4 de junho de 2026

Sem percalços, Congresso aprova crédito orçamentário de R$ 3,5 bi

Os recursos para os créditos vêm de remanejamentos dentro do Orçamento de 2023 ou do cancelamento de despesas
Sessão do Congresso Nacional desta quarta-feira (12) aprovou o acréscimo orçamentário. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Na tarde desta quarta-feira (12) o Congresso Nacional aprovou a abertura de R$ 3,5 bilhões no Orçamento 2023. Os parlamentares possibilitaram a abertura para a injeção do montante ao dar aval a seis Projetos de Lei do Congresso Nacional, da sigla PLN.  

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Os recursos para os créditos vêm de remanejamentos dentro do Orçamento de 2023 ou do cancelamento de despesas.

Os parlamentares também autorizaram um reajuste de 18% para as forças de segurança do Distrito Federal, parcelado em duas vezes (PLN 12/23). Os projetos serão agora encaminhados para sanção presidencial. 

O maior crédito (PLN 11/23), de R$ 3 bilhões, será utilizado em transferências para estados e municípios, para o atendimento da Lei Aldir Blanc 2. A lei foi aprovada pelo Congresso no ano passado e institui uma política de fomento à cultura, com repasses anuais para ações no setor. 

Obras, museus, PF…

Na discussão dos projetos na Comissão Mista de Orçamento, a Agência Câmara trouxe a fala do deputado Rafael Prudente (MDB-DF), que destacou que uma parte do dinheiro será utilizada para duplicar o acesso para a cidade de Brazilândia, no entorno de Brasília. 

O segundo maior crédito (PLN 10/23), de R$ 497,9 milhões, será aberto para diversos órgãos do Poder Executivo, como a Agência Espacial Brasileira, a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro de Museus.

Os demais projetos de créditos beneficiam obras de órgãos do Poder Judiciário, concessão de créditos para famílias atingidas pela estiagem no Rio Grande do Sul e o custeio de benefícios de universidades federais. 

Reajustes e Educação

O projeto que autoriza reajuste de 18% para os servidores públicos e militares pertencentes às forças de segurança do governo do Distrito Federal e para os militares dos ex-territórios terá um custo de R$ 372,2 milhões neste ano. O primeiro reajuste, de 9%, será agora em julho.

Segundo o governo, os reajustes das forças do DF não resultarão em aumento da despesa geral porque serão feitos no âmbito dos limites disponíveis do Fundo Constitucional do Distrito Federal.

O projeto também traz demanda do Ministério da Educação para o acréscimo de 5 mil vagas para o banco de professor-equivalente e quadros de referência dos técnicos-administrativos em educação, com impacto de R$ 202,8 milhões neste ano.

Com informações da Agência Câmara 

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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