5 de junho de 2026

Como previsto, Sabesp avisa que plano para Cantareira sai depois da eleição de domingo

Jornal GGN – Confirmado o fato: só depois das eleições serão tomadas as medidas necessárias e impopulares que envolvem o Governo do Estado de São Paulo e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). As críticas se avolumam na mesma medida em que o volume de água disponível cai. A Sabesp está protelando desde junho, quando o volume do Sistema Cantareira atingiu um nível crítico. Agora, oferece ‘solução’ para a próxima segunda-feira, depois que os eleitores paulistas tiverem ido às urnas e dado o seu voto. Nenhum voto perdido, somente um tempo precioso para enfrentar o maior problema de abastecimento de água já visto neste Estado. Leia matéria a seguir.

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do Estadão

Plano para o Cantarareira sai na segunda-feira, diz Sabesp

Fábio Leite

Segundo ANA, proposta foi apresentada no dia 27, mas depois a companhia estadual enviou ofício pedindo tempo para “correções”

Segundo a ANA, a Sabesp chegou a encaminhar um plano no dia 27, intitulado “Projeção de Demanda – Sistema Cantareira”, mas depois enviou um ofício na segunda, afirmando que a proposta ainda “necessita de correções em seu método/modelo” e solicitando mais cinco dias úteis para encaminhar a nova versão. O prazo termina na próxima segunda-feira. 

Desde julho, o Cantareira opera exclusivamente com água do chamado volume morto das represas. Nesta terça-feira, 30, restavam nos reservatórios 66,9 bilhões de litros, que também são usados para atender 5 milhões de pessoas na região de Campinas. Estimativas do próprio governo indicam que essa cota deve acabar na primeira quinzena de novembro. Para manter o abastecimento sem decretar racionamento oficial, a Sabesp pediu aos órgãos reguladores autorização para usar uma segunda reserva, de 106 bilhões de litros. 

Nilton Fukuda/Estadão
Cantareira opera com o volume morto desde julho

Segundo a ANA, contudo, o plano de contingência do Cantareira, “incluindo regras de funcionamento das estruturas de bombeamento instaladas e a construir, é imprescindível para que os órgãos reguladores, ANA e DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo), possam analisar e autorizar, se for o caso, a utilização de volumes adicionais da Reserva Técnica II do Sistema”, a segunda cota do volume morto.

Desde julho, a ANA tem cobrado da Sabesp um plano no qual a companhia deve relatar como pretende operar o manancial, caso a crise de estiagem continue. No último plano enviado pela empresa aos órgãos reguladores, a Sabesp apenas elencou as ações feitas para garantir o abastecimento de água na Grande São Paulo e os prejuízos de adotar um rodízio na Região Metropolitana.

Os órgãos reguladores autorizaram a Sabesp a fazer as obras para captar a segunda reserva, mas ainda não liberaram o uso dessa cota.

Em setembro, a ANA chegou a divulgar que havia um acordo com o governo Alckmin para reduzir a retirada de água do Cantareira para a Grande São Paulo dos atuais 19,7 mil litros por segundo para 18,1 mil litros, a partir deste mês, e para 17,1 mil litros a partir de novembro. Embora tenha enviado e-mail afirmando haver “entendimento” para as reduções, o secretário paulista de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, negou o acordo. O impasse provocou troca pública de acusações entre ele e o presidente da ANA, Vicente Andreu, e a saída da agência do comitê anticrise do Sistema Cantareira.

Interior. Nesta quarta-feira, ANA e DAEE se reúnem com prefeituras e empresas da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde ficam as represas do Cantareira, para discutir uma proposta conjunta de racionamento de água na região de Campinas, caso as vazões dos rios que cortam os municípios fiquem bem abaixo do normal, como tem ocorrido desde o início do ano na atual crise. 

O objetivo é estabelecer uma resolução com regras de restrição para captação de águas superficiais para abastecimento público, irrigação e indústria em determinados horários do dia. Na proposta inicial, a ideia era implementar as ações de racionamento quando o nível do Cantareira ficasse abaixo de 5% do volume útil, ou 49 bilhões de litros, índice que já foi superado em julho, quando o sistema zerou e passou a operar exclusivamente com água do volume morto. 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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11 Comentários
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  1. alexis

    1 de outubro de 2014 9:54 pm

    “A la” Carandiru

    Já existe expertise em São Paulo.

    Esconderam por três dias o massacre do Carandiru, para não “tumultuar” as eleições.

  2. Alan Souza

    1 de outubro de 2014 9:57 pm

    Em 2015 Alckmin vai privatizar o ar!

    Vai cobrar por cabeça, a cada respirada do paulista.

    E em 2018 elege seu sucessor no 1° turno!

  3. Cafezá

    1 de outubro de 2014 9:58 pm

    Isso pode significar que

    Isso pode significar que teremos um governador que mais se assemelha a um volume morto.

  4. Fernando Antonio Moreira Marques

    1 de outubro de 2014 10:09 pm

    Eleitor Paulista

    O eleitor Paulista é um ente único na Democracia Brasileira! Merecia uma estátua em praça pública!

    1. André LB

      2 de outubro de 2014 1:36 am

        É o eleitor cacareco: o que

        É o eleitor cacareco: o que vota em protesto contra si mesmo.

  5. PauloBR

    2 de outubro de 2014 12:22 am

    Eleitor,…

    No domingo, digite “171” – Alckmin governador. E confirme. Não se esqueça de levar o título de eleitor e uma garrafa de água mineral…

  6. Celio Mendes

    2 de outubro de 2014 1:41 am

    Elegendo Alckmin no primeiro

    Elegendo Alckmin no primeiro turno o paulista merece o que vai sofrer, São Paulo e os Tucanos são um ocaso de amor.

  7. joe

    2 de outubro de 2014 2:09 am

    Paulista um caso de

    Paulista um caso de psiquiatria.

  8. vagner Souza

    2 de outubro de 2014 2:44 am

    Deu na Veja.
    Dizer o que desse povo que bate no peito e grita, deu na Veja.

  9. jura

    2 de outubro de 2014 2:47 am

    Planos para o segundo turno

    Quer dizer que eles só vão apresentar os planos no segundo turno?

    Em 2010 o Datafolha disse que ele tinha 55% dos votos na véspera do primeiro turno.

    Ele foi eleito com 50,63%. Escapou por 0,63 %.

    Mercadante tinha 28% nas pesquisas e recebeu 35% dos votos.

    Alckmin desta vez está abaixo dos 50%.

    Quer dizer que com toda a falta d`água, corrupção no metrô, violência policial e cheio de problemas na educação ele ganhou mais votos nos ùltimos quatro anos?

    Em 2010 o PMDB estava com ele. Este ano está contra ele com o presidente da Fiesp. Alguma vez a Fiesp teve candidato de oposicão ao governo do estado?

    E alguma vez o PT estava no governo federal e na prefeitura da capital e outras cidades da RMSP ao mesmo tempo?

  10. Jorge Vieira

    2 de outubro de 2014 3:07 pm

    Estelionato

    É o maior estelionato eleitoral de todos os tempos.

    E os eleitores trouxas de São Paulo vão eleger o maior trambiqueiro do país.

    Pesquisas eleitorais identificaram que o paulista responsabiliza a Dilma pela falta de água em São Paulo.

    Na segunda-feira é possível que o Alckmin. se eleito no 1º turno, passe a responsabilizar publicamente o Governo Federal pelo racionamento de água..

    A conferir.

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