Jornal GGN – As revelações do ex-presidente Michel Temer, em seu livro, de que a avaliação do governo de Dilma Rousseff estava sendo sondada junto a militares antes do impeachment, em 2016, já constavam nos áudios de conversas reveladas entre os peemedebistas Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney.
Além do famoso “grande acordo nacional”, “com o Supremo, com tudo”, que virou o foco e manchetes dos meses seguintes no país, desde maio de 2016, um trecho dos áudios já indicava que este acordo envolvia, também, os militares.
É o que relembra Rubens Valente, hoje colunista do Uol, que à época trabalhava na Folha de S.Paulo, jornal que obteve os polêmicos áudios. O trecho foi citado por Jucá, em uma das conversas com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
“Sempre achei, desde o começo, que um trecho das conversas não havia recebido o destaque que merecia nas análises dos observadores políticos, nas ruas e nas redes sociais. Tratava-se de uma revelação lateral mas muito preocupante feita por Jucá numa das conversas com Machado. O então senador disse que estava conversando – ou consultando, sentindo a temperatura – com “alguns ministros do Supremo” e de comandantes militares a respeito do impeachment. E, principalmente, disse que recebeu um aval dos militares”, lembrou Rubens.
O peemedebista dizia para Machado que conversou “com alguns ministros do Supremo” e que estava “conversando com os generais, comandantes militares”. “Está tudo tranquilo, os caras diz que vão garantir”. A frase de Jucá era sobre o acordo para a derrubada de Dilma.
“Era estarrecedor esse tipo de conversa porque, depois dos 21 anos da longa noite dos arbítrios, ilegalidades e crimes cometidos pela ditadura militar, lá estava de novo parte da elite política brasileira abrindo espaço para militares opinarem sobre assuntos políticos civis. Nós sabemos como esse filme acaba”, concluiu o jornalista.
“O contexto do diálogo (“querem tirar ela”) deixou bem claro para mim que esses generais deram o sinal verde para a traição de Temer e do PMDB”, continuou. Narrando que havia passado dias se perguntando “quem eram os comandantes” e que hoje, no livro de Michel Temer, faz mais sentido.
Seriam o então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e o general Sérgio Etchegoyen, mais tarde nomeado chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) os militares que Jucá também sondou anteriormente? É a pergunta que ainda não foi respondida.
fel
3 de novembro de 2020 12:51 pmEu não sei o que era pior, se a canalhice do temer ou a inoperância da Dilma.
A Dilma processou a veja por aquela capa canalha de 2014? Não;
A Dilma tomou providências quanto ao escandaloso partidarismo antipetista da lava jato? Não;
A Dilma fez a batalha da comunicação? Não;
A Dilma tomou providências quanto inoperância total do Zé da justiça? Não;
Apesar do Zé da justiça não ganhar nenhum causa em favor da Dilma, ela o demintiu? Não;
Fiquem a vontade pra acrescentar mais, porque meu tempo é curto e as falhas foram muitas, muitas ok.
Ugo
3 de novembro de 2020 4:06 pmA bem da verdade ela tentou a única cartada, Lula para frear o estouro da estupidez.
A bem da verdade os sócios no golpe planejado desde a primeira eleição do Lula executaram o script, com stf, parlamento, judiciário, forças armadas, imprensa, bancos, fazendeiros, kataguiri, mbl, a pasionaria descabelada, os manipulados dos vinte centavos, o povo bovino etc.
A bem da verdade procurou ajuda das milícias, mas…..
jcordeiro
3 de novembro de 2020 4:37 pmFel: apesar de oportuna sua colocação, você deixa PresidentaDilma como uma espécie de vilã da bagunça e da bagaça daquela época. Ninguém, num governos democrático (diferente de agora) conduz sozinho. Já lhe passou pela cachola perguntar ao próprio PT estas sua dúvidas shakespeariana? Aquela esquerda festiva que ornamentava a coroa onde estava? Mesmo com seu tempo curto, faça um esforcinho pra responder…
fel
3 de novembro de 2020 6:48 pmJCordeiro, o que me impede de perdoar as falhas da Dilma é saber que pela sua ingenuidade em acreditar nas instituições sem fazer política, ou seja, manter sempre um diálogo com os representantes das mesmas, ele entregou a cabeça do Lula de mão beijada pra estes mediocres caiporas de curitiba. Um gigante como o Lula sendo humilhado por este povo mequetrefe da justiça curitibana. Humilhação esta, que não acabou. Vemos até hoje o presidente de maior apoio popular sendo tratado como um leproso, que ninguém quer tocar, por todas as instâncias jurídicas do país. Disse e repito, a Dilma foi o maior acerto ético do Lula e o seu maior errro político.
JJ da Silva
3 de novembro de 2020 5:02 pmCaro fel. Sem fazer nada disso, foi deposta. Já pensou se fizesse? Seria apedrejada em “praça pública” ou fuzilada “a bem da moral e dos bons costumes”.
Ulisses
3 de novembro de 2020 8:13 pmPelo menos sairia lutando. A sua subserviência ao golpe me deu a imaginar se ela não o apoiou? Deixar ser gravada ilegalmente por um juiz mequetrefe de 1º instância e ficar por isto mesmo? Deixar sua imagem virar imagem de tiro ao Alvaro da PF e deixar quieto? Por muito menos, estes meliantes deveriam ser espulsos do serviço público, processados e condenados por espionagem da presidencia da república e estímulo a violência contra um chefe de estado
naldo
3 de novembro de 2020 7:25 pmOra, quando um cidadão, usou uma caricatura dela como tiro ao alvo e ninguem fez nada, ao contrário, o cidadão ficou famoso, foi dada a senha……qualquer presidente com vergonha na cara exigiria a demissão do cidadão assinada em cima da mesa em 24 horas….e ele que se virasse depois na justiça para recuperar o cargo, mas o recado estaria dado…..
jcordeiro
3 de novembro de 2020 1:57 pmNassif: você que é antenado na matéria, diga se conhece, desde boquinha da noite de 14 de Novembro de 1889, alguma tramóia, alguma safadeza ou alguma sedição política-social (e até econômica) em Pindorama que não tenha passado pelo crivo dos VerdeSauvas? Eu não consegui. Veja lá se descobre. Tô no aguardo…
Dermeval Santos Lopes Junior
3 de novembro de 2020 4:37 pmNesse caso,Eduardo Bananinha teria toda razão.Para derrubar Dilma bastava um cabo e um soldado.Se duvidar,um soldado e um cabo de vassoura.
jucemir r. da silva
3 de novembro de 2020 7:13 pmSerá que alguém achava que os militares não estão envolvidos no golpe continuado? Com a derrubada de Dilma? Com a prisão de Lula? Com as protelações do STF?
Nunca houve golpe, em lugar algum deste mundo, que não contasse com a participação de militares.