7 de junho de 2026

Pacheco sinaliza cautela com PL do aborto e diz que tema “jamais iria direto ao plenário do Senado”

A declaração foi dada em meio ao embate em torno do tema, após a Câmara aprovar a urgência do PL que equipara o aborto ao crime de homicídio
Presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). | Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, ontem (13), que o Projeto de Lei (PL) 1904/2024, sobre o aborto, deve ser tratado “com cautela” e que o tema deve passar pelas comissões da Casa, antes de ir ao plenário. 

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Eu devo dizer que com uma matéria dessa natureza, jamais, por exemplo, iria direto ao plenário do Senado Federal. Ela deve ser submetida às comissões próprias. É muito importante ouvir, inclusive, as mulheres do Senado, que são legítimas representantes das mulheres brasileiras, para saber qual é a posição delas em relação a isso”, afirmou Pacheco, em entrevista coletiva. 

A declaração foi dada em meio ao embate em torno do tema, após a Câmara dos Deputados aprovar, em votação relâmpago, a urgência do PL que equipara o aborto a homicídio após 22 semanas de gestação.

Aborto é considerado um crime doloso contra a vida. Está lá no Código Penal e ele é naturalmente diferente do homicídio. Há uma diferença evidente entre matar alguém”, acrescentou Pacheco, na contramão do ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL).

O projeto, de autoria do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), além de criminalizar a vítima de estupro, indica também o médico que eventualmente coordenar um procedimento de abordo – de feto que não tenha anencefalia – também poderá ser preso. Hoje, os agentes da saúde são isentos de responder por qualquer tipo de crime.

Em meio a mobilização pública contra a medida, o projeto – apesar da urgência – ainda não tem data para ser votado no plenário da Câmara. Lira afirmou que vai indicar uma “mulher moderada” para relatar o texto, que caso aprovado seguirá para análise do Senado.

Vale ressaltar que a proposta foi usada por Lira como moeda de troca, que prometeu discutir o tema no plenário a partir do apoio da bancada evangélica à sua reeleição à presidência da Casa.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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