Brasil, França e Canadá reclamam de compra de EPI desviada para EUA

Mandetta afirma que comprou 200 milhões de itens de EPI e, em cima da hora, o fornecedor chinês avisou que não entregaria mais

Jornal GGN – Além do Brasil, líderes da França e Canadá também afirmaram que fizeram compras de equipamentos de proteção individual (EPI) para seus profissionais de saúde em meio à pandemia de coronavírus, e tiveram os milhares de itens cancelados e desviados para um outro País: os Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem incentivado empresas privadas americanas a entrarem na guerra da aquisição.

Segundo reportagem de O Globo, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, até afirmou que é preciso investigação e “garantir que o equipamento destinado ao Canadá chegue e permaneça no Canadá.”

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Esta semana, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta contou a jornalistas, durante suas coletivas de imprensa, que havia empenhado o dinheiro da compra de 200 milhões de itens de EPI e, em cima da hora, o fornecedor chinês avisou que não entregaria mais. Pelos relatos de O Globo, os americanos têm oferecido até 3 vezes mais o valor da mercadoria acertado com outros países “concorrentes”, para garantir que a compra seja cancelada e enviada aos EUA.

Nesta semana, os EUA enviaram dezenas de aviões cargueiros à China para buscar os milhares de equipamentos. O País recebeu “130 mil máscaras N-95, quase 1,8 milhões de máscaras cirúrgicas e roupas e mais de 10,3 milhões de luvas, além de 70 mil termômetros.”

A China é responsável pela exportação de 43% dos escudos faciais de proteção, roupas, equipamento de proteção para boca e nariz, luvas e óculos produzidos no mundo.

O governo chinês afirma que “está produzindo 116 milhões de máscaras atualmente, doze vezes mais do que antes. O governo também afirma que aumentou a produção de 20 mil peças de roupas de proteção por dia para mais de 500 mil. A produção de máscaras N-95 também teria aumentado: de 200 mil para 1,6 milhões.”

O Peterson Institute afirma que a China, mesmo durante o surto de coronavírus, cortou apenas 15% das exportações de EPI. “Já o governo chinês nega que tenha proibido a exportação e afirma que 70% do que é produzido anualmente no país é exportado.”

DOAÇÕES

Além das compras feitas por empresas privadas, o estado de Nova York contou com doações da chinesa Huawei. O Brasil recebeu 500 mil kits, e países como México, Bolívia, Argentina, Equador, Venezuela, Peru, Chile, Uruguai e Panamá também foram beneficiados.

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5 comentários

  1. A voracidade dos EUA é repulsiva!Não aprendem a repartir e a serem solidários.”Primeiro EU!” sempre foi o lema deste país egocentrado e pernicioso aos demais países.

  2. Desculpem, mas tenho reforçado que a ganância e a exploração desenfreada de recursos naturais e humanos, foi das principais causas que expôs a humanidade a estes déficits. É ingênuo supor que num mundo em período de carência, isto deixe de ser mais grave ou que renunciem a tal proceder. A atmosfera vigente no mundo é o medo e este reforçam a competição em oposição à colaboração. Reforçam também ao pavor escassez, quando os instintos de sobrevivência individual e dos grupos próximos se atenuam. As tentativas de volta a esta normalidade, com a ilusão da recuperação do status quo passado (e já falecido), ao meu ver criarão mais espaços para novas e embrutecidas relações entre países, até a ganância X escassez atingirem seus ápices.

  3. Como naquela musica: “Voce meu amigo de fé meu irmão camarada…” Vai lá bozo, fsla com o parça.
    Pois é, conhecemos o ditado: “pardal de acompanha Joao-de-Barro vira ajudante de pedreiro”.

  4. E quem pode duvidar que quando a questão da água apertar eles passarem um recado à presidência do Brasil notificando que , “a partir desta data, a água da Amazônia é nossa”, ou quando resolverem interceptar carregamentos de grãos em alto mar.?

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