4 de junho de 2026

Cunha manobra na CCJ para evitar agilidade em cassação

O presidente da Câmara teria orientado aliados a segurar um projeto que facilita o processo de cassação de um deputado
 
 
Jornal GGN – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), teria preparado uma manobra para segurar a reformulação do código de ética da Câmara, que torna mais difícil frear cassações de mandatos de deputados. 
 
Um mês depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, oferecer denúncia contra Cunha no Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) deu início ao travamento do projeto. De acordo com reportagem da Folha, o presidente da Câmara teria orientado seus aliados na CCJ a paralisar as mudanças. 
 
Desde setembro na Comissão, a proposta acelera o rito de cassação de mandato de deputados no Conselho de Ética, com a diminuição do tempo para apresentar defesa prévia, por exemplo. Revisada pelo deputado federal Marcos Rogério (PSD-RO), houve o acréscimo do prazo de dois dias para que o parlamentar investigado, assim que notificado, ofereça razões para que o processo não prossiga. Em seguida, o relator também teria dois dias para responder se acolhe ou não a argumentação.
 
Outra modificação é que, nessa fase de pré aprovação, o relator prepara um parecer decidindo se considera válido ou não o processo de cassação. Antes, se o deputado escolhido na relatoria considerasse que o pedido de cassação não era admissível, somente um recurso para a votação no Plenário poderia discutir a decisão do relator, caso contrário, o processo já seria imediatamente arquivado. Mas com a revisão, se a representação for considerada inepta, o voto do relator é submetido à votação de todos os membros do Conselho, que aprovam ou não a decisão.
 
Paralisado há dois meses na CCJ, essas mudanças ainda não entraram em vigor.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Wilton Santos

    19 de outubro de 2015 1:48 pm

    A culpa por esse poder todo que o Eduardo Cunha

    A culpa por esse poder todo que o Eduardo Cunha ainda tem é do procurador Rodrigo Janot, que ainda não pediu afastamento do cargo do presidente da Câmara ao Supremo.

    Acorda Janot! 

  2. Emersonrj

    19 de outubro de 2015 2:27 pm

    Me esclareçam, Dilma está no

    Me esclareçam, Dilma está no exterior, se Temer tiver qualquer impedimento de ficar na presidência (saúde, por exemplo) isto quer dizer que o CUnha vai assumir a presidência da minha nação?

  3. RICARDO EDMUNDO CECONELLO

    19 de outubro de 2015 2:58 pm

    POR QUE O SILÊNCIO CONSTRANGEDOR DO JUIZ SERGIO MORO?

    POR QUE OS PANELEIROS FASCISTAS DA SARJETA NÃO BATEM PANELAS PARA A PRISÃO DO CUNHA?

    Se alguém vir o “juiz” Moro, diga para ele que a mulher e a filha do Eduardo Cunha possuem contas na Suíça, talvez em muitos outros paraísos fiscais, e as dita cujas NÃO POSSUEM FORO PRIVILEGIADO. Como a cunhada do Vaccari, presa inocente, também não tinha.

    Ah, se a mulher e as filhas do Eduardo Cunha fossem do PT.

  4. Emersonrj

    19 de outubro de 2015 3:11 pm

    Noite passada tive um

    Noite passada tive um pesadelo, sonhei que a Dilma estava na Europa, o Temer estava doente e o Cunha tinha assumido a presidência da república. Vi aquele monte de coxinhas na Avenida Paulista saudando o dito cujo com os braços estendidos e bradando heil Cunha.

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