17 de junho de 2026

Acareação entre Miranda e Lorenzoni está prevista para quarta-feira

Semana da CPI da Pandemia também deve contar com depoimentos de Francisco Maximiano e do ex-secretário de Saúde do DF
Agência Brasil

Jornal GGN – A CPI da Pandemia programou uma acareação entre o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). Embora ela esteja prevista para quarta-feira (18/08), a data precisa de confirmação.

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O confronto entre as versões de Onyx Lorenzoni e Luis Miranda sobre a tentativa de compra da vacina Covaxin foi solicitado via requerimento pelo vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede), devido a informações obtidas com quebras de sigilo. 

Em depoimento prestado no mês de junho, o deputado denunciou em depoimento à CPI um suposto caso de corrupção, envolvendo o governo federal, na tentativa de compra da vacina Covaxin (a compra seria intermediada pela empresa Precisa Medicamentos). Logo depois, em entrevista à imprensa, o ministro Onyx, que na época chefiava a Secretaria-Geral da Presidência, negou irregularidades na negociação e disse que o documento apontado pelo deputado seria falso. O governo federal acabou cancelando a compra.

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Luis Miranda alegou que havia três versões do documento enviadas durante a negociação: a primeira, segundo ele, previa a compra de 300 mil doses por US$ 45 milhões, com previsão de pagamento antecipado – e essa é a versão que teria sido apresentada ao presidente Jair Bolsonaro no dia 20 de março pelo deputado e por seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

Na entrevista que concedeu em junho, Onyx afirmou que o documento apresentado por Miranda seria falso, e exibiu documento que previa a compra de 3 milhões de doses sem pagamento antecipado. Segundo Luis Miranda, o documento exibido por Onyx seria a terceira versão, que, além disso, registraria a data de 23 de março deste ano, que é posterior ao suposto encontro entre Luis Miranda e Jair Bolsonaro.

A Precisa Medicamentos, que seria a responsável pela importação da Covaxin caso o contrato fosse confirmado, também contrariou a versão apresentada por Onyx Lorenzoni.

Segundo a Agência Senado, também estão previstos os depoimentos do empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, e do ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Francisco de Araújo Filho.

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