita lábia e promessas de investimento. Basta ver o que aconteceu com a telefonia vendida a preço de banana para a Oi, as ferrovias entregues para a ALL que parece que não investiu um único tostão, tal o estado em que essas ferrovias foram repassadas a outra empresa chinesa. quem viaja pelo Brasil vê que as ferrovias estão em estado calamitoso. Poderiam ser utilizadas como transporte de passageiros como era antigamente, para desafogar o trânsito caótico. Mas não. O que se vê é só lorotas de quem opera essas concessões. Ficam 20 anos, no máximo, saem com os bolsos cheios e deixam atrás de si um rastro de descaso, ineficiência e sucateamento.