5 de junho de 2026

Eduardo Cunha diz que agenda proposta por Renan é “jogo de espuma”

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (12) que as propostas apresentadas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chamadas de Agenda Brasil, são “jogo de espuma”

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Da Agência Câmara

Por Ana Cristina Campos 

“A Câmara está disposta a participar de qualquer coisa que seja para o bem do país. Tem de saber que tipo de conteúdo. Até agora, vimos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara”, afirmou Cunha, após participar de almoço com o vice-presidente Michel Temer e representantes da bancada peemedebista da Casa.

De acordo com Eduardo Cunha, algumas das propostas apresentadas foram de iniciativa da Câmara e já foram apreciadas na Casa.

“Não precisa nem ter agenda. Propostas boas para o país sempre terão nosso apoio, assim como gostaríamos que nossas propostas que estão tramitando e que também são boas para o país, como a terceirização, já tivessem sido tratadas. De nossa parte, não há problema de analisar qualquer agenda ou tema.”

Cunha voltou a explicar que o Congresso é bicameral. “As duas casas têm de funcionar. Não dá para achar que vamos construir uma agenda única, que vamos votar e virar lei, porque não é assim que funciona. É preciso entender que não conseguimos costurar absolutamente nada se não envolvermos as duas casas.”

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que integra a coordenação política do governo, destacou que o PMDB “tem de ter competência para construir uma pauta comum na Câmara e no Senado”.

“Estamos vivendo uma crise séria e cabe ao PMDB buscar ser o moderador, o estabilizador desse processo de crise”, disse Padilha. “O vice-presidente Michel Temer disse que nosso desafio é construir uma agenda coincidente entre o que está sendo proposto pelo Senado e o que são aspirações da Câmara dos Deputados.”

Agenda Brasil

A Agenda Brasil foi apresentada ontem (11), no plenário do Senado, pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ela prevê, entre outras medidas, a votação de 27 proposições legislativas que objetivam aumentar a confiança dos investidores na economia do país. O documento foi motivo de encontro na segunda-feira (10) entre Renan e líderes partidários com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, na residência da presidência do Senado.

Ao anunciar a Agenda Brasil, Renan informou que o Legislativo quer colaborar para o fim da crise. “Não é uma colaboração do Senado Federal. É uma colaboração do Legislativo. Nós queremos ser vistos como facilitadores e não como sabotadores.” O senador lembrou que o sistema legislativo é bicameral e afirmou que “todas as sugestões serão bem recebidas”.

“Discutir o impeachment todos os dias não resolve a crise econômica”, disse o senador, que defende “a separação das crises”. “O governo Dilma Rousseff não é o Brasil. O reducionismo é impróprio. O governo Dilma, como todos sabem, tem data para acabar e o Brasil vai continuar existindo”, afirmou.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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6 Comentários
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  1. Osvaldo Ferreira

    12 de agosto de 2015 8:49 pm

    Eduardo Cunha não pode

    Eduardo Cunha não pode continuar na presidência da Câmara dos Deputados. 

  2. JMauriciO

    12 de agosto de 2015 9:00 pm

    Iiiiiiiiiiiii! Ja tem gente
    Iiiiiiiiiiiii! Ja tem gente espumando é? A que ponto chega a raiva!!!!!

  3. Conde de Rochester

    12 de agosto de 2015 9:17 pm

    (Sem título)

    1. Marly

      13 de agosto de 2015 12:18 am

      Que horror!

      ” O olhar que assusta!”

  4. Meire

    12 de agosto de 2015 9:25 pm

    Graças aos Céus também, o

    Graças aos Céus também, o atual Legislativo e o atual Judiciário não são o Brasil. O reducionismo é ridículo. O mandato de senadores, deputados e membros do judiciário, como todos sabem, tem data para se finarem e o Brasil vai continuar existindo.

    E de repente pode ser antes do que se imagina. A Nação Aliviada Aos Céus Agradecerá!

  5. Cunha

    12 de agosto de 2015 9:40 pm

    Cunha diz uma coisa e faz

    Cunha diz uma coisa e faz outra:

    Cunha faz mal, muito mal ao Brasil:

    É contrário ao marco civil da internet e à regulação econômica da mídia e se defende, justificando para os descerebrados que isso é censura de imprensa.

    Reforma política com financiamento privado, para poderem continuar nessa vergonheira, da qual o escândalo da Petrobras é apenas a ponta o iceberg.

    PEC da Bengala, cuja finalidade é impedir a Dilma de nomear novos ministros.

    Terceirização:  precarizar ainda mais a frágil segurança do trabalhador.

    Redução da maioridade penal: esse não é o caminho da civilização.

    Repetir votações na Câmara, ilegalmente, até alcançar o resultado que deseja.

    Tentar anular as provas contra si na Lava Jato.

    Acusado de mandar correligionários ameaçar réus da Lava Jato.

    Achacar o governo, na maior cara de pau, sendo líder na Câmara do maior partido da base governista.

    Réu de dezenas de processos.

    Acusado de receber gordas propinas na Petrobras.

    Faz o jogo do golpe, associa-se a Aécio e Caiado e ao que de mais retrógrado existe na política.

    CUNHA É UM ESCÁRNIO.

    Num mundo justo estaria afastado da Câmara e talvez preso.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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