4 de junho de 2026

Covid-19 – Balanço de momento e conjecturas sobre o fim da pandemia, por Felipe Costa

Máscaras e vacinas devem continuar na ordem do dia, sobretudo no interior de recintos fechados.

Covid-19 – Balanço de momento e conjecturas sobre o fim da pandemia.

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Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas mundiais a respeito da pandemia divulgadas em artigo anterior (aqui). No caso específico do Brasil, o artigo também atualiza os valores das taxas de crescimento. Entre 14 e 20/11, as taxas ficaram em 0,0403% (casos) e 0,0056% (mortes). Em relação aos valores da semana anterior, a primeira deu um salto e a segunda recuou. Em termos de saúde pública, é auspicioso saber que (1) O número absoluto de mortes segue a recuar; e (2) As duas taxas tornaram a oscilar de modo desencontrado. Ao lado de queda continuada no número de mortes, o descolamento das duas taxas seria um importante pré-requisito para se pensar no fim da pandemia. Antes disso, porém, as autoridades sanitárias deveriam reforçar o sistema de coleta e apuração dos números. Máscaras e vacinas devem continuar na ordem do dia, sobretudo no interior de recintos fechados.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas mundiais obtidas na manhã de hoje (21/11) [1], eis um resumo da situação.

(A) – Em números absolutos, os 20 países mais afetados [2] estão a concentrar 74% dos casos (de um total de 638.140.984) e 69% das mortes (de um total de 6.621.092) [3].

(B) – Nesses 20 países, 460 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 97% dos casos. Em escala global, 622 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) – Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (a) em números absolutos, a lista agora está a ser liderada pelo Japão, com 1,774 milhão de novos casos; (b) entre os cinco primeiros da lista, estão ainda a Coreia do Sul (1,27 milhão), os Estados Unidos (1,104), Alemanha (1,033) e França (764 mil). O Brasil (219 mil) está agora na 10ª colocação; e (c) a lista dos países com mais mortes segue a ser liderada pelos Estados Unidos (9,09 mil); em seguida aparecem Alemanha (4,13 mil), Itália (1,92), Japão (1,91) e Rússia (1,89). O Brasil (1,38 mil) está agora na 10ª colocação.

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 14-20/11.

Ontem (20/11), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 4.325 casos e 8 mortes. Teríamos chegado assim a um total de 35.011.534 casos e 688.928 mortes.

Na semana encerrada ontem (14-20/11), foram registrados 98.603 casos e 270 mortes. Em relação às estatísticas da semana anterior, a primeira subiu e a segunda caiu (7-13/11: 61.481 casos e 310 mortes).

3. O RITMO DA PANDEMIA EM TERRAS BRASILEIRAS.

Para monitorar de perto o ritmo e o rumo da pandemia, sigo a usar como guias as taxas de crescimento no número de casos e de mortes. A primeira taxa subiu, a segunda caiu. Vejamos os resultados mais recentes.

A taxa de crescimento no número de casos saltou de 0,0252% (7-13/11) para 0,0403% (14-20/11) (ver a figura que acompanha este artigo) [4].

A taxa de crescimento no número de mortes, por sua vez, recuou de 0,0064% (7-13/11) para 0,0056% (14-20/11).

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FIGURA. A figura que acompanha este artigo ilustra o comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 19/6 e 20/11/2022. (Para resultados anteriores, ver aqui.)

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4. CODA.

A situação da pandemia ainda é preocupante. E o sinal amarelo deve permanecer ligado.

Mas há sinais minimamente auspiciosos. As quedas na taxa e no número absoluto de mortes, por exemplo, podem ser um bom sinal. (Embora possa ser apenas e tão somente uma distorção momentânea promovida por um sistema inconfiável de coleta e apuração dos números.)

Em termos populacionais, não custa ressaltar: O descolamento das duas taxas (i.e., elas deixam de variar na mesma direção) pode refletir o fato de que, embora o contágio não esteja sendo contido como deveria (e poderia), a propagação continuada do vírus de fato não está resultando em um aumento no número de mortes. (Esta disjunção, por sua vez, refletiria o fato de que as vacinas estão a nos proteger de modo bastante efetivo. Bem além, diga-se, da proteção contra o contágio que estaria a ser conferida hoje pelas medidas não farmacológicas, incluindo aí o uso de máscara.)

Máscaras e vacinas devem continuar na ordem do dia, sobretudo no interior de recintos fechados. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 11 grupos: (a) Entre 95 e 100 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 35 e 40 milhões – França e Alemanha; (d) Entre 30 e 35 milhões – Brasil; (e) Entre 25 e 30 milhões – Coreia do Sul; (f) Entre 20 e 25 milhões – Reino Unido, Itália, Japão e Rússia; (g) Entre 15 e 20 milhões – Turquia (estatísticas congeladas há mais de um mês); (h) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (i) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã e Austrália; (j) Entre 8 e 10 milhões – Argentina, Países Baixos e Taiwan; e (k) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México e Indonésia.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

[4] Para conferir os valores numéricos, ver aqui (entre 27/12/2021 e 26/6/2022) e aqui (semanas anteriores).

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1 Comentário
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  1. WEDSON DESIDERIO FERNANDES

    21 de novembro de 2022 6:05 pm

    E lá vamos novamente.

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