19 de junho de 2026

Adams supre ausência de Cardozo e negocia com TCU

Jornal GGN – Luís Inácio Adams, advogado-geral da União (AGU) declarou ontem que o governo vai buscar no TCU a homologação dos acordos de leniência que podem ser fechados com as empreiteiras citadas no esquema investigado pela Operação Lava Jato. Segundo ele, esta iniciativa é uma resposta à informação de que o TCU quer dar aval aos acordos que venham a ser fechados entre o governo Dilma e as empresas envolvidas. Segundo Adams, a homologação poderá retirar os riscos de questionarem os valores de ressarcimento que as empresas terão que fazer ao governo. Leia a matéria do Estadão.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

do Estadão

Governo vai pedir aval do TCU a acordos com empreiteiras

Adams, da AGU, afirma que homologação com corte de contas elimina risco de questionamento sobre valores da punição

João Villaverde, Adriana Fernandes / Brasília

O advogado-geral da União (AGU), Luis Inácio Adams, afirmou ontem que o governo federal vai buscar no Tribunal de Contas da União (TCU) a homologação dos acordos de leniência que podem ser fechados com as empreiteiras envolvidas no esquema de propina na Petrobrás, revelado pela Operação Lava Jato.

“A homologação vai retirar os riscos de questionamentos dos valores do ressarcimento que as empresas terão que fazer ao governo”, disse Adams. A iniciativa do ministro é uma resposta à informação, revelada pelo Estado na semana passada, de que o TCU quer dar aval aos acordos que venham a ser fechados entre o governo Dilma Rousseff e as empresas envolvidas nas investigações.

Governo vai pedir aval do TCU a acordos com empreiteiras

 No caso da Petrobrás, ela tem um papel muito grande na atividade econômica brasileira. Os investimentos não podem ser penalizados”, afirmou o advogado-geral da União (AGU), Luis Inácio Adams.

Adams informou que as empresas podem agilizar o processo com o governo ao admitir os ilícitos como sendo a partir de falhas administrativas.

Os acordos de leniência permitem às empresas continuar operando em obras públicas. Para conseguir esse acordo, as empresas precisam reconhecer ilícitos, auxiliar as autoridades nas investigações, se comprometer a evitar a repetição no futuro, além de ressarcir os cofres públicos. Neste ponto, a homologação dos acordos com o TCU daria maior segurança jurídica aos termos.

O ministro, que comanda a AGU há mais de cinco anos, defendeu a estratégia do governo, que tem buscado separar a questão econômica dos problemas policiais. “Os empregados das empresas envolvidas não têm nada a ver com os arranjos fechados por agentes da direção dessas companhias. No caso da Petrobrás, ela tem um papel muito grande na atividade econômica brasileira. Os investimentos não podem ser penalizados”, afirmou Adams. Segundo ele, a Lei de Combate à Corrupção “não foi feita para fechar empresas”.

Presidente. Sobre a Petrobrás, Adams disse que o novo presidente da estatal, Aldemir Bendine, vai continuar o trabalho de Graça Foster, no sentido de “estimar os valores compatíveis com o que foi efetivamente desviado”.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. maurici Aazevedo.

    11 de fevereiro de 2015 4:30 pm

    AH ! AINDA BEM!
    Eis que surge

    AH ! AINDA BEM!

    Eis que surge a luz e  o bom senso.

    1. Ivan de Union

      11 de fevereiro de 2015 10:23 pm

      Nah.
      So surgiu a ausencia do

      Nah.

      So surgiu a ausencia do vacuo do mimiministro da justica…

  2. sergior

    11 de fevereiro de 2015 6:02 pm

    Saídas ao atual impasse,

    Saídas ao atual impasse, preservando as empresas, há. A mais correta seria a expropriação das empresas de seus atuais controladores. Estes são os responsáveis pelos fatos ocorridos e devem arcar, com seus bens, pelos danos causados à Petrobrás e à União. As empresas seriam assumidas pelos seus trabalhadores.

  3. lenita

    11 de fevereiro de 2015 8:19 pm

    Fico só imaginando o que a

    Fico só imaginando o que a grobo vai dizer. Agora terá que mostrar sua cara – para quem ainda não viu, lógico.

  4. Renato Lages

    11 de fevereiro de 2015 9:08 pm

    Ate quem fim um homem público
    Ate quem fim um homem público nacionalista e de coragem para tomar frente e impedir que esse judiciário tucano da republica Morinha do tucanistão do Paraná, quebre a economia, quebra a Petrobras e as empreiteiras nacionais!
    Porque esse PSDB quebrou o Paraná e quer fazer o mesmo agora com Petrobras , as empreiteiras e a economia do Brasil, com a desculpa de que esta acabando com a corrupção . Ou seja, mata a vaca para matar o carrapato.

    O Zé da justiça só tem coragem de agir pra dar entrevista na #Vejabandidagolpista.
    Recomendo que Dilma indique Adams para o STF. Esse parece mais petista que o Zé!

  5. Clever Mendes de Oliveira

    11 de fevereiro de 2015 9:11 pm

    Títulos assim levam todos para o mau caminho

     

    Luis Nassif,

    Um post com o título seu com certeza. Não há nada na chamada do Jornal GGN, nem na matéria do jornal “O Estado de S. Paulo” para a qual o jornal GGN faz a chamada que justifique o título “Adams supre ausência de Cardozo e negocia com TCU” deste post de quarta-feira, 11/02/2015 às 14:23. A justificativa para esse título é sua birra com o ministro José Eduardo Martins Cardozo.

    E títulos assim até induzem a gente a também cometer equívocos. Hoje ao ler o seu post “O impeachment e o exercício de tirar doce de criança” de quarta-feira, 11/02/2015 às 10:20, em que você considera como, ao contrário da inércia do governo, a oposição está fazendo a luta certa combatendo todos que se põe do lado do governo e que seria o seu caso por ter divulgado a informação sobre as ordens da Globo, proibindo a citação do nome de Fernando Henrique Cardoso nas reportagens sobre a operação Lava Jato, eu resolvi ir até o post que você não mencionou o nome. Trata-se do post “A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se”” de domingo, 08/02/2015 às 14:09.

    Pois bem, atualmente com 99 comentários, o primeiro comentário junto ao post “A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se””, é o que eu enviei ontem, terça-feira, 10/02/2015 às 14:32, e que intitulei “Você cada vez cumpre menos a função de informar que cabe à mídia”. Título que reconheço foi equivocado, pois justamente no post “A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se”” você trazia a informação do e-mail que a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, enviara a todos os chefes de núcleo e que segundo você tinha o seguinte conteúdo:

    “Assunto:  Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato

    Atenção para a orientação

    Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique”.

    Talvez o título que eu devia ter dado seria “Você mesmo quando informa, ainda deforma com suas ingrisias”

    Afinal, tratava-se de um texto que pelo próprio título iria indicar que a presidenta Dilma Rousseff não tem uma estratégia de governo. Ai você se dedica a mostrar como a mídia é tendenciosa. Ora isso nem chega a ser informação. É um fato pretérito, passado e futuro. Só que com esta mídia tendenciosa, o PT já ganhou quatro eleições, sendo que duas com uma candidata que não tem nenhum carisma, ou melhor, que tem o carisma do general Henrique Batista Duffles Teixeira Lott. E não se comunica de modo razoável. O que talvez fosse um bom indicativo de que é outra a razão de se ganhar na política e bem distante da história de que é a mídia que faz e desfaz o que quer. Discurso que só faz sentido em quem não quer ver a realidade ou como discurso corporativo.

    Bem, o endereço do post “O impeachment e o exercício de tirar doce de criança” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-impeachment-e-o-exercicio-de-tirar-doce-de-crianca

    Bem, o endereço do post “A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se”” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/a-estrategia-de-dilma-para-a-guerra-da-comunicacao-virem-se

    Aqui neste post “Adams supre ausência de Cardozo e negocia com TCU” o que deveria ser realçado é que Luís Inácio Adams cumpre corretamente o papel de Advogado-Geral da União. Que ali ele não imiscui na competência de nenhum outro ministro, seja o da Fazenda, seja o do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. E, no entanto, o que se vê é este destrambelho em dizer que o advogado-geral da União desempenha papel que cabe ao ministro José Eduardo Martins Cardozo.

    Um título tão equivocado que só serve mesmo para fornecer-me escusas para meus próprios equívocos.

    Ia enviar este comentário quando vi que eu ainda não havia dado o título. Imaginei então em intitular “Títulos assim levam todos para o mau caminho”. O todos é um exagero e talvez eu pudesse dizer depois que foi um equívoco que cometi em razão de tanto disparates que você tem publicado no seu blog. Pode ser que seus despropósitos não levem a todos, mas certamente quando eu pensei no título eu me lembrava do comentário de Marcosomag enviado ontem, terça-feira, 10/02/2015 às 01:10, junto ao post “O desastre do estrategista de comunicação do Planalto” de segunda-feira, 09/02/2015 às 08:33, e que pode ser visto no seguinte endereço:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-desastre-do-estrategista-de-comunicacao-do-planalto

    Para Marcosomag, a presidenta Dilma Rousseff precisa de um ministro da Justiça para “tirar o “TucanoMoro” da Lava-Jato, disciplinar o “comitê tucano da PF” e acabar com as arbitrariedades nas prisões dos acusados”.

    Fiz menção a este comentário de Marcosomag no comentário que eu enviei ontem para junto do post “A estratégia de Dilma para a guerra da comunicação: “virem-se””. Pode ser que não foi aqui que ele aprendeu a ver um papel do Ministério da Justiça que não caberia em um Estado Democrático de Direito. O que mais me entristeceu no comentário dele foi porque ele se apresenta como de esquerda. A manifestar assim como ele se manifestou, eu prefiro que ele seja um dos deles do que um dos nossos. E se já não está do outro lado eu espero que ele esteja se bandeando para lá, o que ele dá mostra ao trocar o a pelo e na palavra presidenta.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 11/02/2015

Recomendados para você

Recomendados