
Da Agência Brasil
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (11) que não se considera “incendiário” e nem acredita que o país precise de um “bombeiro”. A declaração foi feita no Salão Verde após declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de que temas como possível impeachment da presidenta Dilma e apreciação de contas dos governos anteriores e do atual não são prioridades e que colocá-las em pauta é “pôr fogo no país”.
“Contas é uma decisão dele [Renan Calheiros]. Já apreciamos e votamos [contas de governos anteriores]. Desde quando cumprir nossa obrigação é tacar fogo em alguma coisa? Não cumprir nossa obrigação é que nos responsabiliza por omissão. Se ele [Renan] não apreciar as contas, ele que responda perante a Casa dele e perante a sociedade”, disse Cunha.
Há cinco dias, deputados federais aprovaram as contas dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Apenas no caso de Itamar, a aprovação seguiu para promulgação, pois já foram apreciadas pelos senadores. Nos outros casos, as contas ainda precisam passar por votação no Senado. “Eu estou absolutamente tranquilo. Isto é uma prática da Casa que havia sido esquecida. As contas de 2014 irão começar pelo Senado e será decisão dele [Renan] votar ou não”.
Renan Calheiros reuniu-se ontem com ministros da área econômica quando ficou acertada a apreciação de propostas e reformas necessárias para retomada do crescimento da economia no país.
Já Cunha destacou que o Congresso é bicameral, composto por Câmara dos Deputados e Senado. Com isso, a maior parte das decisões legislativas dependem da aprovação dos deputados federais e senadores. “O fato de aprovar aqui [Câmara dos Deputados] não quer dizer que Senado tem que aprovar. Tem coisas que são atribuição de uma Casa, outras de outra e coisas que são das duas. É preciso cada um saber seu papel. Acho absolutamente normal concordar ou não”, disse.
Eduardo Cunha citou, como exemplo de posicionamento diverso dos parlamentares, o projeto de repatriação de recursos que estão no exterior. De acordo com o deputado, se o projeto “não for do Executivo” não será apreciado pela Câmara dos Deputados. O governo defende a proposta apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que facilita a repatriação de ativos mantidos no exterior como alternativa para aumentar a arrecadação.
Cunha também comentou sobre a decisão de retirar da Advocacia Geral da União (AGU) o papel de representar a Câmara nos tribunais superiores. “Quem vai defender é a advocacia da Câmara. Existe um acordo com normas e vamos retirar desse acordo a parte dos tribunais superiores porque considero que a AGU não está cumprindo seu papel. Não vou retirar de tudo porque a Câmara não tem condições logísticas, sem acréscimo de despesa – de cuidar de mil acordos trabalhistas em vários estados em tribunais inferiores”, disse.
Litervaldo
11 de agosto de 2015 8:27 pmcunha e renan duas crias de collor
Imagemos, que esse homem seja o cunha, o qual intimida testemunha, se ele chegar a presidencia vamos ter uma nova inquisição no Brasil.
Guilherme Nery
11 de agosto de 2015 9:20 pmCunha e o Senado
“Cunha promete retardar matérias do Senado se Renan atrasar terceirização: O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta quinta-feira (23) aoG1 que, se o projeto da terceirização aprovado pelos deputrados demorar a ser votado pelo Senado, propostas aprovadas pelos senadores passarão a ter “o mesmo tratamento’ quando chegarem à Câmara. ‘Pau que dá em Chico dá em Francisco’, afirmou Cunha”. (Nathalia Passarinho, do G1, em Brasília, em 23/04/2015 23h07 – Atualizado em 23/04/2015 23p8).
Cunha
11 de agosto de 2015 9:23 pmTacar fogo nas provas é um
Tacar fogo nas provas é um dos grandes desejos de Cunha.
joao
11 de agosto de 2015 9:48 pmTirar a lideranca assim sem combinar! kkk
Ele eh phoda!
louco sou eu!
1. Ele alfinetou Renan e os senadores, lembrando que ao contrário da Câmara, o Senado ainda não finalizou a votação do ajuste final e que a decisão de devolver a medida provisória que tratava da redução das desonerações na folha de pagamentos foi do Senado. Segundo ele, se já tivesse sido votada, a desoneração permitiria R$ 6 bilhões a mais nos cofres da União
2. Desde quando cumprir nossa obrigação é tacar fogo em alguma coisa? Não cumprir nossa obrigação é que nos responsabiliza por omissão. Se ele [Renan] não apreciar as contas, ele que responda perante a Casa dele e perante a sociedade”, disse Cunha.
JB Costa
11 de agosto de 2015 10:00 pmNessa briga Renan X Cunha
Nessa briga Renan X Cunha minha torcida é que ambos saiam derrotados. Se estapeiem mutuamente até caírem exaustos no chão e se retirem com suas caras quebradas da cena política.
O vencedor será o país.
renato lopes goulart
11 de agosto de 2015 10:05 pmcadeia para Cunha
Cunha deve ser denunciado e ir para a cadeia, ou a justiça não é para todos?
joão adalberto
11 de agosto de 2015 10:38 pmHerança
Eduardo Cunha , para o bem ou para o mal, vem incomodando o governo como nunca se viu na política brasileira desde Carlos Lacerda. No período FHC ,o PT foi uma oposição eficiente, mas se tratava de toda uma estrutura partidária e ideológica. O atual presidente da Câmara , deve-se destacar, é supostamente oportunista e um hábil articulador junto aos seus pares ,de quem conhece as tão faladas demandas nada republicanas. O circo está armado.
L. Souza
12 de agosto de 2015 1:43 amUma coisa é certa, nesse mato
Uma coisa é certa, nesse mato tem coelho. Para os deputados estarem seguindo cegamente esse louco, alguma “terra está sendo prometida”. Uma terra que começa com “re” e termina com “leição”.
paulmoura
12 de agosto de 2015 10:58 amComo ele sabe
que está pendurado no pincel quer que todos os outros fiquem pendurados também que é a única tábua de salvação que ele tem.
E aí eu me pergunto. Em sua situação será que há tantos deputados que comem em sua mão?
Será que tantos deputados tem “dívidas inconfesáveis” com ele?
Por muito menos os ratos já teriam saltado do navio, porque não acredito em ingenuidade de parlamentares (lembrem do Collor que em dois meses somente sobraram ratos do tipo Roberto Jefferson, Carlos Azambuja e outros 3 ou 4 do baixo clero).
Se os favores inconfesáveis do Nero Brasileiro são tantos, pobre da sociedade brasileira.