4 de junho de 2026

Trump e o comércio com o Brasil, por Luís Nassif

Trump ameaçou com taxas de importação produtos de países que mantenham grandes saldos comerciais com os Estados Unidos.
Gage Skidmore - Flickr

Uma das dúvidas para 2025 é como se comportará o neoprotecionismo norte-americano anunciado por Donald Trump. Ele ameaçou com taxas de importação produtos de países que mantenham grandes saldos comerciais com os Estados Unidos.

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O Brasil não se enquadra aí. Nos últimos anos, acumulou déficits comerciais com os EUA, que só foi reduzido em 2025. Em 2012, foram US$ 13,9 bilhões de déficit; em 2023, de US$ 1 bilhão e no ano passado de apenas US$ 253 milhões.

Em outros tempos, o aço brasileiro enfrentou barreiras tarifárias. De dez anos para cá, a pauta de exportações se diversificou bastante. As exportações brasileiras saltaram de US$ 27 bi para US$ 40 bilhões.

O maior salto foi em produtos industriais elaborados, que saltaram de US$ 10,9 bilhões para US$ 15,4 bilhões. Entram nessa classificação o aço laminado, óleos orgânicos e produtos químicos.

Outro bom aumento foi em combustíveis e lubrificantes básicos, que saltaram de US$ 3,4 bi para US$ 5,8 bilhões. E também bens de capital, pulando de US$ 1,4 bilhão para US$ 3,2 bilhões.

O terremoto cambial

Ontem o dólar caiu para R$ 6,02 e o BOFA (Bank of America) recomendou investir no Brasil. Mas é uma paz passageira. Como diz um operador que participou ativamente do jogo cambial dos últimos dias, os especuladores estão engolindo o sangue depois de duas porradas seguidas. Nas que custaram R$ 190 bilhões de reais ao país. Houve uma entrada de dólares pela promessa de alta de 3 pontos na Selic.

Mas a situação continua complexa. Na explicação de um operador, o Banco Central puxou o país do precipício pelos cabelos. Se nada for feito, em breve voltará o quadro especulativo ameaçador.

O BC não vê nenhuma possibilidade de regulações restritivas nessa era das criptomoedas.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. Stalingrado

    10 de janeiro de 2025 7:38 am

    Não entendi esta afirmação solta no final do texto “BC não vê nenhuma possibilidade de regulações restritivas nessa era das criptomoedas.”. As operações de especulação se dão fora do domínio das criptomoedas.

  2. Juarez Santista

    10 de janeiro de 2025 7:42 am

    No início de dezembro de 2024 um grupo de crianças do futebol do santos das escolinhas de Mogi das cruzes chegou na Disneylândia nos EUA para um torneio. Em quatro dias todas rejeitavam a comida americana devido ser adocicada, ou obrigatoriamente vir com molho barbecue. Não conseguiam comer. Nossa independência é cultural e orgânica.

  3. Josefrutomaduro.marcelo

    10 de janeiro de 2025 9:25 am

    Nassif eu ptendi,desptendi ai prendine depois desprendi a Corina !!!Obs.;Assistam hotel Ruanda e vejam uma OPERAÇÃO PSICOLÓGICA experimental muito bem sucedida infelizmente muitos deles ainda não estão aqui !!!Obs2.Não vai dar para mim ir à posse do comédia
    Thuamp pois o meu crédito do bilhete único já acabou!!!

  4. Paulo Cesar Moreno de Menezes

    10 de janeiro de 2025 3:30 pm

    Só foi reduzido em 2025?

    1. Paulo Gomes

      12 de janeiro de 2025 6:30 am

      Ela já encontra-se em 2026

  5. emerson57

    10 de janeiro de 2025 9:06 pm

    A cabeça do trumpe funciona assim: a conversa com países que não se dão ao respeito é a mesma do chinelo com as cucarachas.

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