8 de junho de 2026

Coronavírus: Casos no navio de cruzeiro Diamond Princess aumentam para 621

A quarentena no navio de cruzeiro termina hoje, e não cessam as perguntas sobre como o vírus se espalhou tão facilmente no local.

Jornal GGN – As autoridades de saúde japonesas disseram que 79 novos casos de coronavírus foram detectados no navio Diamond Princess, elevando o total para 621. Os casos positivos a bordo do navio representam o maior aglomerado de pessoas infectadas fora da China. Tal constatação coloca o Japão em exame quanto às suas medidas de quarentena.

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A quarentena no navio de cruzeiro termina hoje, e não cessam as perguntas sobre como o vírus se espalhou tão facilmente no local. O ministro da Saúde Katsunobu Kato defendeu os esforços japoneses para deter o surto, que medidas apropriadas foram tomadas para evitar casos graves, incluindo o envio de pessoas infectadas ao hospital.

Alguns especialistas em saúde, no entanto, criticaram as medidas tomadas para controlar a doença a bordo.

Os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) disseram que as medidas tomadas pelo Japão podem ter desacelerado o vírus, mas não foram suficientes para impedir a transmissão entre indivíduos no navio.

A quarentena no navio foi muito criticada por especialistas. Os passageiros não estavam confinados em seus quartos até 5 de fevereiro e, no dia anterior, quando as autoridades os examinaram, os eventos a bordo continuaram, com danças, jogos e aulas.

Outro ponto levantado é a questão do ar condicionado, se poderia ou não contribuir para propagação do vírus. As autoridades de saúde, em um primeiro momento, disseram que o ar condicionado não era um problema, e o vice-presidente executivo da Princess Cruise, Rai Caluori, disse que a quantidade de ar fresco que entra no sistema foi maximizada.

O especialista em medicina de viagens, Richard Darwood, disse que a canalização do ar entre uma parte e outra do navio poderia ser um fator para a propagação.

O professor Kentaro Iwata, especialista em doenças infecciosas do Hospital Universitário de Kobe, disse que a abordagem ao controle de infecções no navio era ‘caótica’. Iwata não menciona o ar condicionado, mas diz que o navio de cruzeiro era completamente inadequado em termos de controle de infecção, sem distinção entre a zona verde (livre de infecção) e a zona vermelha (contaminada pelo vírus).

Kentaro Iwata também disse que não havia um profissional responsável pelo controle de infecções no navio e os burocratas no controle estavam violando todos os princípios de controle de infecções. Ele estava no navio de cruzeiro.

Com informações do The Guardian.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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