No dia 22 de julho passado, no artigo “Como o Departamento de Estado dos EUA interrompeu os acordos de defesa Brasil-França”, de certa forma antecipamos os problemas que agora surgem, em relação aos Gripen adquirido pela FAB.
“Um dos pontos centrais da licitação, que inclusive pesava contra os F-15, era não depender de aviões que contivessem peças norte-americanas, dado o alto grau de controle exercido pelo Pentágono. Nesse contexto, o Rafale, da francesa Dassault, emergiu como favorito, especialmente após a visita de Lula a Nicolas Sarkozy, que selou a parceria.
Além de não ter nenhuma dependência de tecnologia norte-americana, a Dassault se comprometia a montar uma fábrica no Brasil que serviria para vender para toda a América Latina e Sul Global. O interesse da França estava na existência de uma inteligência tecnológica brasileira. O Rafard seria fabricado em São José dos Campos, através de uma spinoff, ou seja, da criação de uma nova empresa, condição imposta por Lula para assegurar a transferência de tecnologia.
Além disso, a compra do Rafale abriria caminho para uma parceria em satélites.
Com a cumplicidade da Lava Jato e da Operação Zelotes, a geopolítica americana conseguiu atrasar a construção do submarino, em uma conspiração que atingiu o presidente da França e a Odebrecht. No artigo “Xadrez do submarino nuclear e o novo pré-sal” mostramos a parceria Procuradoria Geral da República-Departamento de Estado norte-americano para inviabilizar o submarino, resultando no ato mais infame da Lava Jato: a prisão do Almirante Othon.
O procurador suíço Stefan Lenz, braço americano da Lava Jato, foi acionado para comprometer o presidente francês Nicolas Sarkozy e, com isso, chantagear a França para que a Alston vendesse sua turbina – peça central do acordo dos submarinos – para a General Eletric. A cumplicidade era tão grande que, quando foi afastado do Ministério Público suíço por abusos cometidos, Lens foi convidado pelo então PGR Rodrigo Janot para atuar como assessor no Brasil.
O grande responsável pelo desastre do Gripen foi o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Juriti Saito, um americanófilo radical. E, depois, o Ministério Público Federal do Distrito Federal, que tentava reeditar, com suas operações, o mesmo esquema da Lava Jato com sua fundação.
Saito era tão apaixonadamente americanista, que recusou-se a entrar em um Rafale, para um vôo demonstração. Quem entrou foi um civil, o Ministro da Defesa Nelson Jobim.





Abaixo, os personagens desse jogo anti-nacional: ex-juiz Bretas,ex-Procurador Geral da República Rodrigo Jânio, Procurador Anselmo, do DF, ex-Procurador suíço Lena e Tenente-Brigadeiro Saito.
Saito insistia no americano FX. Quando ocorreu a espionagem americana em Dilma, ela reagiu e se negou a adquirir o equipamento americano. Mesmo porque, os EUA ficariam com pleno controle, podendo anular os aviões em qualquer conflito que não fosse de seu interesse.
Sobraram na disputa um caça russo, o Rafale e o Gripen. Saito escolheu o Gripen, apesar dos alertas de que sua aviônica era americana, e poderia ser alvo de boicote sempre que alguma decisão contrariasse os Estados Unidos.
Agora vem o boicote. Tentam ressuscitar até a infame Operação Zelotes atribuindo a Lula a decisão de Saito.
É mais uma demonstração clara de que a subordinação das Forças Armadas brasileiras aos Estados Unidos fez com que abandonassem de vez seus compromissos com a segurança nacional. São Forças Armadas pequenas de um país que esqueceu de crescer.
Como me lembra um analista do setor, os EUA definiram, com essa medida, que o Brasil não é mais um país aliado-subordinado.
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Fábio de Oliveira Ribeiro
11 de outubro de 2024 10:41 amAlguém já viu promotores russos, norte-americanos, franceses, ingleses, alemães, italianos e espanhois tentando impedir a Rússia de produzir caças Su-57, os EUA de fabricar caças F-35, a França de desenvolver e produzir o Rafale ou Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha interromperem a produção do Eurofighter? Esses nóias do MPF que se esforçam tanto para deixar o Brasil sem o seu caça deveriam ser sumariamente exonerados, até porque em caso de guerra eles obviamente se esconderão em suas casas ao invez de defender o país.
Antonio Rodrigues
11 de outubro de 2024 10:46 amEu não sabia que o motor do Gripen era norte americano! O brigadeiro Saito sabia!
AT
11 de outubro de 2024 10:35 pmEis minha questão. De caso pensado escolheu o Grippen. Traíra fdp
Francisco Santos
11 de outubro de 2024 2:29 pmLula está com todas as informações em mãos
Já sabe de quem comprar e quem deve evitar
Só acho que não pode deixar tudo nas mãos da defesa, deveria haver uma divisão de responsáveis pela análise e compra
E reestruturar nossos órgãos de desinteligência federal ou refunda-lo
grevista
11 de outubro de 2024 5:48 pmRecomendo o livro “A Armadilha Americana”, de Frédéric Pierucci e Matthieu Aron, Editora Kotter. É essencial para entender o que está ocorrendo.
carlos roberto de souza marques
21 de outubro de 2024 2:36 pmEstou com o livro em mãos. Estou lendo. Putaria pura.
AMBAR
11 de outubro de 2024 7:38 pmBom, depois de quase morrer e convidar a sua equipe para a última refeição na tormenta que se sucedeu quando seu avião teve pane, o Lula assegura que comprará o avião que lhe aprouver. O melhor e o mais caro e também outro avião para colocar à disposição dos ministérios. Parece que ele perdeu aquela timidez típica da esquerda em usufruir do que é bom e de direito.
Diogenes Jose Melo da Silva
12 de outubro de 2024 9:10 amNão é nada disso. O Lula não tem mais meandros pra lidar com os seus adversários, a idade e experiência lhes permitem dizer o que pensa,contrariando num povo, num país culturalmente diplomático demais. Não é falta de gosto pelo quê é bom, que a esquerda não tenha, ela talvez não tenha futilidade da direita. A opção se o seu comentário for verdadeiro e eu desconheço, é por tecnologia que os americanos não possam sabotar. Enviar um pager ou causar pane.
emerson57
12 de outubro de 2024 11:31 amEi, EMBRAER,
Faça um avião para o Lula.
Se o seu maior avião não tem alcance suficiente, aumente o tanque.
O avião NÃO voará com a capacidade máxima de passageiros ou de carga para que foi projetado quando destinado à aviação comercial.
Dentre os engenheiros que não foram levados pela Boeing deve haver alguem com capacidade de resolver o problema.
Como avião executivo poderá ser oferecido para outros chefes de estado e milionários do mundo.
Ai ganha “de grátis” um garoto propaganda que será presidente até os 120 anos de idade.
Quantos chefes de estado poderão chegar numa reunião da ONU com avião feito em casa?
(quando Lula comprou o aerolula, fiz a mesma sugestão)
Diogenes Jose Melo da Silva
12 de outubro de 2024 8:59 amOs USA só faz o que faz com uma nação tão grande como o Brasil, porque há entre nós uma elite tacanha,lesa-pátria,em quê no cerne dos seus valores está a traição, o egoísmo para o seu bel prazer ou melhor, insaciável bolso!
Enquanto essa elite corsária não for punida no contra pé de um golpe, o Brasil não terá salvação.
É escândaloso o fato dos americanos se acharem donos do Brasil, no conluio com autoridades brasileiras, principalmente militares a quererem ditar o que somos e como somos, quando eles são tão protecionistas no que são, pra que são!
É uma prova cabal, quê os americanófilos ou são estúpidos ou são corruptos pra não enxergar com quem estão cooperando, cujo o único objetivo é nos dominar, mesmo que pra isso nos matem, como fizeram em 64.
Bernardo
12 de outubro de 2024 12:36 pmVamos comprar da Rússia então. Creio que a Suécia não entrará nesse jogo dos EUA mas, por via das dúvidas, a China e a Rússia produzem aviões desse tipo e parece que até a Índia. O fato é que já passou da hora do Brasil produzir seus próprios aviões de combate.
José de Almeida Bispo
13 de outubro de 2024 10:15 amSe quer feito? FAÇA! Proibiram a Alemanha do pós 1ª Guerra, de na prática, ter Força Aérea. Enquanto os nazistas não conseguiam o nihil obstat da capitalismo ocidental, claro e insofismável, para destruirem a União Soviética. (judeus ocidentais foi só fonte de financiamente, como na inquisição espanhola; ciganos, gays, poloneses, tchecos, detalhes do treinamento à carnificina). Treinaram os pilotos em planadores de madeira. Mas treinaram. E quando chegou a hora da horda da destruição, a Luftwaffe estava melhor que a RAF; e anos-luz à frente do alvo: “os comunistas”. Jamais os Estados Unidos ou outro nação grande vai passar tecnologia de ponta ao Brasil. JAMAIS. Mesmo que parte de certa unidade do brasil permaneça suspirando em devaneios por mais de século em ser “o 52º” Estado americano.
Padawan
13 de outubro de 2024 2:48 pmQuando eu tinha menos de 10 anos, desenhava aviões e batalhas aéreas.
Mamãe se informou e descobriu em SJC uma escola de engenharia aeronáutica ITA.
Cresci e desenvolvi outros interesses, mas sempre que vejo um avião ou nave venusiana lembro da infância perdida.
Hoje em dia os drones estão aí.